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Entenda o aquecimento global e seus termos

      

Do Universia

Aquecimento global - ? um fenômeno climático de grandes proporções, um aumento da temperatura média da superficie da Terra que vem acontecendo nos últimos 150 anos. As razões que levam a esta condição, no entanto, ainda são objetos de intensos debates entre os cientistas. Causas naturais ou antropogênicas (provocadas pelo homem) têm sido propostas para explicar a situação. Segundo o IPCC (veja verbete abaixo), a maior parte do aquecimento observado durante os últimos 50 anos se deve muito provavelmente a um aumento do efeito de estufa, havendo evidência forte de que a maioria do aquecimento seja devido a atividades humanas.

Efeito Estufa - O efeito estufa é um grave processo ambiental em que a temperatura aumenta devido à concentração de gases estufa na atmosfera. Esses gases (metano, dióxido de carbono, gás nitroso e CFCs) são aqueles que absorvem radiação infravermelha emitida pela Terra e irradiam essa mesma energia de volta para a superfície - o calor fica concentrado, e a temperatura chega a níveis muito maiores do que se a atmosfera mantivesse o seu equilíbrio natural.

IPCC - O International Panel for Climate Change, ou Painel Internacional para Mudanças Climáticas, foi fundado pelas ONU em 1998 com o propósito de avaliar o risco de que as alterações no clima estivessem sendo produzidas pela ação do homem na natureza. Em 2007, no seu último relatório, o IPCC constatou que há 90% de chance de o aquecimento global ser irreversivelmente causado por uma ação humana, a emissão e o acúmulo de dióxido de carbono na atmosfera desde a era Pré Industrial. O dióxido é o resultado da queima de combustíveis como o carvão mineral e, em grande escala, modifica a composição da atmosfera, gerando o efeito estufa e o aumento das temperaturas.

Protocolo de Kyoto - O Protocolo é um tratado internacional assinado por 166 países, que visa regular a emissão de gases estufa por parte de países industrializados (chamados de países do Anexo 1). Foi criado no Japão, em 1997, e suas determinações entraram em vigor em 2005. Entre elas, está a substituição da matriz energética dos transportes por uma menos poluente, o uso de fontes renováveis de energia, a limitação das emissões de metano e outros gases danosos ao balanço químico da atmosfera e a proteção das florestas como forma de absorver o carbono já acumulado no ambiente.

Países que assinaram o Protocolo mas não pertencem ao Anexo 1 não são obrigados a cumprir uma meta de redução, mas colaboram por meio do incentivo governamental à pesquisa voltada para o controle das emissões. Esse é o caso do Brasil - que, por ter uma industrialização recente, não é considerado culpado da concentração de carbono na atmosfera. Os Estados Unidos são o único país altamente industrializado que não assinou nem ratificou as decisões do Protocolo.

MDL - O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo foi criado pelo Protocolo de Kyoto como forma de ajudar no controle das emissões de CO2. Por meio desse mecanismo, as reduções na emissão ou as retiradas do gás da atmosfera (por meio do uso de combustíveis limpos ou de desenvolvimento tecnológico) podem ser transformadas em títulos e posteriormente são negociadas em um mercado mundial. Países do anexo 1 podem, dessa maneira, cumprir suas metas de redução com a compra de créditos de países não industrializados ou de industrialização recente, como o Brasil e a China.

Nesse momento, o Brasil tem menos destaque nesse mercado do que a potência asiática. Como grande parte da matriz energética brasileira é limpa (hidroeletricidade, que não emite poluentes), o país tem menor potencial de conseguir créditos por redução nas emissões do que a China, que utiliza carvão mineral. Para conseguir participar com mais efetividade do mercado de carbono, o Brasil precisaria investir pesquisa e desenvolvimento de técnicas de substituição de combustíveis (que podem ser exportadas) e de limpeza da atmosfera.

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