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Vitrine da solidariedade

      

Por Larissa Leiros Baroni

O próximo final de semana promete agitar o meio universitário da capital paulista. Instituições de ensino superior se reúnem para a realização da I Virada Universitária, uma iniciativa da Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento com o apoio da Abmes (Associação Brasileira das Entidades do Ensino Superior), do Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimento de Ensino Superior de São Paulo), do Universia, do Instituto Faça Parte, do Centro de Voluntariado de São Paulo, do Centro Universitário Belas Artes e das Faculdades Integradas Rio Branco.

"Acredito que as universidades estão cada vez mais se envolvendo nesse tipo de procedimento e, de alguma maneira, a potência social está atavicamente ligada ao papel da universidade, na medida em que ela tem que formar indivíduos e cidadãos, e não apenas especialistas. A sociedade se forma através devárias facetas que são tratadas, inclusive pela própria universidade, o que faz com que ela amplie sua atuação", afirma a diretora-geral do Universia, Alina Correa.

Durante todo o sábado, 27 de outubro, ações sociais praticadas pelo universo acadêmico serão espalhadas por São Paulo como um grande movimento em prol da solidariedade. O Universia vai acompanhar as principais iniciativas durante todo o sábado. Não perca!

As atividades envolvem diversas áreas do conhecimento. Enquanto alguns alunos estarão envolvidos com a prestação de assistência jurídica e odontológica à sociedade, outros oferecem vacinação de animais, oficinas educacionais e até leitura de histórias para crianças. E você, qual será o seu papel nessa mobilização? Você também está convidado a participar da Virada Universitária. Se já pratica alguma atividade social, essa pode ser uma excelente oportunidade para trocar informações com outros grupos e outras instituições. (Confira no link ao lado as universidades participantes e os projetos de cada uma delas)

Além de ser a vitrine para as atividades sociais conduzidas dentro dos muros escolares durante todo o ano letivo, muitas vezes desconhecidos pela sociedade, o evento pretende despertar a cultura do voluntariado nos estudantes. "O universitário, em posição privilegiada diante da maioria, tem um papel fundamental para a melhoria da qualidade de vida e da equidade da população brasileira", ressalta a coordenadora de projetos universitários do Instituto Faça Parte, Thais Certain. "? preciso ter essa consciência e por a mão na massa", completa.

Esse tipo de voluntariado que antes parecia ser modismo tem perdido cada vez mais espaço na vida de muitos estudantes. Mas é possível aproveitar suas habilidades profissionais para ajudar o próximo. "Se todos tivessem consciência social e fizessem a sua parte, tudo poderia ser diferente", acredita o secretário estadual de assistência e desenvolvimento, Rogério Pinto Coelho Amato. "E nós, governo e meio acadêmico, temos o dever de estimular essa prática."

Essas ações, segundo o presidente do Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior de São Paulo), Hermes Ferreira Figueira, não representam um ganho apenas a sociedade, mas também para estudantes e instituições de ensino. "Fortalece a imagem e a credibilidade da universidade e contribui para a formação acadêmica dos futuros profissionais", ressalta.

Uma experiência bastante admirada pelo mercado de trabalho, já que enriquece a formação acadêmica, profissional e pessoal dos universitários. Quantas vezes ao preencher uma ficha de emprego ou estágio você se deparou com a seguinte questão: "Pratica ou já praticou alguma ação social?". Provavelmente essa pergunta não está lá por acaso. "No momento de uma contratação, o seu envolvimento social pode fazer toda a diferença", alerta Figueira.

Além disso, o voluntariado possibilita o contato com diferentes áreas profissionais, o desenvolvimento da maturidade pessoal para melhor exercício profissional, a ampliação de contatos no mundo do trabalho e o desenvolvimento de habilidades específicas para a carreira. Em alguns casos, pode ser a experiência profissional que estava faltando no seu currículo. "Ninguém pode ser um bom profissional se não for um bom cidadão", alerta Thais.

Procure se informar e participar das atividades sociais de sua universidade. E se você pretende ingressar no Ensino Superior, antes de fazer a escolha da instituição, avalie se ela está engajada com a sociedade. "Essa simples análise pode fazer toda a diferença na sua formação", alerta o presidente do Semesp.

Movimento ainda maior

Este evento é apenas o ponto de largada para um movimento ainda maior. Inicialmente, o projeto abrange a cidade de São Paulo, mas, em 2008, a iniciativa será aberta a todas as instituições de Ensino Superior do Estado e nos próximos anos aberta para todo o Brasil. Segundo o secretário, todo o último sábado do mês de outubro será marcado pela Virada Universitária, que deve reunir todas as ações de solidariedade e responsabilidade social. "Uma forma de não deixar adormecer a discussão e ampliar a cada ano as práticas", afirma Amato.

"Espero que o evento seja um marco, que consigamos ter em todos os anos. E que, de fato, ele tenha peso para que transborde a questão do dia da virada, da cidade de São Paulo, e que possa ser implantada de uma maneira ampla e até mais natural, fazendo parte do cotidiano das pessoas", complementa Alina. Além do evento, o site www.viradauniversitaria.sp.gov.br irá congregar em um banco de dados todas as melhores práticas promovidas pelas instituições de ensino e universitários. Os projetos poderão ser conhecidos e auxiliar em pesquisas e referência para novas práticas de cidadania em todos os setores. Por isso, se você pratica ações sociais junto a sua instituição, converse com seus coordenadores e faça parte desse cadastro.

"O projeto dará visibilidade ao trabalho realizado pelas instituições em caráter permanente. ? uma iniciativa de mostrar a sociedade que as universidades ocupam e exercem uma função social e não só comercial, como muitos acreditam", aponta Figueira. Para Amato o movimento também serve de incentivo a outros setores. "Assim como as instituições de ensino podem se organizar, outros órgãos e entidades também podem fazê-lo e causar uma transformação positiva em benefício do país", diz.

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