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Notícias

Universidade Aberta e o futuro da educação

      

Por Lílian Burgardt

Hoje, o Brasil possui 1,1 milhão de professores sem licenciatura completa. Garantir a esses professores a chance de concluir sua formação é o grande desafio do MEC (Ministério da Educação) que pretende ser vencido com a ajuda da UAB (Universidade Aberta do Brasil).

Presente no Congresso Internacional e-learning Brasil 2007, o diretor do Departamento de Políticas em Educação a Distância do MEC, Hélio Chaves Filho, destacou que o governo está com uma visão sistêmica da educação no país. Isso significa que há um interesse de aperfeiçoar todos os níveis de educação, desde o Ensino Básico até o Ensino Superior, a fim de resolver um problema histórico do Brasil, ou seja, a displicência com a educação.

Para isso o MEC está apostando na UAB como ferramenta de formação de professores para áreas mais carentes do país, e mais, oferecendo a eles a inclusão no universo digital para que ele possa levar para a sala de aula as novas tecnologias que estão sendo empregadas nas escolas mundo afora. "Nosso objetivo com a UAB, é oferecer ao professor as novas tecnologias a que temos acesso para formar professores em um modelo mais eficiente do que o que o atual", destacou.

O secretário reforçou a necessidade dos professores lidarem com novas tecnologias para estarem preparados a ensinar, ou seja, oferecer conhecimento aos jovens que, hoje, têm a cultura da tecnologia impregnada em seu DNA. "Precisamos imaginar que não adianta só ter a ferramenta em sala de aula, bonita, colorida e o conteúdo ser fraco. Hoje, muitos professores têm acesso, mas não sabem como adequar seu conteúdo para atender as necessidades dos alunos. Isso precisa mudar", disse.

Segundo Chaves Filho, assim como a escola precisa mudar, o professor precisa entender que ele não é absoluto em seu conhecimento. "Quando se diz que um professor tem 10 anos de experiência ele realmente a tem ou trata-se de uma experiência repetida 10 vezes?", indagou. "Tem muito professor com caderninho amarelo embaixo do braço que nada acrescenta nas diferentes escolas em que ministra aula. Isso precisa mudar."

Além disso, em sua opinião, a educação tradicionalista precisa ser quebrada. Assim como a palmatória foi deixada de lado, é preciso pensar em novos modelos de avaliação que não condenem o aluno, mas que realmente sejam capazes de analisar o conhecimento adquirido em sala de aula. "Queremos uma avaliação de qualidade que não seja simplesmente punitiva, mas também, sem qualquer tipo de progressão automática que desestimule os estudantes de irem para a escola,"concluiu.

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