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Programa de universidade deu fim a dúvida de jovem estudante

      
Denys Augusto Vince, de 19 anos, queria Humanas, mas só decidiu por Psicologia após participar de encontro

Juliana Portugal

O momento da escolha da profissão é crucial na vida de qualquer adolescente. A dúvida deles está nos mais diversos âmbitos: "Em relação ao curso, qual a carreira mais valorizada, como colocar-se no mercado de trabalho e também questões financeiras", diz a professora supervisora da orientação vocacional da Universidade São Judas Tadeu, Valéria Linardi. Ela atende na clínica jovens entre 16 e 18 anos que ainda cursam o ensino médio.

Essas e tantas outras dúvidas também tiraram o sono do estudante Denys Augusto Vince, de 19 anos. Desde a época do colegial, o jovem sabia que sua área era Humanas. No entanto, não tinha certeza quanto a qual curso fazer. Até que a dúvida restringiu-se a Psicologia, Direito ou Jornalismo. "Eu pensava: ?se escolher Direito será por hobby ou é o que quero realmente seguir??".

Por meio de um amigo Denys soube do programa de orientação vocacional da Universidade São Judas Tadeu. Depois de um mês e meio, na última quarta-feira, ele participou do encontro final do grupo.

Denys classifica como "positiva" a orientação vocacional. "Foi ótimo. Tudo que é necessário para a sua decisão está dentro de você, mas é preciso alguém para te ajudar a enxergar". O estudante está mais confiante, tanto que já no meio do ano fará vestibular para Psicologia. "Sei que terei dificuldades, mas também sei que não estou indo contra a minha vocação".

DESPLUGADOS

Segundo Valéria, mesmo pertencendo a uma geração que está ligada a maior parte do dia à internet e que tem acesso a muitas notícias, os jovens ainda fazem escolhas equivocadas por falta de informação. "Falta iniciativa em saber mais sobre o curso, conversar com profissionais para conhecer a rotina de trabalho".

Os serviços das universidades, geralmente gratuitos, servem justamente para auxiliar os jovens nessa fase de indecisão. Normalmente, consistem em encontros para esclarecer as dúvidas dos estudantes. O serviço de orientação da Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, atendeu no ano passado 1.200 jovens. E não há um momento específico para procurar ajuda profissional. Pode ser no começo do ensino médio, no meio dele, no fim, antes de entrar na faculdade... "Na verdade, o melhor momento para participar da orientação é quando se está em dúvida", diz a professora de orientação vocacional da PUC-SP, Regina Sonia Gattas Nascimento.

Regina diz que que gostar de certa disciplina não é determinante na escolha da profissão. "Há muitos fatores que precisam ser considerados". Segundo ela, os jovens que já tiveram contato com o mercado de trabalho têm vantagens em relação aos outros. "Ficam mais maduros e têm visão realista de como funciona o sistema".
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