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O professor do futuro

      

Por Lílian Burgardt

Não é a toa que a revista TIME de janeiro deste ano trouxe você, leitor, na capa. Como? Com uma superfície espelhada refletindo a imagem do leitor dentro de um desenho de computador, a idéia da revista era mostrar que, no século XX, com a chegada do you tube, orkut, podcast, entre outras tecnologias que permitem a difusão da informação e troca de conhecimento, você, que têm acesso e pode "postar" tais arquivos, é a personalidade do novo século.

Trata-se de uma revolução da maneira como o mundo está caminhando. Cada indivíduo tem uma parcela de responsabilidade sobre o avanço tecnológico e a maneira como a população ao redor do mundo conhece o universo alheio. Antes, era preciso ou visitar um país, assistir a um filme ou ler um livro para saber como era o dia-a-dia de uma família americana. Hoje, com a Internet, um podcast, já é possível conhecer mais da cultura dos norte-americanos em sua mais pura verdade, um basement (porão) desorganizado, por exemplo.

Neste cenário, é inegável a soberania dos jovens no domínio das modernas tecnologias. Como fica o professor? Segundo a Ombudsman da União Cultural Brasil Estados Unidos, Silvia Regina D'Andrea, não há mais lugar para aquele professor que não quer se atualizar, que não gosta de computador e nem de tecnologia. "O professor do futuro é aquele que saberá se comunicar nas linguagens dos jovens, e mais, poderá ensinar e ditar novas regras dentro das tecnologias que forem criadas," disse.

Para ingressar neste novo universo, é preciso despir-se de preconceitos. Segundo Silvia, o professor deve acreditar em desafios, promover mudanças, estimular conhecimento dos alunos e o seu próprio e fortalecer este crescimento. "Se tivermos atitude renovadora e positiva, a tecnologia entra como algo necessário e bem-vindo e vai facilitar a forma de nós, professores, trabalharmos," destacou.

Um exemplo citado por Silvia foi sua experiência com podcast para ensinar inglês aos seus alunos. Segundo ela, a partir do momento em que ela passou a utilizar tal tecnologia para ensinar em sala de aula e seus alunos passaram a compartilhar arquivos, os estudantes passaram a apresentar um desempenho muito melhor, tanto em fluência como em motivação para aprender. "Uma nova janela se abriu na frente deles e na minha, como professora. Os poadcasts aumentam a mobilidade e a flexibilidade dos estudantes para aprender e tornam o aprendizado mais dinâmico."

E não são apenas os poadcasts que têm esse poder. Hoje, quando se fala em blended learning, que nada mais é que o uso de ferramentas como Internet, e-mail, cd-rom, etc para aprimorar os processos de ensino e aprendizagem. A professora da FGVOnline, Verônica Mannarino, apresentou o método simulado de jogos online como ferramentas de sucesso para a aprendizagem. Na universidade, a disciplina têm obtido tanto sucesso que a procura pelos cursos não só é incessante, como as notas obtidas pelos alunos estão entre as mais altas.

O simulador permite que o estudante teste o poder de suas decisões em um ambiente virtual sem precisar correr os riscos de levar uma empresa à falência, por exemplo. "? uma maneira de fazer o estudante arriscar e aprender, sem ter um revés na carreira por conta de decisões tomadas erroneamente. ? um aprender na prática de um ambiente virtual", disse.

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