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Notícias

Objetos de aprendizagem

      

Por Renato Marques

A produção e distribuição de objetos de aprendizagem foi o tema da palestra de encerramento do Congresso Internacional e-learning Brasil 2007. Na conferência, presidida pela diretora-geral do Universia, Alina Côrrea, foram apresentadas as experiências do Senac e do Senai na construção de um espaço virtual para disseminação destes materiais.

Nos dois casos apresentados, como também na maioria das experiências vividas nas universidades atualmente, a maior dificuldade não residia na produção destes conteúdos. Nestas, a produção de conteúdo de apoio para as aulas é uma constante. O problema estava na distribuição destes materiais - de que maneira deviam ser formatados, como seriam avaliados e, principalmente, como trabalhar junto aos professores para que estes ofereçam suas produções para seus pares.

"Inicialmente, o docente tem todo o seu material no armário e tranca com chave. Portanto, para mudar este perfil, precisamos fazer uma grande sensibilização para que os conteúdos fossem compartilhados", afirmou o coordenador da Coted/Senai (Unidade de Conhecimento e Tecnologia da Educação), Alberto Borges de Araújo. "Precisamos promover uma quebra de paradigmas junto aos docentes, pois estes produziam o material, mas não compartilhavam. Assim, criamos um sistema on-line de publicação para que eles utilizassem."

A experiência do Senai mostra, ainda outros caminhos interessantes para as intituições. Hoje, o projeto conta com 5.000 recursos disponíveis para os mais de 7.000 professores da instituição cadastrados. Neste universo, a instituição vem trabalhando para resolver duas questões críticas quando se trata de produção colaborativa: a avaliação dos materiais e a organização dos direitos autorais da produção.

Trabalhando com 184 avaliadores, o Senai tem buscado criar condições para que, além da instituição, os próprios docentes avaliem os trabalhos dos colegas. "Temos hoje os instrumentos utilizados para a avaliação destes recursos e partimos para a capacitação daqueles que participam desse processo", explica Araújo. "Agora, fazemos uma avaliação destes materiais, pois estes precisam estar atualizados para atender as demandas do profissional e das competências."

Entre as ações previstas, está a criação de um selo de qualidade da instituição, classificando os melhores recursos em cada área. No que diz respeito à questão de direitos autorais, a instituição divide a responsabilidade com o docente, que cede os materiais para publicação no sistema. "Não publicamos ali nenhum material sem um cuidado prévio que possa nos assegurar contra problemas jurídicos", explica Araújo.

A experiência do Senac

Para reunir o material produzido em suas unidades, o Senac optou por incentivar parcerias entre os docentes. Para tanto, fez um longo trabalho de conscientização dos professores e de disseminação do projeto, investindo na formação de professores para desenvolvimento de objetos de aprendizagem em parceria. "Um professor desenvolve e repassa para um outro parceiro. ? a idéia de multiplicar", explica a coordenadora do Senac, Regina Helena Silva Ribeiro.

Segundo Regina, a experiência com os recursos de aprendizagem tem ajudado o Senac a reorganizar toda sua estrutura relacionada a EAD. "Estamos aprendendo muito com os objetos. Inclusive a questão de reposicionamento da educação a distância no Senac. Quem trabalha com universidade sabe as resistências que a EAD encontra no ambiente acadêmico", encerrou.

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