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Contribuição dos Ministérios para a internacionalização

      

Por Lílian Burgardt, de Curitiba

Discorrer sobre a importância do trabalho dos órgãos do governo a favor da internacionalização das universidades brasileiras foi o tema central da palestra "Contribuição dos Ministérios para a internacionalização das universidades brasileiras" realizada na manhã desta quarta-feira na XIX Reunião Anual do FAUBAI (Fórum das Assessorias das Universidades Brasileiras para Assuntos Internacionais) que acontece em Curitiba, Paraná.

O diretor da Agência Brasileira de Cooperação do Itamaraty, Luiz Henrique Pereira da Fonseca, destacou a importância dos acordos de cooperação Sul/Sul citando o potencial de países vizinhos ao Brasil para o desenvolvimento econômico da América Latina. Ele destacou que, nos últimos cinco anos, os acordos entre tais países com o Brasil cresceram substancialmente, o que comprova o potencial e o interesse do Brasil e de nossos vizinhos em fomentar o intercâmbio na América Latina.

Para que tais acordos possam crescer, o embaixador defendeu que a cooperação precisa ter como premissa um benefício mútuo para ambos os países envolvidos. "Ninguém sabe tanto que não tem nada a ensinar e sabe tão pouco que não possa aprender", disse. Para enfatizar essa questão ele lembrou de uma visita ao Equador em que observou o quanto o país estava à frente do Brasil na questão da inclusão indígena. "Não há dúvidas de que poderíamos aprender muito neste quesito para implementar melhorias em nosso país", disse.

Outro destaque da palestra ficou por conta da citação de acordos triangulares estabelecidos entre potências internacionais, o Brasil e outros países da América Latina e da áfrica. Entre os destaques, o embaixador citou uma parceria para transferência de tecnologia entre Brasil e Japão. Especialistas japoneses vêm para os centros de excelência no Brasil transferir conhecimento para pesquisadores brasileiros que, posteriormente, oferecem o mesmo treinamento para especialistas de nações cujo potencial científico e tecnológico não é tão desenvolvido como no Brasil.

"Este princípio da solidariedade é caminho que rege diversas parcerias bem-sucedidas envolvendo o Brasil. Acredito que este tipo de acordo é a saída para que o nosso país possa ser conhecido e reconhecido no exterior", defendeu Fonseca.

O embaixador também lembrou os pontos positivos das universidades brasileiras no que diz respeito a produção científica em setores específicos como biotecnologia, tecnologia da informação, entre outros. Em sua opinião, catalisadores para a atração de parceiros em termos de cooperação internacional. "Não há dúvida de que esse bom desempenho científico tem alto impacto na política externa do Brasil, facilitando acordos e colocando o país em uma posição interessante de negociação no que diz respeito a colaboração internacional", destacou.

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