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Virada Universitária resgata a cidadania, diz Kassab

      

Por Marcel Frota, de São Paulo

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, disse durante visita a uma universidade na Zona Leste da capital paulista que a administração municipal poderia até fechar parcerias com Instituições de Ensino Superior para ajudar em projetos desenvolvidos por elas na "Virada Universitária". Segundo o prefeito, essa possibilidade teria de passar por um processo de avaliação "caso a caso". Para Kassab, a "Virada Universitária" é um instrumento de resgate à cidadania.

"? um projeto de cidadania, na medida em que você dá a todos os cidadãos a oportunidade de ter acesso a um sistema de saúde qualificado como é o que acontece aqui hoje, orientação no campo psicológico ou no campo do direito. Você resgata e trás cidadania e dignidade para essas pessoas", afirmou Kassab, que acrescentou que sua presença na virada também era uma forma de incentivar e divulgar a idéia.

"Tudo que o poder público tomar conhecimento que sejam iniciativas positivas, favoráveis à integração com a comunidade e que tragam benefícios para a comunidade, temos a obrigação de divulgar. Minha presença aqui hoje é no sentido de estimular, não apenas para conhecer, até porque já tinha ciência da extensão e dos conceitos desse projeto, mas com a presença mostrar o apoio da prefeitura a iniciativas como essa", completou Kassab.

O secretário de estado da Assistência e Desenvolvimento Social, Rogério Amato, também visitou instituições que participavam da Virada. Durante o sábado, ele esteve em oito instituições de ensino superior para visitar os projetos sociais das universidades. Amato declarou que o projeto da Virada é algo que beneficia não apenas a própria universidade, mas também os alunos que participaram desses processos. "Imagina que você vai contratar uma pessoa e tem dois candidatos com o mesmo currículo. Um deles é aquele estudante que fez esse tipo de serviço (voluntário), o outro não. Qual será aquele que será contratado? ? evidente que é aquele que teve essa oportunidade, porque ele vai saber como trabalhar em grupo, ele vai ter empatia para trabalhar com as pessoas. O mundo virtual tira essa capacidade das pessoas de conviver", disse ele.

Para Amato, a Virada Universitária foi mais uma forma de reconhecimento e divulgação daqueles projetos sociais e atividades que as universidades já desenvolvem ao longo de todo o ano. "Um universitário no Brasil hoje é um entre onze pessoas nessa faixa etária, é uma pessoa que tem um privilégio. Ele tem o dever, entre outras coisas, de fazer esse tipo de coisa dada essa condição. Mas a maioria deles não tem nem como fazer, não é canalizado isso. Então esse esforço (a Virada Universitária) é no sentido de reconhecer. Isso não é um evento, isso é um dia em que se mostra tudo isso", afirmou Amato.

O secretário lembrou também do próprio Universia, um dos responsáveis pela Virada, como peça chave no sentido de divulgação e troca de informações entre as universidades e os universitários para tornar a Virada ainda mais abrangente, até sob a óptica da proposta de extensão da Virada para todo o estado de São Paulo a partir do ano que vem. "Existe um portal, que é o portal Universia. Todas essas ações aqui estão no portal Universia para que todos os estudantes universitários possam se mirar nisso e desenvolver novos programas. Todo mundo ganha com isso. O Estado tem um papel indelegável, não há como delegar o papel do estado. Agora, a velha atitude de achar que ao Estado cabe tudo, não tem jeito. Iria mais longe até, uma criança é um problema de todos nós", declarou o secretário.

Amato disse ainda que mesmo os estudantes de Instituições de Ensino Superior particulares - que de acordo com seus dados representam 75% dos estudantes de ensino superor - têm o dever de participar dos projetos sociais e procurar ajudar a população mais carente. Segundo ele, as Instituições de Ensino Superior privadas têm "o dever de propiciar essa oportunidade para seus alunos". "Existe aquela idéia de que alunos das Instituições de Ensino Superior não têm obrigações porque o ensino é pago. Não é assim. Todo universitário hoje tem um dever, dada toda a situação. Então não se trata de abdicar do dever do Estado, mas de conclamar as pessoas que serão as lideranças do futuro a ter também essa visão", finalizou ele.

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