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Cresce evasão em faculdades privadas

      
Cristiane Bomfim

A taxa de evasão nas faculdades privadas da região metropolitana de São Paulo é a maior desde 2000. De acordo com estudo divulgado nessa semana pelo Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Particular no Estado de São Paulo), em 2005 (dados do último levantamento), cerca de 18% dos alunos desistiram do curso superior.

Em 2000, o índice de evasão foi de 14,67%. Condições financeiras e a não-adaptação ao curso são os principais motivos da desistência.

Apesar do crescimento do número de matrículas que passou de 4,5% em 2004 para 6,2% em 2005, a taxa de evasão preocupa. Segundo o presidente da Semesp, Hermes Ferreira Figueiredo, em casos de alunos matriculados pelo ProUni (Programa Universidade para Todos), a taxa de evasão é maior. "Embora o estudante não pague mensalidade, tem outros gastos como transporte, material e alimentação que muitas vezes dificultam a permanência na faculdade." Segundo ele, ao mesmo tempo que esses alunos com bolsa engordaram as matrículas nas faculdades, em 2005, aumentaram a evasão.

A desistência é mais comum nos primeiros anos. No Instituto Mauá de Tecnologia, em São Cãtano, o índice de desistência para primeiros anistas é de 20%. Nas outras séries, a taxa cai para 7%. O reitor da Mauá, o professor Otávio de Mattos Silvares, acredita que, no caso específico da faculdade, o principal motivo para que os alunos abandonem os cursos é a falta de certeza sobre a carreira escolhida. "Eles ainda são muito jovens, entram na faculdade com menos de 18 anos e ainda não têm certeza do que querem." A falta de preparo e, por conseqüência, as notas baixas nas primeiras provas faz com que desistam, constata o professor.

O curso de Engenharia, apesar de ser caro ? em algumas faculdades, a mensalidade ultrapassa R$1 mil ?, é o quinto mais procurado por estudantes. "? um curso difícil que exige muito do aluno", afirma Silvares. ? por esse motivo que Wilson Calcagni, 26 anos, recém-matriculado no curso de Engenharia Elétrica da Uniban já está pensando em desistir. "? caro, está difícil de acompanhar e eu já não tenho mais vida social", reclama.

Mas as mensalidades caras e a dificuldade na negociação do pagamento das parcelas atrasadas pesam na hora de decidir entre ficar ou desistir. André Gomez Coelho, 23 anos, trancou a matrícula de Jornalismo na Universidade Metodista no fim do ano passado porque não conseguia pagar as mensalidades. "Eu estava no fim do 3º ano, mas estava endividado. Não tinha mais condições de negociar." A bolsa-auxílio que recebia no estágio não era suficiente para pagar a mensalidade de R$ 800.

Na Metodista, a taxa de evasão é de cerca de 7%. Segundo o vice-reitor, Clóvis Pinto de Castro, a universidade tem tentado reduzir este índice. Entre elas estão o congelamento das mensalidades desde 2006 e a redução dos valores de alguns cursos. "Temos cerca de 8 mil alunos matriculados e 7% de desistência representa muito para nós", explica.

De acordo com a pesquisa do Semesp, o curso mais procurado nas instituições particulares é Administração, com quase 99 mil alunos matriculados. Em segundo lugar está Direito, com 55 mil alunos, segundo por Comunicação Social.
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