text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Ensino médio bem longe de casa

      
Por Sílvia Angerami

Você está no meio do colegial, ainda não sabe bem que carreira seguir, anda naquela rotina de escola, balada, sem grandes novidades, esperando que alguma coisa aconteça, que alguma emoção diferente movimente a sua vida. Que tal aproveitar a atual onda de dólar baixo e convencer os seus pais a bancarem seis meses ou um ano de "High School" no exterior? O ideal é começar os preparativos com pelo menos seis meses de antecedência. Então, o que você está esperando?

Todo mundo concorda que uma experiência internacional só faz bem. Ajuda o jovem a ter mais responsabilidade, a descobrir quem ele é de verdade, do que gosta, do que não gosta, como se virar sozinho, como lidar com a língua e a cultura de um país totalmente diferente. Saudades? Sim, faz parte. Até mesmo como lidar com isso a garotada que entra nessa tem que aprender na marra. Uma vantagem a mais nesses tempos de Internet, web cam e programas de mensagens instantâneas, é que a tecnologia ajuda muito.

Um semestre no exterior custa a partir de 3.900 dólares. Dependendo do destino, a viagem pode custar até 15 mil dólares, preço do ano letivo na Inglaterra, por exemplo. Veja as dicas de empresas especializadas, as dúvidas de quem vai e as certezas de quem voltou de uma experiência inesquecível como essa.

Longe da proteção paterna

Vera Cleto, gerente da filial de Campinas da Experimento, acredita que o programa de high school no exterior é especialmente útil para o jovem brasileiro. "Até mesmo pela nossa cultura de os pais supervisionarem muito de perto os jovens. Num programa desses, eles entram em contato com a capacidade de escolha deles próprios, de discernimento, que aqui eles não conseguem". Vera evita usar a palavra "superproteção", mas é disso que ela está falando. Longe do "pai-helicóptero" (expressão dela), os jovens se vêem sozinhos e é nesse momento que eles amadurecem, descobrem que são capazes, identificam o que não querem.

A viagem, segundo Vera, prepara o estudante até para o vestibular. Não tem como ir mal na prova de inglês, por exemplo. Mas o idioma vem de carona. O principal, segundo ela, é o amadurecimento. "Essa experiência é muito importante para o lado profissional. Os estudantes que fizeram intercâmbio costumam ser selecionados como trainees pelas multinacionais. Eles são classificados e passam nessas dinâmicas porque entendem a cultura internacional", analisa. "O jovem que participa de um intercâmbio demonstra ser corajoso, alguém que deseja abrir horizontes e é flexível, ou seja, apresenta, de cara, todas qualidades que fazem a diferença".

Vera aponta que o jovem terá de se adaptar a um cenário totalmente diferente do que ele está acostumado aqui no Brasil. "Ele é otimista, acha que vai dar tudo certo, nossa dificuldade maior é trazê-lo para a realidade do que é o programa", diz ela. Como ele pertence, em geral à classe média-alta, desfruta de certos privilégios, tem a casa super em ordem. No intercâmbio, ele não vai ter nada parecido com o tipo de vida que leva aqui. Exemplo? "Lá não tem balada para jovens dessa idade. As regras são muito mais rígidas. Para se adaptar, ele tem que ter a mente aberta para isso".

Matérias optativas

Renata Sacomani, coordenadora de High School da Connection Line, acha que o estudante deveria aproveitar até mesmo a oportunidade de participar da cerimônia de formatura no exterior. "Dependendo da idade do estudante, isso é possível, embora tenha que se formar aqui novamente, pois para ser admitido na universidade no Brasil ele tem que ter o diploma do MEC", explica. "A única exceção é o ensino púbico nos EUA, que não permite essa experiência ao estudante estrangeiro".

Além da formatura, Renata destaca que a experiência internacional é válida de qualquer forma. "No exterior eles podem escolher quais matérias desejam cursar, além das obrigatórias. Isso pode ajudá-lo a direcionar a carreira que vai seguir".

Quanto às exigências para admissão em uma escola internacional, é bom que o candidato saiba que será submetido a uma pré-seleção. "Não é porque ele é estrangeiro que não vai ser cobrado da mesma forma", adverte Renata. Existe uma pré-seleção, baseada no nível do inglês e nas notas nos últimos três anos, para que o aluno seja admitido. Renata diz que 80% dos estudantes que fazem high school fora resolvem voltar para fazer faculdade.

"A principal vantagem de uma viagem como essa não é nem tanto aperfeiçoar o idioma, mas desenvolver capacidade de decisão, jogo de cintura, independência, maturidade. O idioma é uma conseqüência", resume Renata.

Ganho emocional

Claudia Martins, gerente de Comunicação Corporativa do STB, concorda. Ela aponta que o ganho não é apenas cultural, mas emocional. "? muito legal de ver a busca do serviço. ·s vezes é o próprio adolescente que traz os pais e faz a cabeça deles. ·s vezes, são os pais que já vivenciaram uma experiência semelhante, ou que sempre quiseram mas nunca tiveram oportunidade. Uma viagem como essa sempre envolve toda a família", diz ela.

A experiência internacional muitas vezes leva o aluno a freqüentar uma escola pública. Como não existe empregada doméstica, assim como aqui, ele vai ter que ajudar a arrumar a cama, entrar no rodízio para lavar a louça, entre outras tarefas domésticas. Além disso, vai ser cobrada sua participação na comunidade, dentro da escola, no clube de xadrez, na organização da festa de formatura, em trabalho voluntário. "Tudo isso fará parte da vida dele no exterior", afirma Claudia.

Essa experiência será de fundamental importância, até mesmo na sua futura carreira profissional. Claudia aponta que só o fato de sair do conforto da casa dos pais para enfrentar uma experiência como essa já demonstra essa curiosidade e abre novas possibilidades, define novas formas de interagir, ensina a ter jogo de cintura, a ponderar sobre as coisas. "Você sempre volta diferente de uma viagem", resume Claudia, citando o slogan da campanha publicitária do STB. Imersão cultural

Cláudio Roberto Kleiner, diretor nacional da World Study, acredita que hoje em dia estudar no exterior custa quase o mesmo do que estudar no Brasil. Isso, segundo ele, gerou um crescimento muito grande na procura de intercâmbio no exterior. Ele aponta que a grande vantagem, além do conhecimento da língua, é a imersão cultural. "O intercambista já sai na frente", afirma.

Para a moçada que ainda está em uma fase na qual não se sabe bem o que se quer, quando a preocupação maior é o vestibular, uma viagem dessas pode abrir os horizontes, literalmente. "Hoje, os jovens brasileiros fazem vestibular muito imaturos para saber o que querem. Uma viagem dessas gera um desenvolvimento acima do normal", declara.

Procure uma agência de confiança.

Não encare uma carga horária superintensiva. Isso pode não ser tão util assim. O melhor é equilibrar a rotina das aulas com atividades como cinema (sem legenda) e bate-papos com o pessoal local. Desse jeito, você obrigatoriamente vai usar o idioma e se soltar no mundo.
Tente não se prender à nossa cultura de desperdício. No Canadá, por exemplo, uma das regras mais comuns é banho de cinco minutos. A energia é cara, não tem água quente o tempo todo.
Uma experiência como essa vai ampliar os seus horizontes. Você vai ver que a vida não é só ?preto no branco?, existem muitas nuances. Isso também pode abrir o seu horizonte profissional.
Converse com amigos que já tenham feito intercâmbio.
Todo estudante que pensa em fazer intercâmbio tem que se preparar para o idioma. Não pense que você pode aprender tudo lá.
Ter uma boa base do idioma é fundamental para facilitar a sua adaptação e a enfrentar aquele choque cultural com mais facilidade.
Fique atento aos motivos que podem fazer a sua viagem acabar antes da hora: beber, dirigir ou usar drogas.
Aproveite as reuniões de orientação realizadas pelas agências que promovem intercâmbio para se informar desde sobre o que levar e até como se comportar.
Dicas fornecidas por: Claudia Martins, gerente de Comunicação Corporativa do STB;
Cláudio Roberto Kleiner, diretor nacional da World Study;
Renata Sacomani, coordenadora de High School da Connection Line;
Vera Cleto, gerente da filial de Campinas da Experimento
  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.