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Lula diz que plano inicia novo século do saber

      
Para presidente, ensino não será só para 'elite do berço e do sobrenome'

Tânia Monteiro

Em concorrida cerimônia no Palácio do Planalto com a presença de 18 ministros e dos presidentes da Câmara e do Senado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), que, segundo ele, vai 'inaugurar um novo século da educação' onde existirá 'uma elite da competência e do saber, e não apenas de uma elite do berço e do sobrenome'.

Depois de lembrar que o 'PAC da educação' representa 'um passo gigantesco' e que será 'o mais abrangente já concebido neste país para melhorar a qualidade da educação pública', Lula salientou que ele representa o 'início de um novo século, capaz de assegurar a primazia do talento sobre a origem social e a prevalência do mérito sobre a riqueza familiar'.

Em seu discurso, a maior parte dele lido, Lula falou de algumas das 47 medidas anunciadas. Destacou o compromisso 'todos pela educação', que propõe metas a serem cumpridas pelas escolas dos mil municípios com menor Öndice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e anunciou a liberação de mais R$ 1 bilhão, neste ano, para os que cumprirem os compromissos e apresentarem melhora nos índices de alfabetização. O presidente defendeu ainda a aprovação pelo Congresso do piso nacional do professor em R$ 850 (a ser adotado gradualmente até 2010), para uma carga de 40 horas semanais.

Lula anunciou a ampliação em 100 mil do número de bolsas do ProUni e a implantação do programa de reestruturação das universidades federais, além da meta de ampliar e modernizar o ensino profissionalizante, instalando uma escola técnica em cada cidade-pólo do País. Nesse momento, Lula apelou aos políticos, brincando: 'não arrumem mais cidades-pólos do que já temos'.

Ao prosseguir no rol de promessas, Lula avisou que até 2010 todas as escolas públicas do Brasil terão laboratórios de informática e que serão conectadas, via internet, todas as escolas de ensino médio, urbanas e rurais, em todos os municípios brasileiros. Anunciou ainda que, até o final do ano, o governo vai implantar mil pólos da universidade aberta para qualificação de 2 milhões de professores.

'O PDE vai tornar realidade todos os nossos compromissos de campanha na área da educação', assegurou Lula, que pediu o apoio dos pais para fiscalizar a execução dos programas. Ele ainda advertiu os ministros: 'daqui para a frente estarei no calcanhar de vocês para que cada coisa prometida seja cumprida até o fim do nosso governo'.

PASSAR PARA A HISTàRIA

Como de hábito, o presidente Lula lançou críticas aos governos anteriores, que teriam assumido compromisso de investir na juventude do País e 'nada fizeram'. 'O resultado a gente vê nos noticiários de TV com jovens de 15 a 24 anos na criminalidade, meninas se prostituindo', disse. 'Tudo isso porque em algum momento da história não foram feitas as coisas corretas que deveriam ter sido feitas neste país, sobretudo na questão da educação.'

Lula deu ainda mais um recado aos seus ministros: 'não tenham medo de errar, se nós implantarmos tudo o que anunciamos aqui, nós certamente passaremos para a história como a geração de políticos que, definitivamente, não apenas disse que a juventude era o futuro da Nação, mas que preparou, como legado para a juventude, um sistema de educação que finalmente pode colocar o Brasil em pé de igualdade com qualquer país do mundo desenvolvido na área da educação'.

No discurso, Lula disse ainda que 'não é inadequado' fazer associações entre o PDE e o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). 'Os dois são complementares. PAC e PDE são anéis de uma mesma corrente em favor da construção de um novo Brasil', afirmou.

Ele ressaltou que todas as propostas ali anunciadas, que dependem de aprovação do Congresso, eram projeto de lei. 'Nenhuma medida provisória, nem o Arlindo (Chinaglia, presidente da Câmara), nem o Renan (Calheiros, do Senado) poderão fazer crítica desta vez.'

Ao citar que o PDE garante 'aumento significativo de verbas na educação', com o Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) elevando em dez vezes os investimentos federais nas áreas mais carentes do ensino, Lula ressalvou que 'os problemas do ensino público não se restringem à quantidade de investimentos, nem serão resolvidos apenas com a liberação de novos recursos'. E prosseguiu: 'ao contrário, existe muita coisa que o dinheiro em si não resolve e muitas dificuldades que os governos sozinhos não conseguem superar'. Para Lula, 'a educação só pode melhorar se for melhorado todo o conjunto, e o PDE prevê interferências profundas na educação básica, na educação tecnológica e no ensino superior'.
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