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I Virada Universitária

      

Por Larissa Leiros Baroni, de São Paulo

A manhã paulista do sábado, 27 de outubro, começou bastante agitada. Universidades, estudantes e sociedade se reuniram para a realização da I Virada Universitária. Cada instituição de ensino se mobilizou de uma forma. Enquanto umas abriram as suas portas para a comunidade, outras se deslocaram até ela. E o Universia foi conferir de perto todas as ações desenvolvidas nesse dia dedicado à responsabilidade social

A primeira visita foi ao Centro Universitário Belas Artes, onde ocorreu o IV Fórum Educação, Competências e Valores. A iniciativa reuniu personalidades nacionais e internacionais de pedagogia, estudantes da área e a comunidade para apontar os caminhos para uma maior inclusão do cidadão na educação. "A quarta edição do fórum incidiu de acontecer junto com a Virada. Uma coincidência divina, já que reforça a participação ativa da instituição na sociedade", afirma a coordenadora de Programa Especial de Formação Pedagógica da Belas Artes, Maria Aparecida Alcântara.

A próxima parada foi nas Faculdades Integradas IPEP. Além de palestras sobre qualidade de vida, elaboração de currículo, relacionamento interpessoal, a instituição, por meio dos seus funcionários e professores, ofereceu oficinas de teatro e arte, orientações jurídicas e serviços de manicure e cabeleireiro aos moradores do bairro da Liberdade. "A nossa responsabilidade social não se resume a essas 24 horas", diz o diretor da IPEP, professor Vicente de Paulo Oliveira. "Esse dia é o momento de abrirmos nossa casa à comunidade para aprendermos e colaboramos com ela".

No Ipiranga, quem marcou presença foi a São Camilo, que ofereceu avaliações postural e de risco cardiológico e diabetes, orientação nutricional, apresentações musicais, de judô e de capoeira e oficinas de terapia ocupacional aos morados do bairro. "Participar do movimento é uma forma de tornar público todas as nossas ações voltadas ao desenvolvimento social da comunidade", ressalta o pró-reitor administrativo da faculdade Paulo Eduardo Marcondes.

Em quatro horas, a Unibero conseguiu receber a visita de aproximadamente 600 pessoas, entre elas crianças, adultos e idosos. "Fizemos uma divulgação muito grande nas igrejas e nas escolas da região para ataí-los para dentro da universidade", afirma a pró-reitora acadêmica da instituição, professora Alexandra Silveira Mastella. Mais de 35 alunos e outros 48 funcionários se reuniram para oferecer atendimento jurídico, recreação, auto-exame de mama, glicemia e pressão arterial, orientações postural e de desenvolvimento infantil e ações anti-tabagismo.

A FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) e a Cásper Líbero fizeram diferente: instalaram-se em lugares públicos para interagir de modo mais natural com a comunidade. "Um abraço na Liberdade" foi o tema celebrado pela FMU, que reuniu 100 alunos de Música, Enfermagem, Medicina Veterinária, Serviço Social, Moda e Design na Estação Liberdade para a aferição de pressão arterial, orientação de prevenção de hipertensão, apresentações musicais, adoção de animais e exposição de arte. "A universidade não pode se preocupar apenas com a formação profissional de seus alunos, mas, sobretudo, na formação social deles", pontua a vice-reitora da faculdade Letícia Soares de Vasconcelos Sampaio.

Os alunos da Cásper Líbero montaram uma tenda no Parque Trianon para a realização de mais um "Café Filosófico". Além de apresentações musicais, a iniciativa reúniu profissionais para a reflexão de alguns temas que geralmente só estão presentes em sala de aula. "Uma forma de possibilitar que a população menos privilegiada tenha acesso ao que se estuda na graduação", explica o coordenador do projeto, professor Francisco José Nunes.

Percepções

O advogado Lucas Trolesi, um dos voluntários do movimento, ressalta a importância da sua participação em seu crescimento profissional e pessoal. "Tenho consciência de que faço parte de uma parcela privilegiada no Brasil, por isso tenho o dever de devolver à sociedade o que eu pude receber", aponta. "Sem contar o fato de me sentir útil diante de uma comunidade ainda tão carente de informações", completa.

Para a universitária de fisioterapia da São Camilo Renata Keiko Takno, 19 anos, a prestação de serviço gratuita à sociedade carente faz parte da responsabilidade de cada profissional. "Além de ser gratificante, é uma forma de desenvolver os seus conhecimentos profissionais", aponta. Já a estudante de Administração Hospitalar da IPEP Elivania Moreira dos Santos, 20 anos, dessa vez esteve no evento apenas como espectadora, mas promete voltar ano que vem como voluntária. "Reconheço a importância de eventos como esse para o crescimento da sociedade e sei que também tenho muito a contribuir", enfatiza.

A comunidade também ficou bastante satisfeita com o resultado e os reflexos que o movimento trouxe. "Iniciativas como essa só colaboram para a humanização da cidade", avalia a arquiteta Regina Peres, 43 anos, que visitou e participou das ações da FMU. "Bom para a universidade, excelente para o estudante e melhor ainda para a sociedade", conclui.

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