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Notícias

Universidades a serviço da cidadania

      

Por Felipe Datt

Algumas universidades brasileiras buscam encontrar as causas e, posteriormente, eventuais soluções para os problemas de violência e criminalidade no Brasil. São os casos da USP (Universidade de São Paulo), que criou o Núcleo de Estudos da Violência, e da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), por meio do Crisp (Centro de Estudos de Criminalidade), dois departamentos de pesquisa especializados nesses temas.

Criado em 1987, o Núcleo de Estudos da Violência da USP tem caráter interdisciplinarÿem suas pesquisas,ÿque giram em torno de uma questão teórica comum: a persistência de graves violações de Direitos Humanos durante o processo de consolidação democrática. O NEV, como é conhecido,ÿdesenvolve projetos de pesquisa, cursos de extensão e atividades voltadas à promoção e proteção dos direitos humanos. O NEV também atua na denúncia de graves violações de direitos humanos e na promoção do acesso universal aos direitos humanos.

Atualmente o NEV trabalha com três linhas de pesquisa, inovação e disseminação: a) Democracia, direitos humanos e violência: uma análise integrada; b) Monitoramento de Direitos Humanos no Brasil e particularmente em São Paulo; c) Democracia, direitos humanos e segurança pública: estudos comparativos. Para isso, conta com uma equipe de pesquisadores e auxiliares de pesquisa, com formação nas áreas de sociologia, ciência política, antropologia, história, direito, psicologia, literatura, saúde pública e estatística.

Já o Crisp engloba um grande grupo de pesquisadores da UFMG, a maioria ligados a trabalhos de mestrado e doutorado. "Temos um grupo multidisciplinar, de profissionais ligados a áreas diversas como ciências exatas, medicina e sociologia", explicou o pesquisador Robson Sávio Reis Souza. O diferencial desse núcleo é que as pesquisas na área de segurança e criminalidade buscam sempre apontar soluções para os problemas. Transformam-se em projetos e, posteriormente, em políticas públicas.

Com financiamento externo (Fundação Ford, Instituto Wilson Center e outras instituições), nacional (dos três níveis de governo (como por exemplo Ministério da Justiça, Secretaria de Segurança Pública, governo do Estado de Minas Gerais), o Crisp realiza trabalhos de consultoria e aplica os projetos junto a diversas prefeituras e governos estaduais. Destaque para a parceria com a prefeitura de Belo Horizonte, através do projeto "Liberdade Assistida" - em que profissionais como psicológos e assistentes sociais tiram os menores infratores das unidades de detenção e oferecem acompanhamento a eles e suas famílias -; e com a prefeitura de Itambira/MG, por meio do "Programa de Segurança Pública". "Também temos experiências com algumas prefeituras do Paraná, do Rio de Janeiro e agora estamos fechando parceria com o governo do Estado do Espírito Santo", finaliza Souza.ÿÿ

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