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Notícias

Mãe e universitária

      

Por Bárbara Semerene

? no percurso entre a faculdade e o estágio, e de lá para a casa, que Beatriz Vazquez, 19 anos, estudante do terceiro ano de hotelaria na Faculdade São Marcos, em São Paulo, arruma um tempinho para estudar e ler os textos acadêmicos, durante a uma hora que passa dentro do metrô e do ônibus em seu trajeto diário. Beatriz é uma das guerreiras dessa reportagem, que, ao contrário da maioria das meninas de sua classe social e nível acadêmico, optou por ter o filho, Breno, agora com um ano e dez meses.

A gravidez na adolescência é um fenômeno corrente no Brasil, em todas as classes sociais. Um problema de saúde pública. Mas entre as jovens da elite -essas que têm a oportunidade seguir os estudos até o nível superior e fazer planos a longo prazo - muitas não levam a gravidez em frente. "Não há números que comprovem, no entanto acreditamos que grande parte das meninas de 15 a 19 anos nesse nível sócio-econômico recorra ao aborto, e é por isso que a taxa de fecundidade é menor entre elas do que na camada pobre do País", explica a demógrafa do IBGE, Suzana Cavenaghi.

No entanto, ainda que a taxa de fecundidade entre as classes mais bastadas seja bem menor do que nas demais (22 a cada 1000 meninas de 15 a 19 anos de classe média alta e rica tiveram filho em 2000, enquanto 222 a cada 1000 da classe baixa, segundo censo de 2000 do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) , estudo de 2004 do Instituto de Medicina Social da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), mostra que, no Rio de Janeiro e em São Paulo, houve aumento em quase todas as classes sociais e, no caso de São Paulo, o aumento verificado entre as adolescentes de famílias mais escolarizadas e de maior renda foi até superior ao verificado entre de famílias menos escolarizadas e mais pobres. A variação dos casos de gravidez entre as jovens de famílias de maior renda (mais de 15 salários mínimos de renda media familiar) foi de 43% entre 1991 e 2000, enquanto no grupo de menor escolaridade essa variação foi de 11%. Segundo a pesquisa mais recente, divulgada neste mês de maio de 2007 pela Fundação Sead, nas áreas ricas de São Paulo, cerca de 19 a cada 1.000 jovens de 14 a 17 anos tiveram filhos (2%), em contraste a 41 nas regiões mais pobres (4.1%).

Entre as mulheres um pouco mais velhas, na faixa etária em que geralmente já se encontra cursando a graduação, também verifica-se aumento da taxa de fecundidade. "O Brasil é um país de mães jovens. Hoje ocorre um fenômeno tipicamente brasileiro: o pico de fecundidade entre as mulheres acontece na faixa etária entre 20 e 24 anos. Esse perfil mudou de 1980 pra cá. Naquela época, o pico era de 25 a 29 anos", diz Cavenaghi. Segundo a socióloga pesquisadora do Instituto de Saúde do Estado de São Paulo, Kátia Pyrota, este é um fenômeno curioso, uma vez que, na maioria dos países, à medida em que vão se desenvolvendo, diminui a taxa de fecundidade entre mulheres com menos de 24 anos. "Entre as mulheres mais educadas de países desenvolvidos, o pico de fecundidade fica por volta dos 30 a 34 anos."

Clique nos links abaixo e entenda porque essas mulheres acabaram engravidando tão cedo e como elas se viram entre mamadeiras, livros, baladas e planejamento do futuro.

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