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Sistema de cotas da UFPB causa polêmica

      
JULIANA BRITO

O anúncio da implantação do sistema de cotas - ainda este ano - na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) provocou polêmica entre estudantes e professores de João Pessoa. As opiniões sobre o assunto são divergentes e geram mais discussão. Para a maioria dos alunos de escolas particulares a medida é preconceituosa. Já os da rede pública acreditam nas cotas como um "incentivo". Os professores também apresentam pontos de vista distintos sobre a novidade.

Segundo a proposta inicial elaborada pela Pró-Reitoria de Graduação (PRG) da universidade, 50% das 4.437 vagas oferecidas no Processo Seletivo Seriado (PSS) seriam destinadas, por meio do sistema de cotas, às pessoas provenientes de escolas da rede pública de ensino. Deste total, 20% ficariam reservados para negros, 2,5% para integrantes de comunidades quilombolas, 2,5% para indígenas e 5% para pessoas com necessidades especiais.

O titular da PRG, Umbelino de Freitas Neto, declarou que a implantação ainda está em estudo, podendo sofrer alterações. Ele disse que as cotas podem ser instituídas a partir do PSS 2008. Para o professor do Departamento de Biologia Molecular da UFPB, Antônio Novãs da Silva, que é coordenador do Instituto de Referência ?tnica da Paraíba, o problema é que "um grande número de pessoas é contra as cotas sem saber como esse sistema funciona".

Dada a grande disparidade socioeconômica existente no País, ressaltou Antônio, a cota é uma forma paulatina de resolver a questão da educação. Com base em dados do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), Novãs ressaltou que, se o governo passar a investir massivamente em educação básica hoje, a resposta apresentada pela população negra só será visível em 30 ou 40 anos.

"A melhor saída é a cota, que tem caráter emergencial e, junto, investir na escola. A proposta é que a cota seja aberta e avaliada constantemente. Vai chegar um momento em que ela não será mais necessária", observou o professor.

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