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USP começa a se proteger contra ?pirataria científica?

      
Encontro em sete unidades discute a segurança de pesquisas com patente

Em parceria com o Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), a USP (Universidade de São Paulo) começa a se armar contra a pirataria e exploração comercial de suas pesquisas científicas. Ontem, a universidade iniciou em suas sete unidades no Estado uma semana de discussões com alunos, docentes e pesquisadores sobre a abertura de patentes para projetos em andamento.

Em Bauru, o tema foi abordado ontem pela técnica do Inpi, Sandra Toshico Tahara e pelo diretor da Agência USP de Inovação, Cláudio Tervydis.

"O grande objetivo desse trabalho é reforçar dentro das universidades a necessidade de depósito de patentes para projetos por elas desenvolvidos", diz Sandra.

A técnica diz que, hoje, a maioria das patentes depositadas no Brasil são de grupos do exterior, que desenvolvem seus projetos e requerem no Brasil e em outros países as patentes para que possam receber royalties (retorno financeiro pela exploração comercial da descoberta).

Sandra diz que, apesar de ser um país com grande campo de pesquisa, o Brasil não se preocupa tanto com as patentes. Os responsáveis pelas descobertas, na maioria das vezes, se contentam apenas com a publicação do trabalhos em segmentos científicos internacionais. Nos Estados Unidos, um dos principais centros de depósitos de pesquisa, o Brasil tinha até 2004 o registro de apenas 207 patentes, enquanto os americanos passavam de 300 mil.

"Os pesquisadores precisam entender que a patente é um direito de exclusão. Se alguém tentar explorar comercialmente sem sua autorização, ele pode impedir isso. ? também uma forma da pessoa garantir retorno pelos investimentos feitos", diz Sandra.

Faculdade quer ampliar produtos
Apenas quatro projetos desenvolvidos no câmpus da USP de Bauru foram patenteados até hoje sob a titularidade da universidade.

Todas as pesquisas são da área de dentística e foram desenvolvidas dentro da FOB (Faculdade de Odontologia de Bauru).

Os projetos patenteados um gel dental elaborado pelo professor e vice-diretor da faculdade, José Carlos Pereira, e três materiais restauradores - pesquisa do professor titular do Departamento de Dentística, José Mondelli.

Segundo Ricardo Pianta, representante da Agência USP de Inovação (setor da universidade que tem incentivado a propriedade intelectual dos projetos), seis novos produtos odontológicos estão em processo de patenteamento no Inpi. "A intenção é ampliar esse número e destacar os projetos da USP na exploração de pesquisas desenvolvidas por seus membros", diz Pianta.

As orientações sobre o uso das patentes continuam hoje com palestra sobre "Criatividade para Inovação", aplicada pelo professor e engenheiro Rui Santo. Detalhes pelo telefone (14) 3235-8303.
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