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Sai ou não sai?

      

Por Bárbara Semerene

A barricada dos alunos grevistas da USP - feita com pneus - permanece em frente ao prédio da reitoria (ocupada desde o dia 3 de maio), mesmo depois da decisão do juiz Edson Ferreira da Silva, da 13¦ Vara da Fazenda Pública, ter negado na manhã desta quinta-feira, 24, o pedido do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo) para adiar a reintegração de posse. O juiz também atendeu a um pedido da USP contra o sindicato e concedeu liminar (decisão provisória) que proíbe atos ou protestos que causem transtornos e perturbações no campus.

A decisão, contra o sindicato, se estende aos alunos e vale para todas as unidades do campus. A unidade que descumprir a determinação poderá ser multado em R$ 1.000 por dia, entre outras sanções.

Em vão. Apesar de, durante a madrugada, os alunos terem começado a retirar colchões, cobertores, travesseiros e outros objetos pessoais do prédio da reitoria e limpado o prédio, anunciam que não pretendem deixar o local e repudiam a presença da Polícia Militar, que ameaça chegar ao local a qualquer momento. "Não negociamos com a PM, apenas com a comunidade universitária. Essa ocupação é o melhor exemplo da democracia direta que a gente já teve. Se a polícia vier aqui, os estudantes se reunirão, discutirão e votarão mais uma vez se saímos ou se ficamos", disse ao Universia a representante da comissão de comunicação da ocupação Maria Quitéria Silva, aluna do segundo ano da FEA (Faculdade de Economia e Administração).

Segundo ela, há ainda mais alunos chegando na reitoria. "Durante a madrugada é que alguns se retiram, mas cerca de 250 estão aqui no momento. Só sairemos daqui quando acharmos que os 14 itens da nossa pauta de reivindicações tiverem sido minimamente contemplados", disse.

No blog dos estudantes que ocupam o prédio - https://ocupacaousp.blog.terra.com.br/ -, que todos os preparativos para o ato de resistência pacífica já estão prontos. "O clima no prédio está tranqüilo, se a tropa de choque vier, estamos preparados. No entanto, esperamos conseguir continuar as negociações com a reitoria hoje, dessa vez pedindo pela participação de toda a comunidade universitária. Continuamos a chamar todos os estudantes, professores, funcionários e simpatizantes a comparecer à reitoria e participar de nosso ato."

Durante a madrugada, um grupo de estudantes encapuzados colou cartazes nos vidros de dois quiosques do banco Bradesco localizados em frente ao prédio da reitoria, com dizerem como "faça a revolução você mesmo" e cópias de uma foto do governador José Serra empunhando uma arma - a imagem foi registrada no dia 15, durante solenidade para homenagear os integrantes do Gate, tropa de elite da PM paulista.

O advogado Ariel de Castro Alves, secretário-geral do Condepe (Conselho Estadual da Defesa da Pessoa Humana), chegou às 3h no prédio da reitoria e se reuniu com os alunos. O promotor Alfonso Presti também esteve no local para conversar com os estudantes. Ambos pretendiam, ainda, acompanhar uma eventual ação da PM.

Alves disse que deverá pedir uma reunião com o secretário da Justiça, Luiz Antonio Guimarães Marrey, representantes de entidades de direitos humanos, Defensoria Pública de São Paulo, estudantes, funcionários e professores da USP e a reitora, Suely Vilela, para discutir as reivindicações.

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