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Notícias

Gestão das atividades internacionais nas IES

      

Por Lílian Burgardt, de Curitiba

Representantes de instituições estrangeiras estiveram presentes na manhã desta quinta-feira durante a XIX Reunião Anual do FAUBAI (Fórum das Assessorias das Universidades Brasileiras para Assuntos Internacionais) em Curitiba - Paraná, para destacar como trabalham com mobilidade estudantil e cooperação internacional. Três experiências de destaque explanadas durante a palestra foram os casos da Universidade Mayor, no Chile, Universidade de Madrid, na Espanha, e Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

O diretor de relações internacionais da Universidad Mayor, René Lara, explicou como a universidade atua ao receber alunos estrangeiros, desde a acolhida de tais estudantes até a transferência de crédito ao término do curso. Ele destacou ainda que sua universidade se preocupa com a interação dos estudantes estrangeiros com a comunidade chilena, lembrando que a imersão cultural destes jovens se faz extremamente importante.

Lara também destacou que o Chile tem profundo interesse em fomentar intercâmbios com outros países, seja recebendo ou enviando estudantes para o exterior. Hoje, a universidade possui cerca de 200 convênios vigentes. Dentre estes convênios, vale citar parcerias com países da América Latina e, neste sentido, destacou acordos com universidades brasileiras como a Universidade de Caxias do Sul e da FAAP (Fundação Armando álvares Penteado).

O representante de relações internacionais da Universidad de Madrid, José Manuel Pérez, destacou em sua palestra que o trabalho desenvolvido em sua instituição tem objetivo de estimular que os estudantes conheçam a América Latina. Em primeiro lugar, porque o conhecimento de uma nova cultura significa valor agregado para os estudantes, depois, e não menos importante, porque amplia a visão de mundo, estabelecendo novas relações internacionais com países que podem ser parceiros no que diz respeito a questão econômica.

Entre as dificuldades existentes para estabelecer os acordos, Pérez destacou que, por estar em uma universidade de ponta que faz parte da comunidade européia, é comum que os docentes tenham restrições em concordar em enviar alunos para o exterior em programas de dupla-diplomação. "Há professores cuja mentalidade é: por que enviar alunos para fora se eles têm tudo que precisam para aprender por aqui?", disse. Vencer esses preconceitos é um dos desafios dos departamentos de relações internacionais. "Sabemos que não há cooperação sem reciprocidade, daí a importância de trabalharmos tanto com o envio de alunos como o recebimento de estudantes estrangeiros", disse.

O conceito de reciprocidade foi o tema que casou mais polêmica na palestra da representante da Universidade de Harvard, Lorena Barberia. Ao explanar sobre a grande participação de estudantes brasileiros na universidade norte-americana (hoje, dos estudantes estrangeiros nos EUA, 1,2% são brasileiros, destes, 1,7% estão em Harvard) a representante deixou escapar que cresce o número de jovens americanos interessados em estudar no Brasil, no entanto, é uma dificuldade de Harvard, ainda que tenha acordos pré-estabelecidos, reconhecer os créditos dos estudantes que estão em intercâmbio fora do país.

Ofendidos com tal comentário, professores mostraram sua insatisfação dizendo que não há como um programa de intercâmbio ser bem-sucedido sem a reciprocidade. Para diminuir os conflitos, a representante da universidade norte-americana fez questão de ressaltar que tal entrave não é um problema exclusivo do Brasil, mas sim, de Harvard e com todos os países. "Sabemos que é uma grande deficiência de Harvard e estamos justamente trabalhando para facilitar essa cooperação internacional. No caso do Brasil, com o estabelecimento do escritório de universidade patrocinado pelo Rockfeller Center", disse.

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