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Notícias

Transformações da educação

      

Por Lílian Burgardt

Novas mídias que oferecem mais espaço para a interatividade estão substituindo os livros, não importam o qual bom eles sejam. Quem é professor, sabe que, hoje em dia, essa é a nova tendência do ensino, dentro e fora do Brasil. Alunos estão cada vez mais interessados em aprender com novas tecnologias e, por isso, a aula a qual estávamos acostumados - professor escrevendo na lousa e aluno copiando - não é só obsoleta como considerada um retrocesso na educação.

O presidente do Masie Center, Elliott Masie, virtualmente presente ao Congresso Internacional e-learning Brasil 2007 destacou que a tendência de ver e ouvir ao invés de ler veio para ficar e, por mais que os professores estejam acostumados com as velhas maneiras de ensinar, é preciso aprimorar sua maneira de trabalhar em classe para conseguir estar à altura do conhecimento tecnológico de seus alunos de forma que possam contribuir para o seu aprendizado.

Masie, que também é professor e, portanto, vive as dificuldades de um acadêmico com as novas tecnologias e as enfrenta diariamente, contou sua experiência com o avanço destas ferramentas em sala de aula aumentando os níveis de interação entre os alunos. "Enquanto dava aula, notei que alguns de meus alunos que tinham notebook conversam uns com os outros. Meu primeiro instinto foi dizer: fechem seus notebooks e prestem atenção! Então notei que a ferramenta poderia aumentar as formas de interação e propus que, além da participação em classe, eles também discutissem com outros colegas, on-line, os apontamentos que estavam sendo feitos em sala", disse.

Outro apontamento feito por Masie é de que menos é mais. Quando a proposta é ensinar alguém a aprender um conteúdo, ou se interessar por uma nova ferramenta, por exemplo, não se deve despejar todas as informações de uma vez em sua cabeça e esperar que ele assimile tudo. Deve-se oferecer doses de conhecimento e estimular que, por si próprio, ele procure por mais informações que complementem seu aprendizado.

O especialista citou como exemplo a decisão tomada por uma empresa da Öndia que decidiu modificar a maneira como produzia seus manuais de instrução. Eles perceberam que uma material resumindo contendo as informações básicas, mas com indicações de onde os usuários poderiam encontrar o restante das informações fez mais sucesso do que os tradicionais contendo precisas informações técnicas.

Por fim, Masie destacou que o ingresso maciço de jovens para o universo empresarial faz com que os processos também sejam modificados. Neste caso, cabe aos mais experientes não só apoiar seu trabalho, mas procurar se atualizar para estar em equilíbrio com esta força de trabalho. "Os jovens têm outra visão de mundo, outra velocidade, outra forma de resolver problemas. E, em boa parte das empresas, eles correspondem a um número significativo, senão a maioria. Ao mesmo tempo, eles precisam da sabedoria e do conhecimento das pessoas mais experientes para dar sustentação ao seu trabalho. Isso só será possível se ambos os profissionais, jovens e experientes, conseguirem se comunicar de maneira eficiente e equilibrada. Por isso, a necessidade de atualização constante", disse.

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