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Ministro abre Congresso Internacional de Reitores

      

Por Marcel Frota, de Belo Horizonte

Na abertura do Congresso Internacional de Reitores Latino-americanos e Caribenhos ficou bem clara a intenção, de parte a parte, em estimular a integração das universidades da região. O evento é organizado pelo Iesalc (Instituto Internacional para a Educação Superior na América Latina e Caribe), que é vinculado à Unesco - órgão da ONU - e funciona como uma preliminar para a conferência regional, marcada para os dias 4 e 6 de junho de 2008, em Cartagena de Öndias, na Colômbia, a chamada Cartagena 2008. Durante a abertura do congresso, ficou bastante nítido que a idéia é a formação de uma agenda em comum do bloco para ser apresentada na Conferência Mundial sobre a Educação Superior, a ser realizada em 2009.

A abertura do congresso foi dada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, neste domingo, no campus da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Durante sua palestra, o ministro classificou como prioritárias as necessidades de combate à mercantilização do Ensino Superior e maior promoção de intercâmbio, tanto para alunos como para professores, entre os países americanos. Para o ministro, é necessário ampliar o poder de regulação do estado sobre a qualidade da educação superior. "? o que estamos procurando fazer no Brasil", disse Haddad.

"Até ano passado, o MEC nunca havia recusado um pedido de autorização de curso e esse ano estamos recusando pedidos de autorização de cursos sem compromisso com a qualidade. Criamos até um órgão recursal em função disso que legitima as decisões tomadas por critérios absolutamente técnicos. Agora acabou aquela fase em que qualquer um que pedisse autorização do MEC para abrir uma faculdade obtinha quase que automaticamente essa autorização, isso não existe mais", afirmou o ministro, que também citou a desconcentração da pesquisa no mundo e a questão da qualidade e da certificação como temas importantes para uma agenda conjunta.

A diretora do Iesalc, Ana Lucia Gazzola, não apenas encampou o discurso de estímulo à aproximação das universidades latino-americanas, como propôs a criação de um fórum permanente de debates para elas. Ela defendeu uma maior inclusão do Brasil na América Latina. Segundo Ana Lúcia, é imperativo a criação de uma "agenda na qual todos se reconheçam". Quem engrossou o coro foi Arquimedes Diógenes Ciloni, presidente da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior).

Ciloni abordou outro ponto que considerou importante na atuação das universidades, o papel que elas podem ter para ajudar também a melhorar a qualidade do ensino basico. "Temos de fazer das universidades federais uma ferramenta de recuperação do ensino básico", declarou ele. O ministro da educação, em entrevista coletiva, também destacou esse aspecto ao falar daquilo que considera o papel social das universidades, tema central dos debates neste congresso. "Vivemos um problema de qualidade da educação básica e a superação desse problema demanda da universidade uma ação pró-ativa. Seja na formação inicial e continuada do professor, seja no apoio à escola pública. São questões fundamentais da nação", disse Haddad.

O ministro destacou ainda a que as universidades desempenham funções estratégicas para a constituição do país. "Diria que o primeiro compromisso das universidades é com suas funções clássicas, de produzir conhecimento, difundir conhecimento e popularizar conhecimento. Conhecimento não pode ser patrimônio de uma elite, mas de toda a sociedade", opinou Haddad. Ele abordou também a questão da formação profissional e técnica como obrigação social das universidades. "O Brasil, sobretudo vivendo o surto de crescimento que vive, depende cada vez mais da formação profissional e técnica dos cidadãos", disse ele.

Para Haddad, há ainda outro importante desafio que não deve ser desprezado, mas discutido amplamente, que é a transformação da produção científica em tecnologia para o sistema produtivo. "Aumentar a produtividade do trabalhador brasileiro também é uma tarefa da universidade. Praticamente todas as funções estratégicas que envolvem educação passam pela universidade", completou o ministro.

Nesta segunda-feira, estão programadas duas mesas de debates no Congresso Internacional de Reitores Latino-americanos e Caribenhos. A primeira delas, sob o tema "Universidade e inclusão Social" começa pela manhã. · tarde, serão discutidas a "Excelência, Relevância e Interação Social".

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