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Professores da UERR se unem e paralisam

      
MARCO AUR?LIO

A UERR (Universidade Estadual de Roraima) está enfrentando uma paralisação das aulas promovida por professores concursados e alunos dos cursos da Capital e do interior. Segundo a coordenação do movimento, todas as turmas da noite e a maioria das turmas da manhã estão com aulas suspensas.

A professora de História, Maria José dos Santos, que está à frente da paralisação, disse que hoje, às 16h, haverá uma reunião com a comissão que lidera o movimento e o reitor Raimundo Nonato Sabóia Vilarins.

Neste encontro, os professores apresentarão a pauta de reivindicações. Os alunos estão participando da paralisação e também levarão ao reitor algumas solicitações. Serão dois de cada curso que pedirão a diminuição das taxas dos semestres e dos preços cobrados para expedição de documentos, participação nas decisões da reitoria, entre outras.

Os professores falarão da principal questão que motivou o movimento: o atraso dos pagamentos das gratificações de interiorização dos professores que ministram aulas no interior do Estado.

Maria José disse que desde fevereiro os professores que sãm de Boa Vista para outros municípios para dar aula não estão sendo ressarcidos das despesas de viagem.

Segundo os professores, a universidade além de não estar pagando a ajuda de custo, trocou o sistema de interiorização onde o professor que cumpria horas de trabalho no interior recebia 35% do seu salário pelo sistema de deslocamento.

Nesta modalidade, o professor recebe R$ 1,00 por quilômetro percorrido, isto é, para uma viagem a Alto Alegre, distante cerca de 100 km, a instituição paga R$ 100,00. Além das despesas de viagem, os professores alegam que não recebem nenhuma ajuda para alimentação e estadia.

O professor de Geografia, Josinaldo Barbosa - que dá aula em Boa Vista, Caracaraí e Iracema - disse que a gratificação está estabelecida no Plano de Cargos e Salários, e a Lei 581 que regulamentou a UERR garante a interiorização dos docentes que moram em Boa Vista. "Em uma resolução o reitor trocou a interiorização pelo deslocamento, prejudicando quem está lotado em outros municípios", disse.

Se não for possível o retorno ao sistema de interiorização, os professores irão pedir uma revisão no valor do deslocamento e também melhorias nas casas de apoio nos municípios, estruturação dos alojamentos e reforma das bibliotecas.

Os alunos apóiam o movimento dos professores e pretendem participar ativamente das manifestações. O estudante de História, Stone Bruno, disse que a classe estudantil entende as reivindicações dos docentes que estão passando por dificuldades para dar aula no interior. "Precisam resolver este problema porque queremos professores motivados tanto aqui em Boa Vista quanto nos municípios", disse.
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