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Brasileiros de olho na ciência

      

Para os brasileiros, a ciência no país avançou em relação à produção internacional no setor. A conclusão é da pesquisa Percepção Pública da Ciência e Tecnologia, feita no fim de 2006 com mais de 2 mil pessoas em todo o país e divulgada no último dia 25 de abril pelo MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia). No levantamento, 41% dos entrevistados consideram que o país ocupa posição intermediária no cenário mundial no setor, dado que era de apenas 25% em 1987 - quando foi feito outro estudo do tipo pelo MCT, pelo Mast (Museu de Astronomia e Ciências Afins) e pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Para 46% dos entrevistados, a ciência e a tecnologia trazem mais benefícios do que malefícios para a sociedade.

Apesar desse avanço na percepção, a pesquisa revela que os temas ligados à ciência e à tecnologia têm 41% da preferência ("muito interesse") do público, perdendo para medicina e saúde (60%), meio ambiente (58%), religião (57%), economia (51%) e esportes (47%). Mas a ciência ficou à frente da política, que não passou dos 20%.

O levantamento mostrou ainda que 70% dos brasileiros consideram que o setor privado deve investir mais em pesquisa. Entre as áreas prioritárias para receber recursos, apontadas pelos entrevistados, estão medicamentos e tecnologias médicas (72%), tecnologias para agricultura (52%) e energia solar (37%). A pesquisa foi realizada com entrevistas domiciliares e pessoais entre os dias 25 de novembro e 9 de dezembro de 2006. A amostra avaliada foi de 2.004 pessoas em diversos municípios do país, selecionadas com base nos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O público selecionado foi composto por 50% de mulheres e 50% de homens com idade média de 36 anos e renda mensal média de R$ 952,29.

A produção do questionário, que levou em conta pesquisas anteriores realizadas na Europa, em países como a Argentina e cidades como São Paulo, foi feita por um grupo de trabalho coordenado por Castro Moreira e Luisa Massarani (Museu da Vida/Fiocruz), do qual participaram Marcelo Knobel (IFI/Unicamp), Yurij Castelfranchi (LabJor/Unicamp), Carlos Vogt (LabJor/Unicamp e FAPESP), Martin Bauer (London School of Economics, Inglaterra), Carmelo Polino (Ricyt e Centro Redes, Argentina), Maria Eugenia Fazio (Centro Redes, Argentina).

A pesquisa contou com a colaboração da Academia Brasileira de Ciências, do Museu da Vida/Fiocruz, da FAPESP e do LabJor e foi executada pela CDN Estudos & Pesquisa. Mais informações sobre a pesquisa Percepção Pública da Ciência e Tecnologia: www.mct.gov.br/index.php/content/view/50875.html .

Fonte: Ministério da Ciência e Tecnologia

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