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Harvard: o case de sucesso

      

Por Lilian Burgardt

Se o assunto é a captação de recursos, Harvard é, sem dúvida, o exemplo de destaque. Bill Gates foi o último doador a causar frisson destinando milhões de seu patrimônio para engordar os cofres da universidade. Por que, afinal, a universidade consegue ser tão forte no fundraising? Segundo a diretora do CFR (Escritório de Relações entre Corporações e Fundações) da Universidade de Harvard em Boston, Ellen M. Sullivan, são vários os elementos fundamentais que fazem da captação de recursos em Harvard uma estratégia bem sucedida. Muitos deles poderiam ser aplicados em instituições brasileiras.

As doações de Harvard são compostas por um fundo gerenciado pela HMC, composto por mais de 11.000 fundos separados. Cerca de 84% dos fundos são para objetivos específicos, não para financiar novas atividades. A primeira doação foi recebida em 1637 e, como prova de reconhecimento ao doador, há uma estátua em sua homenagem na entrada da instituição.

Os fundos de Harvard financiam nove instituições separadas incluindo: Harvard Business School, Harvard Law School, Harvard Medical School, Harvard Graduated School of Education, Harvard School of Public Health, Harvard School of Engineering ad Applied Sciences e Faculty of Arts and Sciences/Harvard College. Além disso, também apóiam 20.000 estudantes, 15.000 professores, 18.000 funcionários e financiam a existência do maior acervo de biblioteca do mundo entre universidades.

Segundo Sullivan, todo o dinheiro vindo de doações permite à instituição não só manter, mas avançar na missão de ensino e pesquisa na universidade, proteger o programa da universidade da volatilidade econômica e, por fim, prover bolsas para estudantes de baixa renda.

Hoje, após quase 400 anos de experiência em fundraising, Harvard contabilizar 34,5 bilhões de dólares. Diante deste número, muitos se perguntam: como Harvard poderia precisar de mais dinheiro? A resposta de Sullivan para esta pergunta é: ?só com a continuidade das doações é possível continuar criando programas de pesquisas e cursos inovadores, atraindo mais professoras qualificados que garantam a qualidade do ensino expandindo as instalações da universidade?, disse.

Como Harvard consegue tantas doações? Segundo Sullivan, além, é claro da isenção fiscal favorecer tal comportamento, as pessoas simpatizam e compartilham com a missão educacional e social de Harvard. "Essas são as razões pelas quais conseguimos arrecadar tantos recursos", diz.

Por que as pessoas não doam para universidades no Brasil? Sullivan defende que a captação de recursos não é um desafio apenas para o Brasil, diversas universidades a redor do mundo e mesmo nos Estados Unidos apresentam dificuldades para captar recursos. Seu conselho é criar uma base de apoio forte a fim de mostrar seu trabalho, convencendo e estimulando as pessoas a doarem para suas instituições.

Segundo Sullivan, isso pode ser feito à medida que as instituições identificarem seus pontos fortes, e de alavancagem, o que se pretende fazer no futuro, quantos recursos serão necessários para isso e, afinal, por que investir em sua instituição? "Com essas respostas as universidades podem começar a traçar sua estratégia a fim de atingir a população e a iniciativa privada, trazendo-as para seu lado em prol da educação", disse.

Por fim, Sullivan destacou que a captação de recursos requer, além de estratégia e pesquisa, muita paciência. "Em Harvard, são mais de 400 anos de experiência com a captação de recursos. Nossos números servem de exemplo do que é possível fazer com a persistência no fundraising", concluiu.

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