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Notícias

UEG vai contratar 475 professores

      
Pacote inclui R$ 2 milhões para investimento em infra-estrutura. Acadêmicos pleiteiam meia passagem intermunicipal

Tássia Galvão

Em resposta às reivindicações de estudantes e servidores da Universidade Estadual de Goiás (UEG), e para cumprimento das metas estipuladas pelo Conselho Estadual de Educação, o reitor da instituição, Luiz Antônio Arantes, anunciou ontem, em coletiva à imprensa, a realização de concurso público para provimento de 475 vagas para professores. Entre outras medidas, estão a realização de um Seminário Interno, previsto para maio, para discussão do projeto acadêmico da universidade, a implementação de uma política de assistência estudantil, com a constituição de uma comissão, e a liberação de R$ 2 milhões para investimento em laboratórios, equipamentos diversos e bibliotecas.

A previsão é de que o concurso seja realizado ainda no segundo semestre deste ano e o provimento, no início de 2008. Hoje, a instituição possui 1.456 vagas para docentes, sendo a maioria composta por contratados temporários. Com os aprovados, a instituição chegará a ter dois terços do quadro efetivo de funcionários. Para composição da equipe de servidores técnico-administrativos, o reitor afirma que tramita na Aganp projeto de cargos e vencimentos dos funcionários da universidade e só depois da aprovação é que poderá ser realizada nova seleção. Hoje, são 1.662 servidores, sendo 60% temporários. "A expectativa é de que, até o 1º semestre do ano que vem, essa seleção aconteça."

Sobre a destinação de 5% de toda a arrecadação fiscal do Estado para financiamento permanente da UEG, Arantes explicou que os 2% garantidos pela Constituição Federal são suficientes para manter em pleno funcionamento toda a universidade. Apesar disso, a luta pelo aumento do repasse continuará. O que acontece hoje é que esse percentual está sendo aplicado em obras das unidades, mas quando estas forem concluídas (prazo de 90 dias), o repasse será destinado ao pagamento da folha, manutenção e investimentos. Está em tramitação, segundo o reitor, processos para aquisição de livros, equipamentos para laboratórios e cursos da área tecnológica. A previsão é que sejam investidos R$ 2 milhões de imediato.

O Seminário Interno vai acontecer em três etapas: a primeira, dias 9 e 10 de maio, a segunda, 8 e 9 de agosto, e a terceira, 3 e 4 de outubro deste ano. A primeira fase vai tratar da reorganização do projeto pedagógico da universidade. No segundo momento, serão convidadas pessoas da área de educação que possuem experiências positivas para servir de exemplo e por fim serão discutidas políticas de ensino, pesquisa e extensão para formulação de um documento a ser repassado ao Conselho Estadual de Educação. "Esse será o momento para a universidade buscar sua consolidação e repensar as possíveis mudanças: aumento ou redução estrutural, redimensionamento das unidades", destaca Arantes.

O reitor espera que as medidas anunciadas cessem a greve dos estudantes e servidores que compõem o Fórum de Defesa da UEG. Eles estão paralisados há 22 dias e cerca de 14 unidades aderiram às manifestações. "Uma das principais reivindicações, que é o concurso público, o governo do Estado vai cumprir. E as outras metas estão dentro dos pedidos feitos pelos manifestantes", afirma Arantes. Ele ressalta que o movimento está sendo tratado em âmbito institucional e não pessoal, não representando ameaça aos servidores temporários que participam da greve.

Manifestantes - Integrantes do Fórum em Defesa da UEG afirmam que as medidas representam grande avanço, mas ainda não são suficientes para voltar à normalidade. O estudante de Engenharia Agrícola Evandro Maranhão, 24, esteve presente na coletiva com o reitor da universidade e o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Wagner José Rodrigues, representando o governador Alcides Rodrigues, e disse, em nome do movimento, que a ordem é continuar paralisado. "Uma das principais reivindicações, a meia passagem para transporte intermunicipal, ainda não foi atendida", afirma o estudante. Arantes diz que as negociações para formação de uma comissão para realizar estudo de impacto da medida estão sendo feitas, mas por enquanto não existe nada oficial. Os manifestantes estão programando uma passeata na próxima quinta-feira, no centro da cidade, e assembléia na sexta-feira, para decidirem os rumos da greve.
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