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Notícias

VIII Maratona de empreendedorismo

      

Por Lílian Burgardt, de Porto Alegre

VII Maratona de Empreendedorismo

Início do curso: 12/06/2007.

Término do curso: 27/09/2007.

Consultorias: entre 3 de setembro e 9 de novembro.

Recebimento dos planos de negócio: até o dia 14 de novembro de 2007.

Avaliação dos planos de negócio: até o dia 3 de dezembro de 2007.

Certificado:

Para obtenção do certificado, o aluno deve possuir freqüência mínima de 80%. Para estudantes o evento é válido como atividade complementar de currículo.

Premiações:

1º prêmio: passagem, inscrição e hospedagem para participação em Evento sobre empreendedorismo a ser realizado no país em 2008;
2º prêmio: computador com impressora;
3º prêmio (contemplará dois colocados): duas assinaturas de revistas de negócios na área de atuação por um ano.

Com a finalidade de incentivar o empreendedorismo estimulando iniciativas que mereçam destaque em função da inovação tecnológica, a UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) criou o projeto Maratona de Empreendedorismo que, neste ano de 2007, chega a sua 8¦ edição. Durante praticamente um semestre - prazo de duração da maratona - alunos da graduação, pós-graduação, professores e profissionais da comunidade em geral, inscritos e aprovados na seleção de alunos, terão a oportunidade de adquirir e trocar experiências sobre inovação tecnológica. Ao término do evento, eles terão a chance de despontar para o mercado com um plano de negócio inovador.

Segundo o reitor da UFRGS, José Carlos Ferraz Hennemann, a idéia vem dando certo há sete anos e pode é considerada uma das mais importantes iniciativas da universidade com o objetivo de difundir e incentivar o pensamento empreendedor não só entre a comunidade acadêmica, mas também fora dela, cumprindo o papel social que a universidade tem e deve desempenhar. "O principal propósito dessa maratona é incentivar que os alunos, ainda distantes do mercado, e também a comunidade em geral, entendam o quanto a inovação tecnológica é determinante e faz a diferença para o fortalecimento de um país, criando meios para que ela seja amplamente difundida", diz.

A ampla difusão do evento dentro da universidade é, inclusive, uma vitória comemorada pelo reitor. "Conseguimos fazer com que, aqui na UFRGS, o empreendedorismo deixasse de chamar apenas a atenção de estudantes dos cursos de Administração, Economia e Informática, por exemplo, para atrair alunos dos cursos de Artes, Engenharia, Biologia, entre outros. Essa expansão é muito importante", diz.

A prova de que a maratona está sendo cada vez mais conhecida tanto pelos alunos como pela comunidade gaúcha é que, só neste ano, foi registrado o dobro de inscrições. Segundo o professor Ricardo Ayup Zouain, um dos coordenadores do evento, nas edições anteriores, inscreviam-se, em média, 40 alunos. "Neste ano, foram 85 candidaturas", comemora.

O professor também aponta a substituição da cobrança de um valor para a participação na maratona por uma simples taxa de inscrição de R$ 35,00 como outro atrativo para esta 8¦ edição. "Graças ao apoio de parceiros, entre eles o Portal Universia, foi possível reduzir os custos e ampliar o acesso dos estudantes. Isso é muito positivo porque ajuda a difundir o empreendedorismo e a inovação tecnológica",diz.

Para o professor Ayup, a maior adesão dos estudantes aumenta as chances de projetos interessantes serem criados. No ano de 2006, por exemplo, foram 40 candidaturas, destas, oito se transformaram em bons planos de negócio que, mais tarde, deram origem a empresas de sucesso. "Todo ano, bons projetos sãm da UFRGS para o mercado. Esperamos que, este ano, ao menos 15% dos projetos dêem início a um negócio empreendedor de sucesso", destaca.

Das edições anteriores, merece destaque o projeto iniciado no Departamento de Engenharia Ambiental. Os alunos que participaram da 1¦ maratona criaram, em parceria com a UFRGS, um sistema para limpar a água separando resíduos derivados do petróleo e detergentes para sua posterior reutilização. Hoje, o projeto é amplamente utilizado em postos de gasolina não só da capital gaúcha, mas em todo o estado. "? este tipo de empreendedorismo que queremos incitar. Não é o Manuel e João que abriram a padaria e estão faturando bem, mas aquele empreendedor visionário que conseguiu transformar em produto seu potencial de inovação tecnológica", destaca Ayup.

Nesta edição, serão premiados os quatro melhores planos de negócio. O 1º prêmio consiste em passagem, inscrição e hospedagem para a participação em evento sobre empreendedorismo a ser realizado no país, em 2008. O 2º prêmio trata-se de um computador com impressora e, por fim, os dois prêmios destinados a dois terceiros colocados são duas assinaturas de revistas de negócios na área de atuação por um ano.

Aula inagural

Preocupado em repassar a mensagem de apostar no empreendedorismo qualificado, ou seja, fruto da inovação tecnológica, é que o diretor-executivo da Altus, Ricardo Felizzola, palestrante convidado para a aula inagural da 8¦ maratona de empreendedorismo da UFRGS, realizada no dia 5 de junho no Campus do Vale, começou seu discurso. O professor, junto com colegas docentes, participou de uma das edições da Maratona de Empreendedorismo, montou um plano de negócio de sucesso que, tempos depois, deu origem a Altus - primeira empresa brasileira a desenvolver um chip 100% nacional em escala comercial. "Muito me alegra fazer uma apresentação para jovens interessados em transformar o país a partir da inovação, algo tão importante e de que o Brasil carece tanto", afirmou.

Para inflar o espírito empreendedor dos jovens presentes (em sua maioria alunos da graduação) o professor destacou o case Google lembrando que, dez anos atrás, seria impossível imaginar a importância que tal ferramenta iria exercer em um futuro próximo. Tanto é verdade que, de início, as ações do Google pouco valiam. Hoje, porém, ultrapassa a casa dos US$ 120 milhões. "Esse é o tipo de inovação de que estamos falando. Não é encontrar petróleo, mas de posse sua criatividade e sua capacidade visionária, criar um projeto inovador que tenha poder de transformar a vida em sociedade", destacou.

O professor lembrou ainda que o Brasil está atrás de países de primeiro mundo no quesito inovação. Entre outras motivos, por, no passado, ter sido tolido por um governo autoritário e, também, pela "burrocracia" existente no Brasil. "Nossa constituição, apesar de nova, é falha. Foi escrita por pessoas mais preocupadas em preservar o pouco que existe de riqueza no país, do que permitir que a nação cresça com o desenvolvimento de novos diferenciais competitivos", disse.

O professor incitou os jovens a pensarem em um Brasil diferente, partindo da inovação, e destacou grandes transformações históricas vividas pela humanidade por conta de uma idéia visionária. "Aí estão os automóveis, os aviões, os telefones, a Internet", disse. Por fim, o professor destacou que a inovação e o empreendedorismo são as bases para a construção de uma economia sólida. Neste aspecto, fez uma comparação entre o potencial de crescimento e desenvolvimento dos países, de acordo com seu desenvolvimento científico e tecnológico.

"No topo, estão países como EUA que pensam na solução e a transformam em produto para o consumo da sociedade. Logo, vendem inovação. No meio do caminho, estão os países que trazem as grandes indústrias para produzir a inovação em seu território e ficar com um "quinhão" desse desenvolvimento. Por fim e muito atrás, estão os países que exploram suas fontes de riqueza. Aqueles que comercializam seu único bem como fonte de renda. O petróleo, por exemplo, é uma fonte de energia não renovável, ou seja, um dia esgota, acaba. "O que os países que vivem dessa fonte de renda vão fazer se não tiverem outros setores bem desenvolvidos? Como vão competir no mercado internacional e garantir o futuro de sua nação?", encerrou.

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