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Diretoria do HUB se demite

      
Responsáveis pelo hospital afirmam não haver mais condições de enfrentar, sem dinheiro, série de graves problemas. Grupo sai reclamando de falta de apoio da UnB

André Bezerra

Pane nos elevadores, que forçou pacientes a subir escadas para internação, foi a gota d?água


Após provocar a suspensão do atendimento na internação e emergência, a situação crítica do Hospital Universitário de Brasília (HUB) levou a diretoria a pedir demissão do cargo. Há 14 meses na direção do HUB, a médica Tânia Torres Rosa entregou na tarde de ontem o pedido de desligamento dela e de mais três diretores à reitoria da Universidade de Brasília (UnB), responsável pelo hospital. A principal queixa da equipe é não haver mais condições para se manter na posição sem o devido apoio da universidade. "Fizemos de tudo para sensibilizar a universidade e até o governo sobre os problemas do hospital, mas a situação não mudou. Espero que agora possamos alertar que alguma coisa precisa ser feita a respeito", lamenta a diretora demissionária.

A médica ainda está oficialmente à frente do HUB até que a reitoria aprecie o pedido de demissão. O estopim para a saída dos diretores foi o novo problema ocorrido na última semana com os elevadores do hospital. De seis que existem no local, apenas um estava em funcionamento - condição que vinha se repetindo havia meses. Um defeito no encanamento acabou danificando novamente os elevadores. Pacientes precisaram usar as escadas para subir os andares para a internação. "A situação era de indignidade. Não se pode deixar que os pacientes passem por isso", afirma Torres. Diante disso, a direção resolveu interromper o atendimento de emergência, pela impossibilidade de transportá-los às alas de internação, nos dois últimos andares do prédio. Até o momento, o atendimento continua interrompido.

Alertas repetidos
Com uma lista grande de problemas, a direção alega que vinha alertando insistentemente a UnB sobre os problemas. "Assim que a nova equipe assumiu o hospital, fizemos um diagnóstico de como estavam as instalações e o relatório foi entregue à reitoria. O vazamento já estava previsto havia 13 meses", revela a diretora. Além de problemas de infra-estrutura física, o HUB sofre com falta de materiais e equipamentos, e não consegue recursos para se modernizar e expandir. As obras do Centro de Alta Complexidade em Oncologia, financiadas pelo governo federal, estão paradas há um ano (leia quadro). "O hospital presta um importante serviço à sociedade, portanto, espero que seja mais valorizado", conclui.

A reitoria ainda não analisou o pedido de saída da direção, nem definiu quem assumirá o posto. Em nota, a UnB afirmou que a crise dos hospitais universitários federais não é exclusividade do HUB e que a solução dessas dificuldades depende de política governamental. A nota também diz que desde que a atual gestão assumiu a reitoria, em novembro de 2005, já arcou com despesas de R$ 6 milhões, para atender as demandas do hospital.
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