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Notícias

Celebração à inovação e criatividade

      


- Prêmios à inovação: conheça o Prêmio Santander

- Palavra dos campeões: quem já ganhou conta sua história

- Caminho das pedras: dicas para ser um vencedor

- Orientação valiosa: Comissão julgadora dá dicas para um bom projeto

- Em sua terceira edição, Prêmio confirma relevância no Ensino Superior


Por Marcel Frota, de Porto Alegre (RS)

Pesquisadores e estudantes homenageados juntos. Foi assim a primeira cerimônia de premiação regional da 3¦ edição dos Prêmios Santander de Empreendedorismo e Ciência e Inovação realizada nesta quarta-feira, 24 de outubro, na cidade de Porto Alegre. Os ganhadores do módulo azul, que inclui a região Sul do Brasil e o estado de Minas Gerais, vão agora assistir as próximas premiações regionais de camarote e aguardar a grande final nacional, marcada para o dia 29 de novembro em Brasília. Ao todo, serão distribuídos R$ 350 mil em prêmios aos vencedores. Na capital gaúcha, o que se viu foi um festival de criatividade e inovação que dificultou o trabalho da comissão julgadora. Afinal foram 1.522 inscritos e somente 13 selecionados para a final. (Confira a galeria de imagens no final desta matéria)

"Mas não foi uma surpresa a grande quantidade de trabalhos bons. A região Sul sempre se destacou. Assim como Minas Gerais. São regiões que dão trabalho para a gente. Fica difícil escolher somente dois trabalhos por categoria", disse Alexandre Prado, membro da comissão julgadora dos projetos da área de empreendedorismo. "A gente percebe inovação e alta tecnologia juntos, mas sem abrir mão da vocação regional. Isso é uma coisa que melhora até a base econômica da região", acrescentou Prado.

De fato, os premiados apresentaram trabalhos que chamam a atenção do ponto de vista da criatividade aliada ao uso de tecnologias. ? o caso, por exemplo, do projeto de "Tinta condutora para placas e circuitos eletrônicos" de estudantes da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), finalista na categoria Indústria ao prêmio de empreendedorismo.

A idéia é substituir as trilhas de cobre dos circuitos eletrônicos. "A inovação do projeto é fazer essas trilhas com tinta. Para isso, usamos nanotubo de carbono condutor, o que torna a tinta mil vezes mais condutora do que o cobre", explicou João Wagner Lopes de Oliveira, responsável pelo grupo classificado para a final. Ele conta que o alvo inicial são os aparelhos portáteis, como celulares, laptops e MP3 players. Segundo Lopes, a tinta torna os circuitos mais leves e mais potentes e elimina dos aparelhos a solda e o chumbo, metal nocivo à saúde. "O prêmio nos ajuda a implementar essa idéia. Muitas vezes temos o projeto, mas ele não é viável. O concurso nos ajudou a viabiliza-lo", declarou Lopes.

Já Igor Cavalcante Brant teve uma idéia aparentemente simples, mas que resolve um problema complexo: acessibilidade universal a construções histórias. Ele diz que por uma questão cultural da época, muitas construções antigas que hoje são tombadas e, portanto, proibidas de ser alteradas, não possibilitam o acesso a deficientes físicos. Classificado para a final na categoria Cultura e Educação, Brant idealizou um prédio anexo a essas construções. Essa edificação pode ser totalmente adaptada e é por meio dela que pessoas com mobilidade reduzida teriam acesso ao prédio histórico. "A inovação está justamente nos fluxos de acesso e circulações criados tanto para o anexo quanto para a construção tombada. Concorrer ao prêmio ajudou no sentido de divulgar um empreendimento através da Internet, o que facilitou a execução dele e na busca por possíveis patrocinadores", explicou Brant.

O viés ecológico foi o elemento que inspirou o grupo encabeçado por Liangrid Lutiani da Silva, classificado na categoria "Tecnologia da Informação e Comunicação". A proposta prevê a criação de um reservatório, controlado por um software, para armazenar a água utilizada numa determinada construção - casa, prédio ou seja lá qual for. Esse software vai controlar a qualidade da água já utilizada para garantir que ela cause o mínimo de dano possível ao meio ambiente quando for descartada. Ele destacou o apoio que recebeu de sua universidade, a PUCRS e confessou o nervosismo com a classificação. "Estou até agora meio atordoado com essa conquista. Agora caiu a ficha e fico muito feliz, é uma vitória do grupo", disse ele.

Tisha Cristina Bordón criou com seus colegas da UERGS (Universidade Estadual do Rio Grande do Sul) o projeto de uma empresa de consultoria ambiental. Ela recebeu a menção honroza na categoria "Biotecnologia" e segue para a final nacional. "? uma consultoria que visa utilizar processos biotecnológicos para reutilização de materiais no tratamento de resíduos", resume ela. "Desde o começo do curso queríamos montar a empresa. Tínhamos a idéia, mas não conseguiríamos viabilizar a realização e o prêmio tornou possível realmente fazer o projeto", afirmou Tisha.

Alem destes, foram classificados para a final nacional de Brasília os projetos: Beneficiamento industrial de cascas de ostras e mariscos, de Christian Jung, da Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina); Marcadores de identificação de proteínas, de Emy Niyama, da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) - ambos na categoria "Biotecnologia" -; o Dosador de herbicidas, de Márcio Albuquerque Moreira da Silva, da UFRGS, categoria "Tecnologia da Informação e Comunicação; e Produção de conteúdo educativo, de José Francisco Peligrino Xavier, da Univali (Universidade do Vale do Itajaí), na categoria "Cultura e Educação".

Ciência e Inovação

Além dos estudantes, cinco pesquisadores também ganharam seu ingresso para a final nacional do Prêmio Santander de Ciência e Inovação. Na categoria "Biotecnologia", álvaro Cantini Nunes, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), com a Imunização de frangos de corte, e Diógenes Santiago Santos, da PUC-RS, com Medicamentos para a tuberculose foram os escolhidos. Na categoria "Tecnologia da Informação e Comunicação, ganharam o direito de ir à final Mark Alan Junho Song, da UFMG, com um projeto de Identidade genética, e Jacques Duílio Brancher, da UFRGS, com Jogos educativos de computador. Fecha a lista Carlos Alejandro Figueroa, da UCS (Universidade de Caxias do Sul), com o projeto Revestimento de ferramentas, na categoria "Indústria".

Rodrigo Richard Gomes compareceu à premiação para representar Mark Alan Junho Song. Ele conta que a proposta de Identidade genética nasceu depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 contra as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, nos Estados Unidos. Ele diz que até hoje, centenas de famílias ainda não tiveram a confirmação sobre a identidade de seus parentes mortos no suposto ataque terrorista. "Propomos uma nova metodologia no reconhecimento de corpos de vítimas de grandes tragédias. No caso do World Trade Center, serão necessários milhares de exames de DNA para se chegar às verdadeiras identidades. Nossa idéia é, por meio dessa nova metodologia de aplicação do exame de DNA, reduzir esse tempo e as possibilidades entre as famílias", explicou Gomes. "O prêmio tem grande visibilidade e mesmo que não ganhemos a final nacional, podemos ainda sim conseguir atrair patrocinadores", completou o pesquisador.

O mineiro álvaro Cantini Nunes, da UFMG, usou uma pesquisa recente dele para se inscrever no prêmio. Como existem restrições atualmente ao uso de antibióticos em frangos pra o combate da Eimeriose, doença comum em galinhas e que causa grandes prejuízos econômicos aos criadores, Nunes desenvolveu uma vacina. "? uma vacina que vai ser barata porque é feita à base de bactérias, é de fácil inoculação porque é feita por via oral e, além disso, não deixa resíduos na carne do animal", declarou Nunes. "Acho que essa conquista vai ter um peso na busca de parcerias. Se havia alguém em dúvida, essa indicação como finalista vai ajudar o projeto", aposta ele.

Quem não se lembra do quão chato é fazer a famosa lição de casa? Pois Jacques Duílio Brancher, da UFRGS, quer mudar isso. "A idéia é transformar a tarefa de casa dos alunos numa atividade lúdica. Ao invés do tradicional exercício, os alunos jogariam jogos de computador. Na medida em que jogam, o sistema armazena as informações sobre erros e dificuldades", explicou o pesquisador. Segundo ele, os jogos educativos estão em fase de testes com cerca de 100 alunos do Ensino Fundamental. O objetivo dele é angariar fundos para formar uma equipe completa de educadores capazes de criar jogos para todo o conteúdo do Ensino Fundamental. Ele acredita que a exposição proporcionada pelo prêmio pode ajudá-lo nessa tarefa.

A idéia do argentino Carlos Alejandro Figueroa é simples, mas, segundo ele, pode render bons resultados. A proposta prevê o revestimento de ferramentas e matrizes industriais para aumentar a vida útil dessas peças. O projeto foi idealizado há dois anos. Bem-humorado, Figueroa conta que no ano passado inscreveu um outro projeto, mas ele não foi selecionado. E ele promete mais para o ano que vem. "Ano que vem inscrevo outro. Se tenho idéias, vou participar", promete. "O prêmio ajuda porque além da premiação em dinheiro tem toda a visibilidade, o que permite que outras pessoas e empresas conheçam a idéia e até invistam", aposta ele. Figueroa esbanja humildade ao elogiar outros projetos e diz sem pudores que não acredita na vitória na grande decisão.

As próximas cerimônias regionais estão marcadas para os dias 29 de outubro, em São Paulo, - para o anúncio dos finalistas do módulo amarelo - e 31 de outubro, no Rio de Janeiro, - quando serão apresentados os ganhadores do módulo verde. Cada módulo representa uma divisão regional do prêmio. Os vencedores da final nacional serão anunciados no dia 29 de novembro, em Brasília.

Galeria de imagens da premiação

Clique nas imagens abaixo

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