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Quem já foi e quem está pronto para ir

      
Acompanhe o seu depoimento de quem viveu a experiência de fazer uma parte do Ensino Médio fora.

Débora Valentim, 17 anos, terceiro ano do Ensino Médio no colégio Módulo, foi para a Nova Zelândia.

ADAPTA€ÇO: Fiquei em casa de família, fiz o segundo colegial. Havia outros brasileiros na escola, mas também italianos, iraquianos. Tive contato com o pessoal de lá, e com muitas outras pessoas, conheci a cultura de outros países. Foi muito interessante. Fui com 16 anos, fiz 17 este ano, quando eu já tinha voltado. Viajei no país, que é uma ilha. Fiquei em Auckland, a maior cidade da Nova Zelândia (a capital é Queenstown). Tem muito brasileiro lá, muitos são garçons, cozinheiros. Tenho muitas saudades de lá agora.

IDIOMA: No início, tive dificuldade com a língua. E olha que faço inglês desde os 6 anos, meu pai trabalha com uma empresa americana, mas o sotaque deles é muito diferente. Tem umas palavras que deixam você meio perdido. Eles também sentem dificuldade em entender o que você diz.

FAMÖLIA: Minha "mãe" tinha 39 anos. No início eu era um pouco distante, tinha vergonha. Então, ela mandou e-mail para meu pai, falou que eu não conversava com ela. Então, passei a tentar conversar mais, a gente saia juntas, ela foi super receptiva, chegou a fazer jantares para os meus amigos, queria conhecer o pessoal brasileiro.

COMIDA: Nesse aspecto eu dei muita sorte. A alimentação lá é baseada em batata, peixe, cordeiro. Mas o hobby da minha "mãe" era cozinhar. Ela fazia cada dia um prato diferente, ela tem muito dinheiro e queria companhia, pois tinha se separado há pouco tempo. Com o dinheiro que eu pagava a estadia, ela me dava tudo do bom e do melhor, me levava ao supermercado e eu pegava tudo o que eu queria.

FUTURO: Agora estou no terceiro colegial, pretendo fazer Jornalismo. Sempre gostei muito de viajar e, nessa profissão, você pode viajar para fazer matérias. Acho que a viagem vai dar uma ajuda na minha vida profissional, vai ser um diferencial.

NOVA ZELâNDIA: Eles são extremamente organizados, são muito honestos, não tem isso de querer tirar vantagem. Se você fala uma coisa, eles vão confiar em você. O sistema de coleta de lixo, a limpeza, todo mundo coopera, parece uma cidade de boneca. Pretendo voltar para lá e visitar a minha "mãe".

VALE A PENA? Vale. Nem que seja passar um mês, dois meses, férias, ou em casa de família, no mesmo esquema que eu fui.

MUDAN€AS: Quando eu voltei, todo mundo falou que eu tinha mudado. E você muda mesmo, seus valores, lá você não tem o que você tem aqui no Brasil. Lá você tem que aprender a conversar, a se virar. Eu nunca tinha andado de ônibus. Você tem que ser cara-de-pau, todo mundo vem conversar com você no primeiro momento, mas depois, você tem que se esforçar para interagir, mostrar interesse pela vida deles, deixar a timidez de lado.

Confira a opinião de quem está vivendo o intercâmbio neste momento:

Débora Carre¤o Paglerani, 16 anos, está desde fevereiro na Nova Zelândia.

DECISÇO: Decidi vir para a Nova Zelândia há seis anos, quando eu e minha família fizemos uma viagem de um ano pela Oceania e ásia. Um dos países por onde passamos foi a Nova Zelândia, e nos apaixonamos por ele.

PERMANÒNCIA: Vou ficar aqui por 11 meses. Vim em fevereiro e volto para o Brasil em dezembro. Na minha opinião é mais conveniente ficar um ano, pois somente seis meses não é o suficiente para aprender fluentemente o inglês e aproveitar a viagem.

AO CHEGAR: Quando cheguei aqui, eu estava com muita expectativa de que faria amizades facilmente, de que o pessoal adorava brasileiros e essas coisas. Mas não é bem assim, é difícil de se acostumar, pois são culturas muito diferentes e é muito difícil de se adaptar a isso. Mas mesmo assim eu não me arrependo de nada. A sensação ao chegar foi bem estranha. Na primeira vez em que vi a casa, pensei: "Um ano...". Enquanto arrumava as coisas no meu quarto novo me deu bastante vontade de chorar e desistir de tudo. Queria ligar para minha mãe e falar que queria ficar por aqui somente por seis meses. Mas já é de se esperar essas reações nos primeiros dias, muitas pessoas têm muitas dificuldades de se adaptar e entram em depressão nos primeiros dias, mas é só uma questão de tempo e controle e tem que saber aproveitar os momentos por aqui.

FAMÖLIA: A família que me recebeu é super legal comigo. Eles me tratam muito bem e estão sempre preocupados comigo. A casa é enorme e eu me sinto bem à vontade aqui. Também moro com uma alemã, a Tania, ela estuda no mesmo colégio que eu, o que foi muito bom ter alguém nos primeiros dias de escola, mas ela só vai ficar por seis meses.

SAUDADES: Sinto muitas saudades do Brasil. Tento sair à tarde, sempre procurando atividades, pois se ficar em casa o dia todo é muito fácil de entrar em depressão. Outro problema é de que a gente acaba engordando muito fácil, pois sem perceber a gente acaba comendo mais por causa do nervosismo e da ansiedade.

ESCOLA: A escola é bem diferente comparada com as do Brasil. A gente tem que escolher seis matérias. O inglês é a única obrigatória. Eu escolhi Física, Matemática, Inglês, Educação Física, Gastronomia e Fotografia. Na escola também é diferente pelo fato de quando acaba uma aula temos que pegar todo o nosso material e ir para outra sala e ter uma matéria totalmente diferente, com outras pessoas.

COMIDA: A comida daqui é diferente, eles não têm uma refeição no almoço, eles comem torrada ou coisas desse tipo. Na janta sempre tem refeições bem grandes e boas. Toda segunda-feira eu faço a janta na casa, pois nessa família tem uma regra de que todo mundo tem que cozinhar uma vez por semana, o que eu achei super legal, pois sempre tem comidas diferentes. Mas a diferença é que eu adoro cozinhar e sempre estou inventando pratos novos, procurando receitas na Internet, perguntando para a minha professora de gastronomia... O que mais sinto falta de comida é o arroz e feijão, eles não comem muito arroz, e sim batata. E o feijão, eles só vendem enlatado com molho de tomate. Uma comida muito típica daqui é peixe com batata frita, e você encontra em qualquer lugar.

DICAS: Todo mundo fala que quem vem fazer intercâmbio aqui acaba engordando. Eu acho que isso é bastante psicológico, claro, quando a gente chega, a comida é diferente, a gente está ansiosa e acaba comendo mais. Mas depois de um tempo se você souber se controlar você volta ao normal. Sugiro praticar esportes, estou fazendo academia, pois se todo mundo ficar falando que você engorda você sempre acaba comendo mais por causa disso. Tente viajar pelo país, que é o mais legal daqui. Durante as aulas vai ser um pouco chato, mas aproveite bastante as férias, são os melhores momentos. Veja aonde você vai morar, se tem estação de trem, se é perto da escola, quanto tempo é do centro, se tem algum shopping por perto... Veja se a escola tem mais estudantes internacionais, pois você normalmente vai andar bastante com eles. Veja se na casa que você irá morar tem Internet. Tente achar alguma família com mais pessoas morando na casa, pois à tarde você pode se sentir muito sozinho. Eu não vim por nenhuma empresa. Eu fiz contato direto com a escola, pois era mais barato. O que meu pai fez foi procurar na Internet as escolas daqui e ele mandou e-mails para as que ele mais gostou. Muitas escolas mandaram informações e materiais via correio e e-mail. Assim escolhemos a de que mais gostamos. As escolas têm listas de famílias que costumam receber estudantes e eles indicam várias que consideram ter a ver com o estudante e se por acaso tiver algum problema a gente pode trocar, porque eles indicam outra.

DIFEREN€AS: A maior diferença que eu percebi é a alegria do povo brasileiro, sempre festivo e animado. Aqui eles são um pouco mais fechados. O clima também diferencia bastante, dizem que a Nova Zelândia pode-se fazer as quatro estações do ano em um dia só. O clima daqui é bem doido, fazendo muito frio, ventando e chovendo. O comércio aqui fecha muito cedo, e a gente fica um pouco perdido, sem ter o que fazer à tarde. Aqui tem baladas e bares, mas só para maiores de 18 anos mesmo, sendo bem rigorosos com RG. A viagem ajuda muito ao amadurecimento e o conhecimento da personalidade. Já estou aqui há quatro meses e percebi muita diferença em mim. Aprendi a viver sozinha, e a enfrentar muitas coisas, pois é um grande desafio ficar longe da família e dos amigos. Eu sei que esta viagem é uma oportunidade única e que muita gente que gostaria de fazer e não tem condições e que talvez eu não tenha outra chance igual a esta. Por isso devo tentar tirar o melhor desta experiência. Ajudou bastante a perceber que a profissão eu quero ter na minha vida é a Gastronomia. Estou cozinhando tanto aqui e me sinto tão bem com isso, e eu não preciso me preocupar se tem alguém para comer a minha comida, pois sempre tem gente na casa, o que é muito legal.

MAIS E MENOS: O que eu mais gostei é o como a cidade é segura, não existem muitos perigos, o que me faz com que me sinta mais segura e livre para andar por aqui, mas mesmo assim sempre tenho que tomar cuidado, pois nada é perfeito. Outra coisa que gostei são as oportunidades na escola de ter contato com uma área profissional que você planeja fazer, mas eu acho muito ruim por serem tão liberais no ensinamento. Por exemplo, muitos não fazem Matemática, ou algum tipo de ciência, e nunca vão fazer. Então eles nunca vão tomar conhecimento nessas áreas. O pessoal da escola não é tão aberto com os estrangeiros, o que é muito difícil para nós. Não gosto também do como as pessoas vivem, às 5 da tarde todo mundo já está em casa, e eles não sãm na rua, ou vão passear, pois já está tudo fechado. Mas, por outro lado, é muito mais saudável não trabalhar até tarde, e ter mais tempo com a família.

E leia a expectativa de quem está prestes a partir:

Roberta Veronezi Figueiredo, 16 anos, segundo colegial na escola Pueri Domus, vai para os Estados Unidos em agosto. Acompanhe o seu depoimento.

EXPECTATIVA: O ano deles começa em agosto ou setembro, então vou continuar fazendo o segundo colegial. Faz um tempo que eu pensava em viajar, algumas amigas fizeram intercâmbio no ano passado, voltaram e falaram que foi muito legal, que você aprende bastante. Vi em filmes aquelas escolas americanas, é bem diferente daqui. Eu acho que vai ter aquelas coisas de escola americana, de time de futebol, "cheer leaders", aulas em laboratório, famílias bem religiosas, essas coisas. Como vou para uma escola pública, você não escolhe a cidade: manda os documentos para a agência de intercâmbio e eles decidem a escola, a cidade e depois a família. Se fosse para uma escola particular, eu poderia escolher a cidade. Estou muito ansiosa para saber onde eu vou ficar. Será que vai ser legal?

FAMÖLIA: Meus pais apoiaram, falaram que a decisão era minha. Acho que vai ser legal, agora que estou acabando o curso de inglês. Como sou filha única, e já me acostumei, vai ser engraçado se eu tiver irmãos lá.

VIAJAR: Meus pais adoram viajar, a gente sempre viaja, para os Estados Unidos, para a Europa, e aqui na América do Sul. Na oitava série, teve uma viagem para o Canadá com os alunos. Eu nem fui, mas meus colegas foram e gostaram.

FUTURO: Eu gosto muito de Exatas. Então, acho que vou fazer Engenharia, alguma coisa do tipo. Odeio História, Geografia. Então, estou gostando da idéia de poder escolher as matérias.

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