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O que o governo está fazendo?

      

Por Silvia Angerami

Pouco mais de um mês depois de ter sido eleito presidente da Comissão Mista de Mudanças Climáticas, o deputado Eduardo Gomes (PSDB) participou de um bate-papo pela Internet sobre o assunto. O bate-papo foi promovido pela Agência Câmara, para discutir a questão do aquecimento global. O Partido Verde apresentou à Casa um pacote de quatro propostas para reduzir a participação do Brasil no aquecimento global. Uma delas define medidas a serem adotadas pela União, pelos estados, pelos municípios e por suas empresas e autarquias, como economia de água e de energia e a realização de auditorias ambientais periódicas.

O plano de trabalho da comissão mista prevê a realização de uma audiência pública inicial com cientistas sobre os conceitos e aspectos do aquecimento global. Depois, os parlamentares deverão ouvir representantes dos ministérios da Ciência e Tecnologia; do Meio Ambiente; das Relações Exteriores; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; e de Minas e Energia. O roteiro prevê ainda audiências públicas em algumas cidades, como Manaus e Belém, para descentralizar a discussão. O relatório final deve ser entregue no dia 11 de dezembro.

O senador Fernando Collor (PTB-AL) foi eleito vice-presidente da comissão. Collor apresentou um requerimento, aprovado por unanimidade, propondo a indicação ao governo federal, da realização da III Conferência Mundial do Meio Ambiente, a Rio + 20, em 2012, no Rio de Janeiro, para dar continuidade aos debates, trabalhos e acordos dos eventos Rio 92, Rio + 5 e o Protocolo de Kyoto.

Um dos fatores que influenciou a criação dessa Comissão foram as informações divulgadas no início de 2007 pela Organização das Nações Unidas (ONU), elaboradas pelo IPCC - Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas - no relatório sobre o aquecimento global.

Acompanhe a entrevista que o Universia fez com o deputado durante o bate-papo.

Universia: Qual é a sua opinião sobre o papel das universidades no debate sobre a questão do aquecimento global? O que o governo espera delas?

Eduardo Gomes: Na verdade, três papéis são os mais relevantes para participação das universidades no debate. Primeiro, a discussão científica e isenta sobre os resultados obtidos pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). Segundo, a busca de tecnologia adequada para substituição de combustíveis fósseis nas matrizes energéticas. Terceiro, a formação de profissionais que incorporem em sua atividade profissional o conceito de sustentabilidade do desenvolvimento.

Universia: Como a comissão irá promover essa integração governo - universidades, e como espera traduzí-la para a população?

Eduardo Gomes: Nossa comissão está procurando, por meio de seminários e audiências públicas previstas no plano de trabalho aprovado nesta semana, mobilizar tanto a sociedade quanto a comunidade acadêmica, para debater com o Congresso Nacional e com representantes do Executivo as melhores ações para enfrentar o problema. Ressalto, contudo, que os aspectos científicos que envolvem a questão devem ser priorizados, para que possamos tomar decisões em bases confiáveis e respaldadas pela comunidade científica. Mas essa informação precisa ser traduzida para uma linguagem mais adequada ao conjunto da população. Nossa comissão está atenta a essa necessidade e buscará meios para democratizar essa informação.

Universia: Mas na Comissão existe efetivamente um espaço ou alguém das universidades que já esteja participando das discussões, ou é apenas uma intenção?

Eduardo Gomes: A comissão mista fará uma audiência no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), São José dos Campos, SP, com o objetivo de conhecer os melhores relatórios da academia e solicitar um plano de abordagem e participação da comunidade universitária do Brasil. Há uma agenda prática para alcançarmos essa parceria.

Universia: Houve uma iniciativa World Wide Foundation, com o apoio da midia local, o movimento Earth Hour, liderado pela cidade de Sydney, na Austrália, em um sábado, no mês de março, em que a população foi convidada a apagar as luzes durante uma hora. O objetivo foi promover a idéia de que empresas, comunidades e pessoas possam cortar 5% das suas emissões de dióxido de carbono em 2007. Na sua opinião, medidas como essa têm algum efeito real sobre o aquecimento global, ou só servem para chamar a atenção da opinião pública?

Eduardo Gomes: Medidas como essas devem ser analisadas e adotadas porque quanto maior for a adesão, maior será a repercussão. Vamos pensar em algo semelhante a ser feito no Brasil.

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