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Profissões do futuro

      

Por Silvia Angerami

Ainda que o leque de opções profissionais seja vasto, podemos afirmar, sem medo de errar, que novas profissões estão surgindo e surgirão nos próximos anos. Saber disso, por um lado, complica mais ainda a escolha da profissão. Mas por outro, pode ser um alento, uma vez que o jovem fica sabendo desde já que poderá mudar de rumo profissional, conforme a necessidade do mercado, seus interesses e o cenário que esse futuro concreto apresentará.

Por exemplo, hoje em dia há profissionais que se dedicam a criar games, não apenas para computador e consoles de videogames, mas até para celulares. E a Universidade Anhembi Morumbi em São Paulo foi a primeira a oferecer um curso de graduação na área. Há profissionais dedicados a combater a corrupção, ou melhor, a promover a ética, e há especialistas em desastres contemporâneos. Essa reportagem não pretende aumentar ainda mais a angústia do estudante, mas sim apontar caminhos que talvez não tenham sido percebidos.

Além disso, existe uma discussão acadêmica importante sobre o tipo de formação que o mercado exigirá do profissional do futuro: se generalista ou superespecialista.

Clique nas imagens e conheça essas profissões!

Gestor de grandes cidades
? hora de abandonar o "hardware" urbano e se dedicar ao "software"
Especialista socioambiental
Profissões ligadas à área ambiental estão com tudo
Administrador Público "do futuro"
O novo Administrador é altamente competente e responsável
Especialista em Desastres Contemporâneos
Esse profissional precisa ter uma visão ampla da realidade
Glaciologista
Tão diferente quanto improvável em um país tropical
Oficial de ?tica
Combater a corrupção é preciso, cada vez mais

Superespecialização

Design de games, Quiropraxia, Panificação e Confeitaria, na Anhembi Morumbi. Lazer e Turismo, Tecnologia Têxtil e da Indumentária, Ciências da Atividade Física, Gerontologia e Obstetrícia, na USP Leste. Quem observa alguns desses exemplos de cursos de graduação oferecidos hoje identifica claramente a tendência à superespecialização. Para a consultora de carreira Marisa da Silva, do Career Center, tais cursos podem ser uma alternativa interessante, pois aceleram a entrada no mercado de trabalho. Mas podem limitar o seu crescimento profissional. "A pessoa fica com uma formação tão específica, que não vai ter tanta flexibilidade para se adaptar a outras funções", adverte.

Uma maneira de compensar isso, aponta ela, seria fazer um curso que ampliasse essa formação. Por exemplo, quem fez Quiropraxia pode complementar sua formação cursando Fisioterapia. "Dessa forma, ele pode aumentar sua empregabilidade, principalmente se for mais ambicioso e quiser crescer na carreira", destaca. Marisa acredita que a superespecialização pode ser válida para as pessoas não tão jovens, que ainda não conseguiram a graduação. "Mas não são cursos recomendados ao jovem que não sabe muito bem o que quer".

De acordo com sua experiência em aconselhamento profissional, Marisa aponta o mercado de games como um dos que está em expansão e que tende a crescer. "O ideal é que o jovem pesquise o mercado de trabalho antes de escolher a faculdade", recomenda. De nada adianta fazer aquilo de que se gosta sem que o mercado tenha condições de absorver esse profissional mais adiante.

Marisa acredita que a área de Saúde é outra que está em crescimento. "Com a melhoria da renda das classes C e D, as pessoas passam a se cuidar melhor e vivem mais. Assim, a área voltada à Geriatria também está em expansão. Serão necessários profissionais especializados nessa faixa etária", prevê.

"Quanto mais a pessoa estiver antenada com o que acontece no mercado, mais facilmente poderá desenvolver projetos para empresas e buscar nichos que estejam em expansão, como autônoma ou ligada a uma consultoria. O emprego formal, com carteira assinada, está acabando", diz Marisa. Por isso, o jovem precisa ficar conectado à informação, conversar com profissionais do mercado, pesquisar em sites, ler jornal, o caderno de empregos, conversar com os professores na própria faculdade, aumentar a rede de relacionamentos, identificar tendências. "Ele tem que ficar esperto", resume.

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