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UNE teme que Plano de Educação esbarre no orçamento

      
O presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), Gustavo Petta, disse nesta quarta-feira que as audaciosas metas do PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação) podem esbarrar no orçamento, já que precisam de grande investimento para serem atingidas. Petta lembrou que algumas metas já estabelecidas pelo governo federal não chegaram a ser cumpridas.

"A meta no começo do governo era de que 30% dos jovens estivessem na universidade, mas os recursos foram cortados. Continuamos em 10%", afirmou Petta. A meta de 30% de jovens entre 18 e 24 anos no ensino superior até 2011 foi estabelecida pelo PNE. O número estava em 10,9%, em 2005, segundo o Censo da Educação Superior, divulgado pelo Ministério da Educação.

Petta considerou que, apesar do PDE traçar as metas, as melhorias no ensino universitário estão nas mãos do Congresso Nacional, na chamada Reforma Universitária, que está na Câmara desde junho de 2006.

Segundo o presidente da UNE, o projeto não está entre as prioridades nem do governo nem do Congresso. "Há uma subestimação tanto do governo quanto dos parlamentares. Não existe empenho e não está nas prioridades do governo". Uma das medidas do PDE para o ensino superior é a criação de um sistema para contratação de professores universitários por meio de um banco de vagas para substituir professores aposentados ou exonerados.

A falta de diálogo com o governo, segundo Petta, fez com que essas e outras necessidades diagnosticadas pelos estudantes não fossem lembradas no PDE. "Tínhamos enviado isso ao ministério da Educação, mas não ouve diálogo, não ocorreu essa discussão, nem com a UNE, nem com os demais movimentos sociais não estão contempladas no Plano", reclamou.

Outras entidades da sociedade civil, como Campanha Nacional pelo Direito à Educação e a CNTE (Confederação Nacional de Trabalhadores em Educação), também reclamaram da falta de diálogo do MEC (Ministério da Educação).

Em entrevista a emissoras de rádio parceiras da Radiobrás, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que o MEC pode discutir o projeto mesmo após o seu lançamento.

"Não temos nenhuma dificuldade de eventualmente, mesmo depois do lançamento do plano, receber das entidades ligadas à educação novas sugestões, críticas, recomendações que poderão ser incorporadas no acompanhamento que fizermos do plano", afirmou.
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