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Políticas de Aquisição e fusão das IES

      

A última palestra desta sexta-feira, marcando o encerramento do 9º FNESP (Fórum Nacional Ensino Superior Particular Brasileiro Qualidade, Concorrência e ?tica na Educação Superior) discutiu como a política de aquisição e a fusão das IES (Instituições de Ensino Superior) têm impacto no ensino universitário brasileiro. O presidente da Kroton Educacional S/A, holding educacional correspondente à Faculdade Pitágoras, Walter Luiz Diniz Braga, iniciou sua palestra contando sobre a parceria da Faculdade Pitágoras com a Apollo International e as principais mudanças provocadas na gestão e no ensino do grupo.

O especialista - que defende a aquisição de instituições e parcerias com empresas de capital estrangeiro - afirmou que a fusão com o grupo internacional, não só serviu para prover as mudanças necessárias a fim de oferecer ensino superior de qualidade, mas também para ajudar a criar uma estrutura gerencial muito mais forte e eficiente dentro da instituição. ?Evidentemente muitos criticavam a parceria. Falavam em mercantilização da Educação. Acredito e defendo que a entrada do capital estrangeiro permitiu que investíssemos na instituição e evoluíssemos tanto em qualidade de ensino como de infra-estrutura predial e organizacional", disse.

Em 2005, quando uma mudança de estratégia da Apollo International somado a alguns revezes de fusões similares no exterior ameaçava a instituição, a faculdade estava tão fortalecida e preparada que, diante da possibilidade da saída do grupo internacional, somou esforços e conseguiu comprar os 50% de sua sociedade que estava nas mãos do grupo estrangeiro. Assim, abocanhou o melhor dos dois mundos: cresceu com regularidade por intermédio da parceria e se fortaleceu para caminhar sozinha quando foi necessário.

Na opinião de Braga, tanto a entrada como a saída do grupo Apollo serviu de lição e aprendizado de como as IES privadas, por meio de aquisições e fusões, podem se fortalecer no mercado. A Faculdade Pitágoras abriu para os investidores o seu faturamento e de quanto precisava para expandir ainda mais seu trabalho, após essa "conversa" foram arrecadados 480 milhões de reais para tirar os projetos do papel. "Hoje, nossa situação é muito mais favorável do que anos atrás quando ainda não tínhamos firmado a parceria com o grupo internacional", disse Braga.

Para ele, o estímulo de acordos como esse devem ser cada vez mais freqüentes porque desmistifica a relação predatória que o brasileiro tem do investidor estrangeiro que investe em educação. "Quando falamos em investidor estrangeiro todos estremecem de medo, quando na verdade deveriam saber que é um investidor que não quer resultado em curto prazo, mas em médio e em longo. O investidor de educação quer que seu negócio tenha sustentabilidade e ele sabe que, em educação, isso leva tempo", destacou.

Outro argumento utilizado por Braga em prol das parcerias estrangeiras é a necessidade das instituições adquirirem e investirem em uma visão empresarial para o negócio da educação. Segundo ele, não há como crescer e oferecer ensino de qualidade sem equilibrar a visão educacional com a empresarial, a entrada de grupos estrangeiros fomenta essa visão de negócio. "Aquele que se vê diante do dilema: ou abro a missão do ensino ou penso nos negócios pode estar certo que já está no caminho errado. A arte de levar uma instituição privada de ensino superior ao sucesso está justamente na competência em equilibrar essas duas dimensões", destacou.

Por fim, o especialista criticou a falta de regulamentação do MEC (Ministério da Educação) em relação às IES privadas. Ele destacou tal fator como entrave para a viabilização de parcerias como estas. Além disso, reclamou que a atual regulamentação só engessa o sistema quando, na verdade, deveria oferecer condições para que ele operasse com qualidade. "A falta de regulação não garante transparência ao setor, algo primordial para atrair o investidor estrangeiro, tanto no que diz respeito à aquisições como fusões", reclamou.

Como alerta aos colegas presentes no evento, Braga destacou que a entrada de capital estrangeiro não deve amedrontar, mas também não pode ser vista como a única alternativa de crescimento para as IES. Ele defende que, em um universo cada vez mais globalizado, o sistema educacional brasileiro - composto por excelentes instituições de ensino, tanto públicas como privadas, precisa correr e se preparar para a concorrência internacional, não só pensando em fechar o mercado brasileiro, mas em expandir o seu negócio para fora do País. "Nós, como empreendedores nacionais, devemos estar atentos a este movimento mundial, não somente para defender o patrimônio, mas para criar condições de competir em nível internacional", concluiu.

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