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Como viver em República numa boa

      

Por Lilian Burgardt

Evite brigas, crie regras! Foi este o lema utilizado por Marconi Pereira Soldate, de 26 anos, ao decidir criar o estatuto da boa convivência antes de se infiltrar no, nada doce, porém, muito animado universo da república! Cansado de ouvir o relato de amigos sobre discussões em relação ao uso do banheiro, o valor absurdo da conta de telefone ou a louça suja em cima da pia, Soldate decidiu se antecipar e elaborar regras de boa conduta antes de embarcar nessa. "Tem gente que acaba brigando até na hora de dividir o bife do almoço. Então, para evitar conflitos, preferi criar estas regras. Não queria que a minha primeira experiência também fosse negativa", revela.

Vários pontos chamam a atenção no estatuto da convivência criado por Soldate, desde regras minuciosas para o uso do banheiro, parte da casa que tem maior potencial em criar atritos entre os moradores, até a aplicação de multas para os infratores das "leis". Curioso é que, segundo ele, as regras foram muito bem aceitas em sua república. "Não houve conflito, reclamação, apenas boas risadas. Quando apresentei a idéia, o pessoal achou engraçado," lembra.

Risadas à parte, o documento também serviu para integrar os moradores que se reuniram para incluir ou reinventar as regras que melhor se adaptassem à rotina de cada um. Uma delas, por exemplo, escrita a seis mãos, por Soldade e os outros dois integrantes da república, foi o quesito organização do quarto. Inicialmente, havia uma cláusula que obrigava o morador a arrumar a cama todos os dias. Mas foi preciso modificar este ponto para agradar a gregos e troianos. "Decidimos que, por se tratar de um lugar individual, cada morador seria responsável por mantê-lo fechado em caso de desordem," explica.

Na república de Soldate, as regras não se aplicam só ao quesito organização, mas também, à responsabilidade. Afinal, uma república é uma casa. Como tal, tem lixo para ser levado para fora, contas de água, gás, luz, etc. Quem ficaria com tal responsabilidade? "Era preciso deixar claro quem seria o responsável por pagar o aluguel e sem atrasos. Isso tudo foi previsto antes para evitar desentendimentos posteriores", diz.

Punição

Você já ouviu aquele ditado "Santo de casa não faz milagre"? Pois é. Na república de Soldate não podia ser diferente. Ele mesmo conta que, apesar do sucesso do estatuto, já deu algumas mancadas com os companheiros, dignas de punição! "Nenhum de nós tomou nenhuma multa! Mas quase andei deixando alguns fios de cabelo no chão do banheiro. Agora estou tomando cuidado para não acontecer mais," brinca. Vale lembrar que é preciso de um período de adaptação para implantar as regras com menos impacto, senão o estatuto vai ser mais um motivo de briga na república. "O importante, pelo menos neste início, é ter bom senso e não sair querendo multar os colegas", alerta o jovem.

Se você ficou interessado no estatuto da boa convivência aí vai a boa notícia: ele é grátis e pode ser alterado à vontade. "Só peço para manterem o meu nome nele e me enviarem as mudanças que fizerem para eu alterá-lo e manter atualizado", reforça Soldate. O estatuto foi elaborado há pouco tempo e quase ninguém sabe da existência dele. Então, aproveite esta chance de organizar a sua república e mãos à obra! Clique aqui e conheça, na íntegra, o Estatuto de Boa Convivência.

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