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Notícias

Unicamp vê controle no surto de caxumba

      
Campanha de vacinação prossegue até amanhã no campus de Barão Geraldo

Patrícia Azevedo

A Divisão de Enfermagem do Centro de Saúde à Comunidade (Cecom) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) acredita que o surto de caxumba que atingiu alunos do campus de Barão Geraldo esteja controlado. De acordo com a coordenadora Rosiclélia Trevisane, apesar da possibilidade de aparecimento de novos casos nos próximos 20 dias, o bloqueio feito com a vacinação deve conter o avanço da doença.

"Como os números vêm mostrando uma queda, podemos dizer que o surto está controlado", informou ontem. A última notificação ocorreu na segunda-feira. De acordo com o Cecom, estão confirmados 14 casos da doença.

Especialistas em saúde explicam que a caxumba tem um período de incubação de 15 a 20 dias e, por isso, novos casos devem aparecer no campus. "Mesmo em alunos que tenham sido imunizados agora essa probabilidade existe porque as pessoas podem ter sido contaminadas antes da vacinação", disse o médico sanitarista e professor da Unicamp Edson Bueno.

O controle da doença está ocorrendo porque logo nos primeiros casos foi identificado o surto e o bloqueio para impedir o avanço começou em seguida. A primeira notificação ocorreu no dia 19 de março. No dia 23 apareceram outros três casos e as ações de bloqueio da doença, como a campanha de vacinação, começaram no dia 29. "A Unicamp tem um sistema de vigilância epidemiológica e isso facilitou a identificação do surto e o combate", afirmou Rosiclélia.

A Unicamp ainda não sabe como o surto começou, mas tanto Bueno quanto Rosiclélia desconfiam que o primeiro estudante a contrair a doença pode ter sido contaminado em outra cidade ou Estado. "As aulas começaram em março e no dia 19 tivemos a primeira notificação. ? difícil identificar a origem do surto, mas é possível que a pessoa que originou isso tenha contraído o vírus em outros locais", analisou Rosiclélia.

Bueno diz que o surto em adultos com faixa etária de 18 a 29 anos ocorre por causa de uma falha na imunização. De acordo com profissionais da área de saúde, a ocorrência da doença em pessoas dessa faixa etária é esperada porque no passado a imunização era feita apenas em dose única. A partir de 1992 a vacina contra caxumba entrou no calendário oficial de vacinação, mas era aplicada apenas uma dose. Foi somente a partir de 2004 que começou-se a aplicar duas doses. "Por isso, a ocorrência da doença é explicável em jovens dessa faixa etária", explicou o médico sanitarista.

Complicações

A caxumba é uma doença que costuma atingir crianças entre 5 e 14 anos, mas quando ocorre em adultos pode trazer complicações. A mais conhecida delas é a orquite, inflamação nos testículos. De acordo com o médico Paulo César Sanches, a orquite atinge de 25% a 40% dos homens após a puberdade que contrãm caxumba. "O meio mais eficaz para evitar a caxumba é a imunização. Se o paciente contraiu a doença, ele deve ficar em repouso e seguir as recomendações médicas", orientou.

Entre as mulheres com mais de 15 anos, a complicação mais comum é a ooferite, a inflamação dos ovários. "Outras complicações podem ser a pancreatite e a meningite. Já cheguei a atender um paciente que teve surdez porque atingiu o nervo auditivo", completou Sanches.

Até a tarde de ontem, cerca de 1,6 mil pessoas já haviam sido imunizadas com a tríplice viral, vacina que previne também contra o sarampo e a varíola, na Unicamp. A expectativa é a de que até amanhã 3 mil pessoas recebam a dose da vacina, entre alunos, professores e funcionários.


SAIBA MAIS

A caxumba é uma doença infecciosa aguda, transmissível, causada por um vírus da família Paramyxoviridã, gênero Rubulavírus, que provoca febre e inflamação da glândula parótida. Os sintomas são febre, aumento do volume das glândulas salivares localizadas na região da boca, dor no corpo e dor de cabeça. A transmissão ocorre pelo contato direto com gotículas de saliva do doente contendo o vírus. Não existe tratamento específico e a melhor prevenção é a imunização por meio da vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba).
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