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Já na faculdade, idioma ainda é desafio

      

Por Marcel Frota

"A gramática é complicada. O português tem tantas exceções e regras que, meu Deus...". O colombiano Steven Nicolás Franz Pe¤a, 20 anos, sofre com a língua portuguesa. Não tanto pela compreensão do que as pessoas lhe dizem, mas por se cobrar para falar o idioma perfeitamente. "Quero limpar o jeito de falar, é mais a questão da fonética. Não sinto que atrapalha", diz Pe¤a. A mãe dele é brasileira, mas ele viveu até os 15 anos na cidade de Bogotá, na Colômbia. Veio para o Brasil por causa da família e desde então tenta se adaptar, primeiro às novas cidades, depois à nova língua.

"Morei em Chapecó (cidade do extremo oeste catarinense), minha família estava lá. Foi complicado me adaptar a uma cidade pequena porque vim de Bogotá. A cabeça das pessoas é diferente e não tem muita coisa para fazer, foi complicado", lembra ele. Mesmo com a diferença de cidade, Pe¤a se sentiu bem com a receptividade que encontrou. "O pessoal aqui é muito gentil. Ia caminhando nas ruas e as pessoas cumprimentavam. ? bem a característica do povo brasileiro", afirmou.

Hoje, quase cinco anos depois de sua chegada, Pe¤a mora em Florianópolis e estuda design na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). "Vir para o Brasil foi mais uma decisão familiar, todos queriam vir. Achei interessante, mas não sabia que curso fazer". A mudança para uma cidade maior o ajudou a matar a saudade da agitada Bogotá. E depois das amizades que fez, Pe¤a já se considera bem adaptado. Mesmo em relação à língua.

"Na verdade, quem fala espanhol, tem mais facilidade em aprender o português, o vocabulário é bem parecido. Para ler eu me viro bem, não é problema, mas televisão foi complicado. Não gosto dos canais, a programação não é atrativa, tem muita novela. Lá na Colômbia era mais variado, tinha mais programação educativa, mais filmes", opina, falando com um sotaque cada vez mais suave e quase imperceptível.

O colombiano não sabe ainda se vai ficar no Brasil, embora considere a possibilidade com bastante carinho. Ele conta que há dois anos já faz trabalhos na sua área, principalmente com desenvolvimento de materiais gráficos. Na relação com os amigos na faculdade, Pe¤a não escapou das piadas, mas nada que ele considere de mau gosto, ou com intenção de magoá-lo.

"Não considero que haja discriminação. As pessoas se interessam por pessoas de outras culturas, fui bem recebido. Isso ajudou muito, em nenhum momento me trataram mal. Havia brincadeiras, pelo fato de ter vindo de um país que tem guerrilha, acontece e você ri junto, não é pejorativo", garante ele.

E se por um lado Pe¤a admite ter adorado a culinária brasileira, por outro ele ainda é saudosista em relação a alguns sabores tipicamente colombianos. "Sinto falta das frutas que tinha lá na Colômbia, por outro lado conheci algumas que não tinha lá".

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