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Unesp de Botucatu ataca problemas da fungicultura

      
Módulo de Cogumelos trabalha para que essa cultura cresça no Brasil

Marli Minhoni, da Unesp: poucas estruturas universitárias estudam os cogumelos

A Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Botucatu abriga o Módulo de Cogumelos, voltado a pesquisar questões relacionadas à fungicultura. Criado em meados da década de 80, um dos seus principais objetivos é encontrar formas de superar os problemas que afetam a cultura.

Marli Teixeira de Almeida Minhoni, bióloga, professora da área de microbiologia agrícola e coordenadora do local, relata quais são os maiores obstáculos para que a fungicultura ganhe cada vez mais espaço no país.

Um deles é a falta de hábito de consumo dos brasileiros: "Muitos têm medo, acham que é veneno".

A carência de assistência técnica aos fungicultores é outro fator a ser vencido. "São poucas estruturas universitárias que estudam o assunto", lamenta.

O cultivo exige cuidados bastante peculiares, especialmente relacionados ao clima. E como a maioria dos produtores é proveniente da agricultura familiar, há escassez de recursos para instalar adequadamente controles das variáveis ambientais. "O Brasil não dá a devida importância para as pequenas culturas".

A biologa ressalta as vantagens do cultivo de cogumelos. "O ciclo de vida desse fungo é curto, de três a sete meses, e por isso é possível colocá-lo rapidamente no mercado", comenta.

A necessidade de espaços físicos reduzidos para a produção também conta ponto em favor da fungicultura.

A utilização de resíduos orgânicos - como bagaços, palhas e serragens - na alimentação desse sistema agrícola representa baixo custo e serve para dar destinação adequada a detritos da agroindústria, por exemplo.

"Além disso, os cogumelos são ricos em vitaminas, proteínas, sais mineiras e compostos bioativos [propriedades medicinais], diz.

Cultivo ainda é muito pequeno no país
Segundo a Unesp, o cultivo de cogumelos no Brasil ainda é reduzido e concentra-se nas regiões Sul e Sudeste. O Estado de São Paulo tem o maior número de fungicultores e responde por cerca de 70% do volume produzido. Em 2004, estima-se que, no país, tenha atingido oito mil toneladas. Mogi das Cruzes é o maior produtor. Sorocaba, Barra Bonita, Jaú, Rio Preto, Bariri, Itu, entre outros, também têm fungicultores.
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