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Reitora da USP elogia acordos firmados com Santander

      
Por Lilian Burgardt

Após a cerimônia de assinatura dos convênios entre USP (Universidade de São Paulo) e o banco Santander, realizada na última quinta-feira, 20 de setembro, a reitora Suely Vilela concedeu entrevista ao Universia para comentar a importância dos três novos acordos: curso de espanhol, iniciação científica e pré-iniciação científica. Segundo a reitora, os três convênios assinados servirão de reforço para a consolidação das prioridades da USP em relação à educação, que são a internacionalização do ensino e pesquisa e a inclusão de jovens do Ensino Médio da rede pública no Ensino Superior.

Universia - Na sua opinião, qual a importância do acordo firmado com o Santander para a promoção do curso de espanhol on-line aos estudantes, funcionários e professores da USP? Tal acordo está alinhado à estratégia da universidade de envolvimento com o tema mobilidade e a preocupação com a internacionalização?

Suely Vilela - O projeto iVale! realmente vem ao encontro de dois dos nossos principais objetivos em relação à USP. Um deles é melhorar a formação do aluno que, por meio de uma língua estrangeira, terá acesso a uma nova cultura, com a chance de participar de um estágio internacional. E, também, consolidar a mobilidade dos estudantes da USP, além de proporcionar à universidade a chance de se preparar para receber alunos estrangeiros, à medida em que o curso também contemplará professores e funcionários. Sendo assim, posso dizer que o iVale! está totalmente alinhado à estratégias da USP no que diz respeito à mobilidade e à internacionalização do ensino e da pesquisa.

Universia - A iniciação científica tem como objetivo despertar nos estudantes o interesse pela pesquisa e pela vida acadêmica, áreas que, na maioria das vezes, não são eleitas como carreiras prioritárias por jovens recém-ingressantes no meio universitário. Na sua opinião, por que fazer iniciação científica é determinante para o jovem e como ela contribui para o incentivo à experimentação acadêmica, a formação de novos doutores e, conseqüentemente, ao desenvolvimento científico e tecnológico do País?

Suely Vilela - A iniciação tem como meta aproximar os alunos da metodologia científica. Essa aproximação destaca características como independência de raciocínio, espírito crítico e criatividade, qualidades valorizadas não só para quem pretende seguir carreira acadêmica, já que elas fazem do jovem um indivíduo mais seguro e capaz para resolver problemas. A iniciação científica também é um dos requisitos para a formação do empreendedor e, na realidade atual, a universidade precisa investir na formação de empreendedores, tanto na graduação como na pós-graduação.

A iniciação científica, por fim, também faz com que o aluno adquira mais maturidade, além de influenciar diretamente na quantidade e na qualidade da formação de novos doutores. Boa parte dos doutores que vivenciaram a iniciação científica acabam fazendo seu doutorado em menos tempo, se envolvendo profundamente com a pesquisa e contribuindo para o desenvolvimento científico e tecnológico do País.

Universia - Apesar de todo o discurso pró iniciação científica, ela ainda está muito restrita às universidades estaduais e federais. Poucas instituições de Ensino Superior particulares investem nessa iniciativa como diferencial para a formação de seus alunos. Até para incentivar que outras instituições apostem nessa idéia, qual o segredo do sucesso da USP em relação à iniciação científica?

Suely Vilela - Em 1993, quando a USP passou a se envolver com a iniciação científica, começou a sediar um seminário sobre o tema permitindo que, além de desenvolver seus projetos, os alunos pudessem discutir idéias e trocar experiências. Esse intercâmbio de idéias é fundamental para bom desempenho de um programa de iniciação científica. No entanto, atribuo o sucesso da USP ao processo de avaliação e ao acompanhamento de cada um dos projetos de pesquisa. Somente os melhores e mais relevantes são escolhidos. Estes, são premiados com uma vivência internacional em que o aluno poderá aprender com novas experiências fora do País.

Em 2006, tínhamos 2.895 bolsistas que recebiam auxílio de agências de fomento à pesquisa como Fapesp (Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo), sem contar outras fontes de fomento como a Petrobras. No mesmo ano, lançamos o programa USP de iniciação científica com recursos próprios da universidade. O programa disponibilizou mais 1.300 bolsas.

Ainda hoje, porém, temos 1.482 alunos na iniciação científica sem qualquer auxílio. Com a entrada dos recursos do Santander teremos mais 600 bolsas (150 por ano nos próximos quatro anos). Esse número ajudará a USP a atender a demanda de projetos qualificados e serirá de estímulo para que novos alunos participem. Então, outro segredo de sucesso é estar sempre em busca de ampliação e aprimoramento do programa para garantir que cada vez mais alunos tenham a chance de participar.

Universia - Até agora, falamos sobre a importância em melhorar a formação dos jovens, dos investimentos em mobilidade e internacionalização do ensino e da pesquisa. Quanto ao novo projeto de pré-iniciação científica, ele vem reafirmar o compromisso da USP com a sociedade uma vez que irá viabilizar o acesso de estudantes do Ensino Médio da rede pública de ensino de São Paulo à experimentação científica? Qual a expectativa da USP em relação a este projeto?

Suely Vilela - O projeto de pré-iniciação científica parte da premissa de alguns pensadores da universidade, especialmente da área de educação, que a grande maioria dos alunos do Ensino Médio da rede pública de ensino não conhece instituições como USP, Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Ou, se conhecem, se sentem desestimulados a participar de seus vestibulares, além de apresentarem profunda falta de auto-estima com relação a si próprios e a seu futuro.

O projeto de pré-iniciação científica, dentre seus inúmeros benefícios, pretende mostrar a estes alunos uma outra realidade. Queremos que eles tenham contato com os laboratórios e com o universo científico para que despertem sua curiosidade e se interessem por uma área que eles nem imaginavam até então. Assim, acreditamos que eles poderão traçar um novo projeto de vida e, em curto prazo, ingressar em uma universidade, mesmo que não seja a USP. Por meio desse programa, queremos devolver aos estudantes a capacidade de sonhar com um projeto de vida, seja a começar por uma escola técnica, uma faculdade ou uma universidade.

Universia - Como a parceria com o Santander contribuiu para a criação destes três novos projetos e qual a posição da USP em relação à política do Banco de investir em educação?

Suely Vilela - Sem dúvida, todos os projetos apresentados só saíram do papel pelo profundo interesse, envolvimento e compromisso que o Santander demonstra ter com a educação. Gostaria de ressaltar, porém, que este projeto de pré-iniciação científica - iniciativa pioneira no estado - só foi concretizado graças ao apoio imediato e à sensibilidade de Dom Emílio Botín, que possui um olhar diferenciado para a educação. Para a USP, é elogiável o papel que o Santander e o Universia têm desempenhado em prol da educação no Brasil.

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