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Em crise, HUB anuncia direção provisória

      
Bárbara Renault

A direção do Hospital Universitário de Brasília (HUB) já tem uma nova equipe provisória. A diretora de Ensino, Imaculada Junqueira, assumiu o comando da instituição nesta quinta-feira. Ela aceitou o cargo temporário onde permanece até o início da próxima semana, quando a reitoria da Universidade de Brasília (UnB) deve apresentar os diretores definitivos. Na tarde desta quarta-feira, após denúncias de descaso e desrespeito com pacientes publicadas pelo CorreioWeb, a então diretora geral, Tânia Torres Rosa, pediu demissão. Segundo assessoria de imprensa do hospital, três diretores adjuntos, entre eles, Imaculada Junqueira, também pediram para sair, mas ainda não entregaram o pedido oficial à reitoria.

Junqueira foi nomeada nesta manhã e participaria de uma reunião no Ministério da Saúde, junto ao reitor da UnB, Timothy Mulholland, para discutir os problemas do HUB. O encontro, porém, foi cancelado. Até esta data, a diretoria provisória tem total autonomia para tomar decisões pela instituição. Ela disse que não fará declarações públicas até a próxima semana.

Evasivo, o vice-reitor da UnB, Edgar Mamiya, se atém a dizer que a instituição "está trabalhando na construção de soluções" para o HUB. "Desde que assumimos essa gestão, em 2005, estamos atuando na resolução dos problemas em conjunto. A situação do HUB não é diferente da dos outros hospitais universitários do país. Vamos continuar nossas conversas com o governo federal para encontrar soluções e melhorias. Precisamos de um modelo que garanta a subsistência deles (os hospitais)", declara.

Ao entregar a carta de demissão da diretoria do HUB nesta quarta-feira, a professora Tânia Rosa, disse que era uma atitude de protesto, e não de desistência. Ela denunciou que, desde assumiu o hospital, nunca teve o apoio político, financeiro e administrativo esperado. "(A demissão) era a única forma de sensibilizar para o problema. Em 14 meses à frente do hospital, só agora, após essas denúncias, as coisas estão começando a acontecer", enfatizou.

Sobre essas declarações, Mamiya as considera 'estranhas'. "Nós sempre atendemos às demandas do HUB no que era possível. Neste último ano, destinamos mais de R$ 6 milhões para arcar com despesas que o hospital não conseguia (arcar), como com os fornecedores, energia elétrica e até o INSS", ressalta o vice-reitor.

Atendimento precário
Enquanto os impasses políticos, administrativos e financeiros não são resolvidos, os pacientes do HUB continuam a mercê da precariedade na infra-estrutura e no atendimento. As áreas de emergência e internação do hospital continuam suspensas por tempo indeterminado. Os cinco dos seis elevadores do prédio ainda estão quebrados sem perspectiva de conserto, já que são antigos - com mais de 30 anos em atividade - e não são encontradas peças de reposição para fazê-los funcionar. O sexto elevador está em modernização e também está parado.

A aposentada Maricota da Conceição, 66 anos, soube pela imprensa que o atendimento estava prejudicado. Mas resolveu insistir. Depois de subir os três andares da Clínica Cirúrgica pelas escadas, teve que encarar a descida sem ser atendida. "Eu achava que só o elevador não estava funcionando. Mas por causa disso, tudo parou. Não me informaram nada na recepção. Me fizeram de boba", reclama.

Até o conserto de pelo menos um elevador na Clínica Médica e outro na Clínica Cirúrgica, a pediatria, ginecologia, oncologia e cirurgias em geral estão suspensas. Apenas a maternidade e o ambulatório, que ficam no térreo, estão em funcionamento. A estimativa é de que mais de 100 pessoas estão deixando de ser atendidas por dia no hospital. A direção do HUB informa que o atendimento só volta à normalidade quando os pacientes tiverem condições dignas de acessibilidade.

Uma licitação para a aquisição de seis novos elevadores foi realizada em outubro do ano passado. A empresa vencedora, a Elevadores do Brasil Ltda., se comprometeu a entregar o primeiro exemplar em 90 dias e os demais a cada 30 dias. Mas não cumpriu o prazo nem as prorrogações. A empresa já recebeu as sanções administrativas, como multa e impedimento de participar de novas licitações. Porém, ainda não há previsão para entregas. O prazo legal para a entrega do último elevador se encerra em junho deste ano.
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