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CoRoT descobre novo planeta

      

A equipe científica internacional responsável pela missão do satélite CoRoT anunciou a descoberta de um novo planeta fora dos limites do sistema solar (exoplaneta) na manhã desta quinta-feira (3). O planeta, denominado CoRoT-Exo_1b, localizado a uma distância de 200 anos-luz (cerca de 2 quadrilhões de quilômetros) da Terra é o primeiro a ser identificado pelo satélite.

O equipamento também produziu a curva de luz de uma estrela semelhante ao Sol. "Trata-se de um planeta gigante muito quente, pois está muito próximo da estrela", conta o professor Eduardo Janot Pacheco, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, que coordena a participação brasileira na missão CoRot.

"Seu período orbital (rotação em torno da estrela) é de 1,5 dias, o raio foi estimado como sendo entre 1,5 e 1,8 raios de Júpiter (16,8 a 20,1 vezes maior que o raio da Terra)", explica, "e observações espectroscópicas feitas do solo permitiram estimar-se sua massa como da ordem de 1,3 massas de Júpiter (416 vezes maior que a da Terra)."

Segundo o professor, o exoplaneta foi descoberto graças à precisão de 50 milionésimos (uma parte em cinqüenta milhões) em uma hora de observação. "Porém, quando todas as correções forem feitas no satélite, essa precisão deve dobrar?, afirma. "Isso mostra que CoRoT será capaz de detectar planetas pequenos e rochosos como a Terra e que será possível até mesmo estudar a luz das estrelas refletida por eles, o que dará informações sobre a composição de suas atmosferas".

Estrelas

Os dados sismológicos obtidos pelo satélite, que medem a vibração produzida pelas estrelas, serão usados para estudar sua estrutura interna e a evolução. "A estrela do tipo do Sol (uma G2 anã, com luz amarelada) foi observada durante os 60 primeiros dias do início da missão e os resultados são preliminares", diz o professor. "A precisão obtida é de quase um milionésimo e a análise temporal mostra claramente a presença dos modos de oscilação (pulsação) típicos desse tipo de estrela, com períodos da ordem de 5 minutos".

Lançado em 27 de dezembro do ano passado pela França com a participação do Brasil e de países europeus, o CoRot iniciou imediatamente as calibrações e ajustes técnicos em órbita e também as primeiras observações científicas. "As duas características que tornam o satélite tão especial são o fato de observar as mesmas estrelas por até seis meses (já chegou-se a 60 dias até agora) e a precisão na medida das variações de luz", explica o professor do IAG.

De acordo com Pacheco, a instrumentação a bordo funciona em geral melhor do que o previsto e isso terá conseqüências importantes para a missão. "Os resultados apresentados hoje são preliminares, porque não foram praticamente corrigidos de perturbações e ruídos de medida, mas mesmo assim, eles superam as expectativas", ressalta.

"Os primeiros resultados científicos indicam a qualidade excepcional dos instrumentos e mostram que o satélite poderá descobrir, pela primeira vez na história da humanidade, planetas com características muito próximas às da Terra, onde a vida pode também ter se desenvolvido".

O satélite CoROT é o primeiro experimento espacial astronômico científico do qual o Brasil participa como parceiro integral. A missão tem dois objetivos principais: estudar em detalhe a estrutura das estrelas e descobrir planetas parecidos com a Terra.

A participação brasileira se concentra na elaboração de software, em trabalho científico e na disponibilidade da estação de Alcântara (MA) para recebimento de dados do satélite. Equipes da USP e da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) trabalham na elaboração de softwares de tratamento temporal de dados.

Fonte: Agência USP de Notícias

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