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Lideranças do futuro

      

Por Lílian Burgardt

Como sair da estagnação para o desenvolvimento? A resposta não poderia ser outra, senão investir em educação. Estará o Brasil preparado? Com estas indagações os especialistas convidados para a abertura da sétima edição do Congresso Internacional e-learning Brasil, em São Paulo, deram início ao evento discorrendo sobre a importância de transformar a maneira como o Brasil lida com a educação para criar um país diferente.

O presidente da ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil), Miguel Ignatios, propôs uma discussão sobre a maneira como o Brasil forma seus líderes e, diante das novas tecnologias, qual será o perfil de liderança do futuro. Em sua opinião, o Brasil precisa investir mais em diferentes propostas de ensino/aprendizagem para termos líderes de sucesso que nos permitam ser mais competitivos no futuro.

Aproveitando este gancho "a formação dos líderes do futuro" é que o reitor da Unisa (Universidade de Santo Amaro) e presidente de sua mantenedora, a OSEC (Organização Santamarense de Educação e Cultura), Ozires Silva, insuflou a platéia presente a pensar em novos modelos de educação, ao passo que traçou um breve histórico sobre a participação e a posição de espectador assumida pelo Brasil diante do desenvolvimento mundial. "Do alto de minha experiência posso dizer que tenho uma grande frustração em relação ao Brasil, um país lindo que não conseguiu encontrar seu caminho no mundo do desenvolvimento", lamentou.

Silva lembrou como os Estados Unidos conseguiram se fortalecer na época da II Guerra Mundial, enquanto o continente europeu e o Japão estavam totalmente destruídos. Na seqüência, destacou como tais países se reergueram e, hoje, estão muito a frente dos brasileiros em termos de desenvolvimento. Para continuar a destacar a posição de estagnação, apontou a forma como a Coréia - absolutamente preocupada com a educação - cresceu e se desenvolveu, mais tarde, como assistimos China e Öndia emergirem para o desenvolvimento enquanto o Brasil continua estagnado. "Não damos a devida atenção a isso. Quando será que vamos parar de olhar com olhos invejosos para o desenvolvimento e fazer parte dele?", indagou.

Para acalorar a discussão, Silva lembrou dois relatórios citados pela comunidade internacional que apontam não só a economia brasileira como a da América Latina como irrelevantes no cenário mundial. Para ele, se toda essa catarse diante do desenvolvimento alheio aliada a estas previsões preocupantes para nós, latino-americanos, não for decisiva para uma mudança de mentalidade por parte dos brasileiros de realmente "acordar" para o desenvolvimento, a previsão é de que, em 20 anos, o mundo será mais asiático e nós pouco contribuiremos, o que certamente se concretizará e será fatal para o Brasil.

O presidente do Conselho do CIEE (Centro de Integração-Empresa Escola), Paulo Nathanãl lembrou que está em nossas mãos criar um mundo diferente, investindo em educação para criar líderes com mentes diferentes, inovadoras e que coloquem o Brasil no patamar do desenvolvimento. "Não basta colocar a responsabilidade na mão do governo federal, pois nós todos somos responsáveis pela construção de um país mais forte", disse.

Nathanãl destacou que o Brasil, apesar das inúmeras reformas da educação, é um país burocrático que cria reformas que mudam as leis, mas que não atingem as escolas, professores e alunos. "Daí a necessidade de cada indivíduo envolvido com educação ter uma ação transformadora para fazer dela a grande alavanca para o desenvolvimento do país", concluiu.

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