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Notícias

Inscreva-se para o 2º desafio GV Intel

      
O desafio tem a finalidade de estimular, reconhecer, premiar e divulgar as atividades de empreendedorismo nacionais, desenvolvidas por alunos dos cursos de graduação e pós-graduação de todo o país, associados ou não a empreendedores jovens, das universidades e centros brasileiros de pesquisa e tecnologia.

Inscrições

A inscrição e entrega dos planos de negócios poderá ser feita via e-mail para o endereço desafio@fgvsp.br, entregue pessoalmente ou enviada, por correio, para o endereço:
FGV-EãSP
GVcepe - Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital A/C: Gisele Gaia
Av. 9 de Julho, 2029, 11º andar
São Paulo, SP, 01313-902

Mais informações: https://www.cepe.fgvsp.br/desafio/

Foram prorrogadas até o próximo dia 03 de setembro as inscrições para o 2º Desafio GV-Intel de Empreendedorismo e Venture Capital. Estudantes de Administração em nível de graduação e pós-graduação de todo o país podem se inscrever no jogo de empresas que pretende premiar os melhores planos de negócio desenvolvidos pelos competidores, a fim de que saiam do papel e se tornem empreendimentos de sucesso. Patrocinado pelo GVcepe da FGV (Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital da Fundação Getúlio Vargas) - referência em gestão de riscosno país - e pela Intel, o objetivo da competição é colocar as universidades em contato com os mais diferentes setores de negócio do país como estímulo ao empreendedorismo.

No segundo ano de sua edição, o desafio pretende ainda servir como chancela dos projetos vencedores, ao passo em que irá conferir um "atestado" de qualidade dos melhores planos de negócios, além de patrociná-los até sua chegada ao mercado. Segundo o coordenador executivo do desafio, Tiago de Melo Cruz, o fato da competição trazer especialistas do mercado para avaliar os planos de negócios confere aos trabalhos selecionados e a seus criadores maior visibilidade e, portanto, mais chances de saírem do papel. "? uma tentativa de aproximar universidade-empresa em prol do desevolvimento do país", explica.

Na primeira edição, realizada em 2006, o desafio recebeu 25 planos de negócios. Para este ano, a expectativa é receber cerca de 100 projetos. O otimismo da organização do evento se dá especialmente pelos resultados colhidos na primeira versão da competição. "De lá para cá, tivemos a oportunidade de conferir os bastidores da competição internacional e obter mais experiência a fim de aprimorar o concurso brasileiro", explica. Os projetos classificados em 1º e 2º lugares da edição passada participaram da tradicional competição internacional promovida pela Intel: "Intel + UC Berkeley Technology Enterpreneurship Challenge", na Haas School of Business, do Lester Center for Enterpreneurship, da Universidade da Califórnia, Estados Unidos.

A competição

Os planos de negócios são caracterizados por soluções técnicas e tecnológicas inovadoras que possam ser transformadas em negócios promissores. Eles deverão ser desenvolvidos sob orientação de professores que tenham envolvimento com a área de empreendedorismo nas suas respectivas IES (instituições de Ensino Superior). Os planos de negócio podem ser inscritos por equipes de um a quatro integrantes. Um aluno poderá participar com mais de um plano de segócio desde que em equipes distintas.

Duas comissões julgadoras compostas por profissionais do mercado irão avaliar, no primeiro dia da fase final, os 20 planos de negócios pré-classificados. Tais equipes irão receber treinamento in house para participar da competição, além de um certificado de reconhecimento pela classificação. As respectivas IES vinculadas aos projetos também receberão certificado de participação no 2º GVcepe. Deste total, 10 projetos serão escolhidos para nova apresentação e submetidos à classificação. No dia seguinte, estas 10 equipes classificadas efetuarão nova apresentação e serão reclassificadas. Após a deliberação dos jurados, será anunciada a premiação dos dois melhores planos.

Os dois melhores planos receberão prêmios em dinheiro e participarão como representantes do Brasil na versão 2007 da "Intel + UC Berkeley Technology Enterpreneurship Challenge". ? concedido ao primeiro colocado um prêmio no valor de R$ 40.000, certificado de participação, além de passagens, estadia, verba para despesas com deslocamento e alimentação para que dois integrantes do grupo possam participar da final internacional. O segundo colocado recebe um prêmio em dinheiro no valor de R$ 20.000, além dos mesmo benefícios para que dois integrantes do grupo participem da final internacional.

Colhendo resultados

Se você ainda está em dúvida se deve participar ou não, vale conhecer a história do plano de negócio da equipe INOVEO da Poli-USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo), coordenada pelo professor José Antônio Lerosa Siqueira e desenvolvida pelos alunos Rogério Felipe Pires, Paulo Henrique Nakasone e Tiago Stegun Vaquero, ganhador do primeiro lugar na 1¦ edição do GVcepe, em 2006. Após um ano de sua vitória, o plano de negócio saiu do papel e conta com recursos e estabilidade para trazer o "water cooler" ao mercado. O produto que, segundo Rogério Felipe Pires, deve ser comercializado em alguns meses, é um sistema de resfriamento a base de àgua para notebooks e computadores de alta performance. Trata-se de uma alternativa ao uso de ventiladores e tubos de calor "heat pipes".

Ano passado, quando o tema do concurso era Digital Mobility, Digital Office, Digital Home, Digital Health e New uses of technology, a INOVEO desbancou os concorrentes trazendo a idéia inovadora do "water cooler" e levando para casa os R$ 50.000, além da participação internacional. "O prêmio serviu de auxílio para criar condições de lançar o sistema no mercado", diz o pesquisador.

A idéia da pesquisa nasceu ainda no mestrado, os engenheiros pesquisavam uma alternativa confiável aos ventiladores e ventuinhas para o resfriamento de máquinas. "Na época em que estávamos no mestrado, identificamos a necessidade da indústria em contar com uma alternativa de resfriamento para os equipamentes existentes. Aproveitamos a demanda para fazer dela tema de nosso trabalho", explica. Hoje, após a premiação, o tema ainda é objeto de estudo, mas do doutorado dos pesquisadores. "A premiação nos fez ir mais a fundo nas pesquisas para estarmos sempre à frente no quesito inovação a fim de garantir que nosso produto esteja no mercado com segurança", destaca.

Para o pesquisador, não há segredo para desenvolver um projeto bem sucedido. No seu caso, ele atribui a fatores que, interligados, deram a chance de tirar o "water cooler" do papel. O primeiro deles foi a identificação de uma demanda por parte do mercado. "Muita gente fala de parceria universidade-empresa. Para nós, a identificação de uma demanda do mercado que poderia ser suprida pela universidade foi o primeiro passo", diz. Na seqüência, a criação de um bom plano de negócios, bem escrito e bem estruturado, tanto do ponto de vista técnico como mercadológico. "Mais do que enxergar a genialidade de seu produto é preciso identificar viabilidade econômica antes de investir na idéia", conclui.

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