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Passo-a-passo para um bom fundraising

      

Por Lilian Burgardt

A primeira plenária da noite desta sexta-feira, 21 de setembro, contou com a presença do Dr. James Honan, co-presidente do IEM em Harvard (Institute for Educational Management, em português, Instituto para Gestão Educacional). Convidado para discursar sobre a experiência bem-sucedida de Harvard e do fundraising como prática comum às universidades norte-americanas, Honan discorreu sobre o tema acrescentando que o know how dos americanos pode ser amplamente difundido e consolidado no Brasil, desde que as instituições aprendam a captar recursos de maneira correta.

Honan defendeu que tal tarefa implica no distanciamento da simples busca por fundos e passa por um entendimento da instituição como um todo, ou seja, é preciso saber para que são precisos recursos, onde e como serão aplicados. "Antes de imaginar que a iniciativa privada, ex-alunos e investidores em potencial precisam ser convencidos a investir em sua instituição de ensino, é preciso ter claro qual o caminho que se pretende seguir e quais estratégias serão necessárias para guiá-lo até seu objetivo final."

A fim de facilitar este caminho, o especialista pontuou, passo-a-passo, o que as instituições devem ter mente para que sua estratégia dê certo. O roteiro apontado por Honan pode ser resumido em quatro perguntas, as quais as respostas devem estar assimiladas pelos gestores, são elas: as metas da organização são consistentes com seus recursos? Os recursos e os usos dos recursos combinam? Há eqüidade inter-geracional? Os recursos atuais são sustentáveis?

Honan defende que este roteiro parte da premissa de onde a instituição está e para onde ela quer ir. Assim, é preciso saber a resposta para cada uma delas, a fim de ter um planejamento estratégico em curto, médio e longo prazo para crescer com sustentabilidade e, principalmente, para exibir transparência aos possíveis doadores conquistados com a estratégia do fundraising. "No Brasil, assim como no resto do mundo, todo e qualquer doador exige transparência e retorno do que foi desenvolvido com o recurso doado. Daí a importância de ter um plano estratégico contendo indicações de onde, como e porque o dinheiro será aplicado em determinada área, além do que se espera em termos de retorno", explicou.

Segundo o especialista, a probabilidade de sucesso de um novo projeto ou da ampliação dos serviços prestados por uma instituição depende de uma série de fatores, nesse caso, ainda que o planejamento estratégico não seja a garantia do retorno daquilo que foi investido, trata-se de uma ferramenta que facilita a gestão organizacional porque confere transparência, credibilidade e seriedade ao trabalho desenvolvido na instituição.

Para ter mais chance na captação de recursos, Honan aconselha os dirigentes das instituições de ensino superior a alinhar as estratégias de arrecadação de fundos com as características organizacionais. Para isso, deve-se levar em conta a missão/identidade da instituição, o ciclo de vida organizacional, o tamanho de sua universidade e, também, competências e habilidades de gestão de arrecadação de fundos. "Quando se pensa em angariar fundos, é preciso ter em mente a sua realidade e condições de expansão. Só assim será possível tangibilizar a quantia necessária para garantir o crescimento sustentável e identificar os potenciais doadores para essa transformação", explicou.

No Brasil, governo, fundações, corporações, indivíduos, taxas e empreendimentos auxiliares/subsidiários são citados por Honan como fontes potenciais para a geração de receita e arrecadação de fundos.

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