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Unirp analisa árvores do Bosque Municipal

      
Um estudo de iniciação científica desenvolvido pela bióloga Valéria Stranghetti e três universitárias do Centro Universitário de RioPreto (Unirp) vai ajudar no reflorestamento de áreas degradadas na região. Estão sendo analisadas três espécies arbóreas do Bosque Municipal: copaíba, canudeiro e sucupira. O objetivo é determinar a época ideal para a coleta de sementes dessas árvores, que posteriormente serão usadas na recuperação de áreas deterioradas. Os dados também serão utilizados pelo pesquisador do Instituto Florestal de São Paulo, Miguel Luiz Menezes Freitas, em estudos de conservação e melhoramento genético de plantas. A pesquisa teve início em junho do ano passado e a primeira parte será concluída em setembro deste ano. "O estudo vai proporcionar a coleta adequada de semente e produção correta de mudas", afirma Valéria. De acordo com a bióloga, também pesquisadora do Núcleo de Estudos Ambientais (NEA) da Unirp, alguns reflorestamentos não têm dado certo porque as sementes das plantas não germinam, mesmo sendo espécies da região. "O problema está relacionado ao banco genético.

O planejamento de uma possível recuperação de áreas degradadas se torna bem mais fácil quando se conhece a biologia da planta (período de frutos e folhas, entre outros)", diz. Valéria afirma que a iniciação científica tem por finalidade pesquisar a fenologia reprodutiva e vegetativa da copaíba, sucupira e canudeiro. Isso significa que as espécies estão sendo observadas quanto aos períodos de brotação, floração e maturação dos frutos entre outros. Segundo a bióloga, a escolha pelas espécies foi motivada devido a quantidade dessas árvores na região. "Elas existem tanto em fragmentos que não têm curso d'água quanto nas matas ciliares, principalmente a copaíba." Quanto ao bosque ser o local do estudo, a pesquisadora explica que ali se trata de uma área de mata nativa, com cerca de 4,8 hectares, e de fácil acesso. Só no bosque existem cerca de 60 árvores da espécie copaíba, 110 canudeiros e 25 sucupiras. "O bosque pode ser um banco de sementes para reflorestamento de outras áreas com as mesmas espécies de ocorrência."

Estudo
A cada 15 dias, as universitárias Ana Paula da Silva Lopes, Catia Aparecida Pereira e Tatiane Ferreira Rodrigues, do 3º ano do curso de ciências biológicas da Unirp, visitam o Bosque Municipal de Rio Preto para observar as árvores. Cada universitária é responsável por uma espécie de planta. Todos os indivíduos estudados são catalogados e identificados por números. O grupo conta ainda com um colaborador do 2º ano de ciências biológicas também da instituição, Dione Henrique Basílio. As estudantes ficam atentas quanto ao lançamento e queda das folhas e aparecimento das flores. Pelo projeto, apenas as árvores da espécie copaíba continuarão a ser estudadas após a entrega da primeira parte da pesquisa, em setembro. Isso porque o período de florescer dessa árvore é final de outubro, início de novembro. O projeto é financiado pela Unirp e faz parte da Política de Iniciação Científica implantada pela instituição. Em Rio Preto, este é o primeiro estudo realizado sobre fenologia das plantas.
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