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Notícias

O caminho das pedras

      


- Prêmios à inovação: conheça o Prêmio Santander

- Palavra dos campeões: quem já ganhou conta sua história


Por Marcel Frota

Com inscrições até o dia 3 de setembro, a terceira edição do Prêmio Santander de Empreendedorismo vai distribuir R$ 200 mil em prêmios em quatro categorias: Indústria, Tecnologia da Informação e Comunicação, Biotecnologia e Cultura e Educação. Antes de sonhar com os primeiros lugares, os candidatos têm um longo cronograma na apresentação e concretização de seus projetos. Durante esse processo, é preciso pensar em todos os detalhes, sob o risco de uma grande idéia naufragar por falhas na viabilização comercial e mercadológica do produto.

Para o professor Fernando Dolabela, membro da comissão julgadora da terceira edição do Prêmio Santander de Empreendedorismo, não basta ter uma boa idéia. Ele diz que muitas vezes os candidatos se preocupam mais com o lado técnico do projeto e se esquecem do lado empresarial. "Uma excelente idéia sozinha não vale nada. O bom empreendedor consegue transformar essa boa idéia num negócio de sucesso. ? comum um candidato achar que só uma boa idéia vai abafar. Isso não significa nada. Uma boa idéia na mão de um empreendedor fraco é algo muito arriscado", afirma Dolabela, que é autor do livro "Segredo de Luísa", obra que fala sobre empreendorismo.

De acordo com Dolabela, é preciso detalhar tudo. O plano de negócio precisa ser todo fundamentado com todas as fontes de informação citadas. ? preciso ser cuidadoso na área de marketing, algo que o professor aponta como ponto fraco entre os candidatos. "Eles não dão muita ênfase à análise de mercado", declara ele. Nesse sentido, ao montar o projeto, o candidato precisa estar bem informado sobre a demanda para aquele produto, conhecer os concorrentes, ter conhecimento do setor, as políticas governamentais para a área, conhecer a oferta de crédito, saber onde está o seu público-alvo e submeter sua idéia a clientes reais.

O primeiro passo para quem quer participar é a entrega do chamado sumário executivo, espécie de apresentação resumida do projeto. Os candidatos devem ter muito cuidado porque muitas boas idéias já podem ficar pelo caminho por causa de uma apresentação malfeita. "Tem de saber vender sua idéia e a viabilização dela. Se só descrever o produto, não terá sucesso", dispara Dolabela. O professor refere-se principalmente aos aspectos comerciais do projeto. "Tem de descrever a necessidade desse produto, dizer qual o potencial mercadológico, qual o retorno financeiro, explicar como vai executar e demonstrar como é capaz de fazê-lo", explica o professor.

Outro ponto que Dolabela procura destacar diz respeito ao próprio candidato, ou grupo. Segundo ele, é preciso que os candidatos conheçam suas limitações e busquem supri-las através de associações úteis com outros grupos ou pessoas. ? como procurar aquilo que lhe falta para poder ser mais competitivo. "O empreendedor tem de saber o que tem e o que falta ter e saber buscar aquilo que falta. Menosprezar tudo o que não é tecnologia é um erro clássico", diz Dolabela.

Ciência e Inovação

Assim como na área de empreendedorismo, a 3¦ edição do Prêmio Santander vai oferecer prêmios na área de Ciência e Inovação. Serão R$ 150 mil, distribuídos nas categorias de Indústria; Tecnologia da Informação e Comunicação; e Biotecnologia. Da mesma forma como acontece na área de empreendedorismo, os candidatos precisam ter atenção desde a entrega dos sumários executivos. ? o que alerta o professor Adolpho Melfi, membro da comissão julgadora da terceira edição do Prêmio Santander de Ciência e Inovação. "A apresentação é um aspecto importante. Em caso de empate entre dois ou mais projetos, a apresentação pode ser levada em consideração", afirma ele, que é vice-presidente da região de São Paulo da Academia Brasileira de Ciências. Melfi destaca que é fundamental os candidatos conseguirem uma parceria com uma empresa na condução do projeto, seja com uma corporação pública ou privada.

O professor lembra ainda que nas duas edições anteriores havia uma categoria a mais: Responsabilidade Social. Segundo ele, o fim dessa categoria coloca todos os projetos das demais categorias sob a óptica da responsabilidade social. "Hoje todos devem atentar para a questão social e também ambiental. A idéia é que os projetos provoquem melhorias na vida das pessoas, mas sempre tendo em mente esses dois aspectos", afirma Melfi, que declarou que a discordância frontal com esses dois preceitos pode ser fatal para um projeto. "Não é ciência por ciência. ? sempre visando o desenvolvimento", completa ele. Nesse sentido, o professor aponta três elementos primordiais na análise dos trabalhos: valor agregado do projeto (a capacidade de agregar funções a um determinado material utilizado), geração de riquezas que ele proporcionaria e, justamente, responsabilidade social.

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