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Agência da USP dá impulso à inovação

      
Prática cada vez mais perseguida pelas empresas brasileiras para atingir níveis globais de competitividade, a busca pela inovação tem aproximado as empresas e as universidades. A Agência de Inovação da Universidade de São Paulo (USP), que acaba de promover a primeira edição da "Semana USP de Propriedade Intelectual", é um destes exemplos.

A agência, que está dividida em pólos localizados em sete campi da universidade, é o órgão responsável por pedir o registro de toda a propriedade intelectual gerada na universidade por seus docentes, pesquisadores vinculados, funcionários e alunos.

Criada em 2005, a agência surgiu na esteira da Lei da Inovação, regulamentada um ano antes. Uma das vertentes do marco regulatório, conforme cita o texto da portaria, é "promover ambiente propício às parcerias estratégicas entre as universidades, os institutos tecnológicos e empresas".

Em entrevista ao DCI, Oswaldo Massambani, diretor da agência desde a sua criação, conta por que nunca houve um período tão propício como o atual para a interação entre o meio acadêmico e as empresas. "Estamos no momento da história do País em que a inovação está no centro do desenvolvimento. Tivemos a capacidade de desenvolver parques industriais de forma muito boa, mas muito disso foi feito sem muita pesquisa e desenvolvimento. Grande parte das empresas precisa melhorar a sua competitividade e, para isso, é preciso ter um aporte do capital intelectual dentro delas, e nós temos muita ciência aplicável. Por isso, estamos incentivando a sociedade a identificar este conhecimento, para ampliar a capacidade de gerar produção", afirma o diretor.

Segundo ele, o investimento em inovação ainda representa um custo alto para as empresas. Na outra ponta, as universidades públicas ficaram muito concentradas no campo acadêmico.
"Nos anos 70, houve muita ênfase na formação de estudantes de pós-graduação em nível de mestrado e doutorado e nos tornamos um dos maiores produtores de doutores no país, com um significativo aumento na produção acadêmica oriunda no país. A contribuição do país passou de menos de 1% do conhecimento mundial para cerca de 2%. Entretanto, não houve ênfase na valorização da pesquisa na empresa", analisa. "Com pouco crescimento econômico nos últimos tempos, a indústria não conseguiu implantar uma política de pesquisa e desenvolvimento em seu ambiente interno e conseqüentemente houve muito pouco aporte de novos e qualificados recursos humanos oriundos das universidades", completa.

Patentes

Segundo Maria Aparecida de Souza, diretora técnica de propriedade intelectual da Agência USP de Inovação, o potencial de registro de patentes da universidade poderia ser maior em relação ao número de artigos produzidos por seus acadêmicos.

"Temos 417 patentes registradas desde 1982. Somos uma das universidades com o maior número de registros, mas ainda assim é um número baixo em relação à produção de nossos pesquisadores. Só em 2003, publicamos 27 mil artigos", relata a diretora.

Segundo a Maria Aparecida, a agência vem aumentando o potencial de geração de novos registros. Uma prova disto é que o número de pedidos para novas patentes cresceu no período de existência do departamento. Em 2006, foram 34, contra 27 do ano anterior, um crescimento de 20%.

"? importante lembrar que a patente é só uma ferramenta. O fato de haver o registro não significa que ela será negociada", ressalta a professora. Das patentes registradas pela USP, apenas oito foram negociadas e sete estão em negociação.

O diretor da agência ressalta a importância da ferramenta. "Quando escrevemos uma patente, estamos tornando este conhecimento escrito e publicizado num detalhe que qualquer técnico possa reproduzir o que a patente se propõe. Como temos muita ciência aplicável, estamos incentivando a sociedade a identificar este conhecimento, para ampliar a capacidade de gerar esta produção, com o apoio do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). Queremos que a indústria nacional se interesse em transformar este conhecimento em produtos", reforça Massambani.

Empreendedorismo

Além de gerar conhecimentos às empresas, outra vocação da Agência de Inovação é o estímulo ao empreendedorismo, com a formação de uma incubadora de empresas, que já conta com 124 empreendimentos. Há diversos projetos de novos negócios nos pólos de São Paulo, Bauru, Piracicaba, Pirassununga, Ribeirão Preto e São Carlos. "Estamos estimulando as relações do empreendedorismo com treinamentos, como a Olimpíada de Idéias e Negócios, criada para estimular estudantes e professores. Além disso, teremos o patrocínio de empresas, estamos finalizando os contratos com a Bayer e Solvay. Já temos parcerias com empresas como Bosch, Natura e Bayer, nas áreas de agricultura, tecnologia, mecatrônica, saúde, automação e nanotecnologia", relata Massambani.

A agência também recebe o apoio da Microsoft para a propagação de informações e no suporte para a implantação de aplicativos mais adequados para a gestão de processos, além de disponibilizar softwares e suporte técnico para a implantação do seu portal.
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