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Graduação.com não é para adolescentes

      

Os cursos de Ensino Superior a distância são uma alternativa interessante para quem não teve oportunidade de fazer uma graduação logo depois do Ensino Médio ou para quem pretende fazer um segundo curso superior. O crescimento do setor tem sido expressivo, de acordo com a terceira edição do Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância (Abrãad/2007), publicação lançada em abril de 2007, pela ABED - Associação Brasileira de Educação a Distância e pelo Instituto Monitor, com o apoio da Secretaria de Educação a Distância do MEC (Seed/MEC). Segundo o Anuário, o Brasil teve, em 2006, 2,279 milhões de alunos a distância matriculados em vários tipos de cursos. O número de alunos no ensino credenciado a distância cresceu 54% em 2006, e já chegou a 778 mil pessoas.

Apesar dos números tão expressivos, especialistas acreditam que esse modelo de ensino não serve para os jovens de 17, 18 anos que vivem em cidades e acabaram de concluir o Ensino Médio ou o cursinho. Para o professor do núcleo de educação a distância da Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina), João Vianney, o Ensino Superior a distância foi desenhado pensando nos alunos que não têm outra oportunidade para voltar a estudar, seja por questões geográficas ou financeiras. Por isso, oferece mobilidade e cursos 60% mais baratos, em média, do que no ensino presencial. "Mesmo nos Estados Unidos e na Europa, onde os modelos de EAD são muito mais avançados do que no Brasil, a educação a distância é voltada a estudantes mais velhos e não para adolescentes que acabam de sair do Ensino Médio", ressalta Vianney.

Quando a questão é democratização de acesso ao Ensino Superior vale tudo, até cursinho virtual? Por mais que a idéia cause certa estranheza, foi a alternativa encontrada pelo Instituto Galois de Brasília em parceria com a empresa de e-learning Eschola.com para oferecer preparação de qualidade a quem sempre sonhou em ingressar em uma grande universidade pública mas não teve condições de se preparar de maneira eficiente.

Em atividade desde agosto de 2005, o cursinho virtual oferece aos estudantes o mesmo conteúdo do cursinho presencial, elaborado pelos professores do Instituto Galois.

O público-alvo, no entanto, é que faz a diferença: é voltado para estudantes de cidades do interior do país que não contam com cursinhos pré-vestibulares. E, ainda, para aqueles cuja renda não comporta os gastos com o cursinho e que por conta disso foram obrigados a deixar de lado, por um tempo, o sonho da graduação. Quer saber mais? Então acesse o site do Instituto Galois.

Outro aspecto a ser levado em conta quando se pensa em graduação a distância é o fato de que muitos de seus cursos têm um foco profissionalizante. Sendo assim, serve como alternativa de ensino mais barata e adequada principalmente para jovens de 26 ou 27 anos que não ingressaram na universidade, mas que já integram o mercado.

Para o coordenador de projetos da ABED, Marcos Telles, a graduação a distância é recomendada para jovens que moram em locais onde a oferta de cursos superiores é pequena, ou para aqueles que trabalham longas jornadas, situações muito comuns em cidades do interior das regiões Norte e Nordeste do país. "Esses são dois exemplos típicos em que a EAD se traduz na melhor solução, ou na única", afirma.

Já os jovens que vivem nas grandes cidades e acabaram de concluir o Ensino Médio ou o cursinho têm mais acesso à informação, além de um leque mais amplo de oportunidades. Nesse caso, os especialistas ressaltam que o ambiente universitário é a melhor pedida. "? imprescindível ter o convívio social e cultural que o ambiente universitário proporciona. O modelo de educação a distância na primeira graduação só é recomendado para quem não tem outra oportunidade", diz Vianney.

Na opinião de Telles, os jovens de 17 ou 18 anos que ainda estão fora do mercado de trabalho têm no ensino presencial o início da formação do networking, ou seja, a rede de relacionamentos que poderá auxiliá-los no futuro para a conquista de seu primeiro emprego. Além disso, aprendem com os colegas a crescer e a amadurecer em âmbito pessoal. "Para esse jovem, certamente o ambiente universitário é a melhor opção", conclui.

Inscrições abertas

Se você está entre o público que os especialistas indicam como ideal para EAD, há pelo menos duas boas universidades que oferecem essa modalidade de ensino: a Universidade Metodista de São Paulo e a Unisa (Universidade de Santo Amaro).

A Metodista, que já possui mais de 2 mil alunos na modalidade, abre as inscrições para o processo seletivo de seus cursos a distância a partir de 23 de abril. A IES oferece cursos de Graduação e Graduação Tecnológica em várias cidades do Brasil, nas regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. São cinco cursos de graduação e quatro cursos de Graduação Tecnológica. As inscrições para o processo seletivo podem ser feitas pela Internet (https://ploneweb.metodista.br/vestibular/ead) e vão até 20 de junho.

A Unisa recebe as inscrições para o processo seletivo de EAD até 22 de junho. As inscrições podem ser feitas somente pelo site da instituição.

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