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Abertura da XIX Reunião Anual do FAUBAI

      

Por Lílian Burgardt, de Curitiba

Com 19 anos de experiência no intercâmbio acadêmico internacional, o FAUBAI (Fórum das Assessorias das Universidades Brasileiras para Assuntos Internacionais) é saudado e tratado nesta XIX Reunião Anual, que acontece em Curitiba entre os dias 17 e 20 de abril, como um dos pilares de sustentação da cooperação internacional existente entre Brasil e outras nações. Isto porque dá apoio para que fundações e agências brasileiras que trabalham em prol da cooperação educacional e científica possam estreitar relações com outros países, além de estabelecer por si só, parcerias de sucesso.

As falas dos palestrantes que compuseram a mesa para a solenidade de abertura do evento, realizado no Hotel Alta Reggia, destacaram o compromisso que o FAUBAI assumiu ao representar o interesse da internacionalização do Ensino Superior por parte das universidades, e mais, preocupando-se não só em estabelecer acordos, mas parcerias que trouxessem benefícios para ambos os países envolvidos na cooperação.

O coordenador do evento, assessor de relações internacionais da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e vice-presidente do FAUBAI, Antonio Carlos Gondim, alegrou-se em dizer que, hoje, o FAUBAI é o grande interlocutor das universidades na questão da cooperação internacional em um momento extremamente favorável que o Brasil desponta para o mundo como um país em potencial para o intercâmbio do conhecimento.

"Nunca tivemos tantos estudantes de graduação e pós-graduação estudando no exterior. Além disso, também cresce o número de alunos estrangeiros interessados em estudar no Brasil. Isso, além de promissor, é uma grande satisfação para nós, que trabalhamos em prol da melhoria destas estatísticas", revelou.

A presidente do FAUBAI, Luciane Stallivieri, aplaudida pelos colegas pelo empenho quase que pessoal em levar adiante a missão de integrar os estudantes de diferentes países por meio da cooperação, colocando o Brasil em um patamar cada vez mais favorável, destacou em seu discurso de abertura o que esta XIX Reunião Anual significa. Para ela, é o momento de colher os frutos do trabalho bem-feito, mas também, passar a investir na avaliação dos acordos. ? claro, não para descobrir e se ater as falhas, mas sim, mapear os pontos positivos e reavaliar o quanto tais parcerias têm trazido de benefício para os alunos de nosso país.

Por isso o tema deste evento é "Mobilidade Acadêmica, Cooperação para o Desenvolvimento, Avaliação e Interculturalidade"."Entendemos que não basta enviar nossos estudantes para o exterior, mas identificar quais os melhores programas que devemos ter em mãos para que eles realmente surtam algum efeito na vida destes alunos, especialmente se pensarmos que, hoje, em um mundo globalizado, há cada vez menos chances para jovens profissionais que não tenham domínio de outro idioma, outra cultura e um pensamento globalizado. Daí a urgência de investir na colaboração entre os países em programas cujo resultado se faça determinante no futuro profissional destes jovens", disse.

O reitor da UFPR, Carlos Augusto Moreira Junior, citou um exemplo que vale ser lembrado, não só no que diz respeito a transformação profissional dos jovens, mas de uma nação. Recentemente a universidade estabeleceu um acordo de cooperação para a criação do primeiro mestrado internacional na área de meio-ambiente, em parceria com a universidade de Sttutgart, na Alemanha.

Para celebrar o convênio foi convidado um professor alemão que iria destacar aos alunos brasileiros as iniciativas na área de pesquisa científica bem-sucedidas na instituição. O discurso do professor trouxe à tona um projeto elaborado pela universidade a fim de tratar os efluentes despejados pela unidade da Wolkswagen na Alemanha nos rios da região.

Segundo o professor, todos os resíduos eram tratados pelos pesquisadores da universidade, até que não causassem danos ao meio-ambiente, aí sim, eram despejados nos rios. O mesmo, porém, não acontece com a filial brasileira. "Eis uma mostra do que a universidade pode fazer a partir do momento que detém o conhecimento. O que nos impede de apresentar um projeto para a filial brasileira e cumprir nosso papel como Instituição de Ensino Superior pública de trazer um retorno para a sociedade?", indagou o reitor.

Por fim, o diretor do escritório de representação do Ministério das Relações Exteriores no Paraná, Sérgio Couri, destacou que é fundamental para o Brasil investir na avaliação dos programas de mobilidade internacional a fim trazer para os estudantes brasileiros o que há de melhor no exterior para que nossos jovens tenham cada vez mais oportunidades mundo afora e que, por conseqüência, o Brasil seja beneficiado com os resultados positivos vividos pela juventude.

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