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Notícias

Espaço Ásia e Oceania

      

Por Lílian Burgardt, de Curitiba

A última palestra do dia reservou a presença de palestrantes da China, Japão, Austrália e Nova Zelândia explanando sobre possíveis acordos de cooperação com o Brasil.

O Conselheiro para Assuntos Culturais da Embaixada da China, Shu Jianping começou sua palestra falando sobre o interesse do país em estabelecer acordos com o Brasil. "Na medida que as relações políticas e econômicas entre Brasil e China se intensificam, também cresce o interesse na área educacional, sobretudo, no ensino do Mandarim", disse.

Ao redor do mundo, o governo chinês está criando nos países com quem têm parceria os Institutos Confúcio, com a finalidade de promover a cultura e educação chinesa no exterior. "No Brasil, nossa intenção é criar o instituto nas melhores universidades. Temos autorização para criar o Instituto Confúcio na USP (Universidade de São Paulo) só estamos aguardando a posição da reitoria da universidade para dar início ao projeto", disse.

O instituto será criado com o patrocínio do governo chinês (inicialmente serão destinados recursos entre 50 e 100 mil dólares). Na seqüência, será criado um conselho diretivo no Brasil. Segundo Jiaping, a necessidade de criar tal instituto surge de basicamente dois motivos: a falta de mão-de-obra qualificada para ensinar o Mandarim no Brasil e a carência de material didático de qualidade para a difusão do idioma. "Traremos o material e bons professores para ensinar o Mandarim a fim de dar oportunidade para que os estudantes brasileiros tenham acesso ao idioma para transpor as barreiras existentes entre ambos os países", explicou.

Jiaping também destacou os programas de bolsas de estudo oferecidos pela China a estudantes brasileiros e lamentou o fato do nosso governo não oferecer tal benefício para estudantes chineses. "Há muitos estudantes chineses interessados em estudar no Brasil, mas que não têm condições financeiras. Talvez seja um entrave da burocracia do governo chinês, mas reitero aqui o interesse do nosso governo em estreitar laços com o Brasil também enviando nossos estudantes para cá", destacou.

O assessor executivo da cooperação técnica do Japão no Brasil, Mauro Inoue destacou que o interesse do país em estabelecer acordos com o Brasil decorre da visão sobre o potencial econômico de nosso país dentro da América Latina. "Sabemos do tamanho e da importância do Brasil. Acreditamos em seu potencial e por isso o interesse em manter e fortalecer nossas parcerias", disse.

Inoue ressaltou que, até hoje, o governo japonês mantém acordos com o Brasil em que nosso país é, majoritariamente, o receptor da cooperação. No entanto, eles enxergam que estamos em uma posição interessante na qual podemos também oferecer conhecimento técnico-científico e educação de qualidade. Daí o interesse de firmar mais acordos triangulares pautados na solidariedade, ou seja, em que o Brasil repassa o conhecimento adquirido com o Japão aos países menos desenvolvidos da América Latina e, sobretudo, na áfrica.

Saindo do panorama asiático e migrando para o continente da Oceania a diretora da ãI (Australian Education International), Priscila Trevisan traçou um breve panorama sobre a Austrália, explicando como funciona o Ensino Superior no país e destacando que, a cada ano, ele vem atraindo um número expressivo de estudantes estrangeiros - inclusive brasileiros.

Em sua opinião, o principal motivo da crescente procura por parte dos estudantes é a qualidade do ensino do país e, também, a qualidade de vida que ele oferece. "Trata-se de uma sociedade multicultural, então é muito difícil que os estudantes enfrentem preconceito em sua estadia. Fora isso, é um país com clima agradável e que tem o inglês como idioma, o que facilita o dia-a-dia do estudante estrangeiro", disse.

Priscila destacou os programas de bolsas de estudos já existentes cuja finalidade é oferecer a chance de estudantes latino-americanos de estudar fora do Brasil. Por fim, destacou o interesse da Austrália em trazer alunos estrangeiros para o país. "Acreditamos que o convívio com estudantes estrangeiros amplia o leque de oportunidades para os jovens australianos formando um profissional mais bem preparado e qualificado", afirmou.

Em contrapartida, ela também destacou a dificuldade da Austrália em enviar estudantes australianos para intercâmbios fora do país. Em sua opinião, isso dificulta a criação de acordos de cooperação de mobilidade estudantil com governos estrangeiros, incluindo o Brasil. No entanto, o governo australiano está atento a necessidade dos estudantes australianos viverem essa experiência e por isso, estão sendo promovidos encontros e grupos para promover essa mobilidade estudantil. "Neste caso, vale destacar o interesse australiano em firmar acordos com o Brasil", ressaltou.

A representante da Embaixada da Nova Zelândia, Heloísa Fontes, também começou sua palestra explicando o sistema universitário neozelandês, com a finalidade de expor aos presentes o que seus estudantes encontram no exterior quando pretendem investir em uma graduação ou pós-graduação na Austrália. Heloísa fez questão de ressaltar a preocupação da Nova Zelândia em manter a qualidade no ensino e citou que duas de suas maiores universidades estão entre as duzentas melhor universidades do mundo segundo o indicador Times Higher.

Preocupados em expandir os acordos ao redor do mundo e atentos ao crescimento da América Latina, Heloísa destacou que estão sendo desenvolvidas políticas de cooperação com a região e que o Brasil está entre os países que mais desperta interesse no governo neozelandês. "Em 2004 tivemos uma missão de educação para o Brasil que teve como desdobramento a identificação de conselheiros de educação que serão responsáveis pelo tema educação do Brasil. A expectativa é que isso aconteça em 2008", afirmou.

Por fim, Heloísa destacou a bem-sucedida relação diplomática entre Brasil e Nova Zelândia que resultou na seguinte medida: cidadãos de ambos os países não precisam de visto caso estejam dentro de um prazo de 90 dias como turistas nas duas nações. Fora isso, destacou os programas de bolsas existentes para estudantes brasileiros e o sucesso de um curso do ensino do português em uma da Nova Zelândia. "Temos diversos acordos bem sucedidos no país. Não há porque não pensar em expansão de tal parceria", encerrou.

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