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Devo me desgastar por um simulado?

      

Por Larissa Leiros Baroni

A Internet também pode ser uma excelente ferramenta de estudo. O Universia, por exemplo, disponibiliza provas de vestibulares em formato interativo. Você faz os testes e, ao final, tem o simulado corrigido automaticamente, podendo retornar às questões para aprender com os erros cometidos. Clique e teste seus conhecimentos!

Outros simulados on-line

Curso Objetivo

ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing)

Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular)

PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul)* é preciso ser cadastrado no site

PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo)

Unisc (Universidade de Santa Cruz do Sul)

Depois de passar o ano inteiro a espera por esse momento, chega o grande dia: o vestibular. As pernas tremem, as mãos ficam suadas, o coração dispara, algumas questões parecem escritas em grego e as respostas escapam da mente. Conclusão, o desespero toma conta de você. Normal, o nervosismo faz parte desta experiência, afinal, do resultado desta prova é que pode depender o seu futuro acadêmico e até profissional. Mas para não colocar tudo a perder é preciso ter controle de suas emoções e, sobretudo, estar certo sob sua preparação para enfrentar essa prova de fogo. Como fazer isso?

Segundo especialistas, a chave do sucesso é treinar. Passar cinco horas de desgaste para responder cinqüenta questões e participar de um ranking do cursinho ou da escola pode até não agradar todos os vestibulandos. Porém, os tão temidos simulados podem fazer toda a diferença no processo de aprendizagem e de autocontrole para o vestibular. "Além de testar os conhecimentos, serve para corrigir, enquanto há tempo, todas as dificuldades", explica o professor do departamento de Psicologia Escolar da UnB (Universidade de Brasília), áderson Luiz Costa Júnior.

O estudante Maurício Silva da Silveira, 19 anos, já está no segundo ano do cursinho pré-vestibular e confessa que só não ingressou na universidade no ano passado por falta de seriedade nos estudos e, principalmente, nos simulados. "A rotina de um vestibulando é bem estressante e isso me desanimou no meio do caminho", conta. "Agora, carrego o peso do meu erro e reconheço a importância dessas simulações para a realização do meu sonho: o ingresso na graduação."

Não basta, no entanto, apenas fazer o simulado para cumprir com as formalidades do programa de estudos. Para o coordenador do Anglo, cursinho pré-vestibular, Ernesto Birner, o maior aprendizado não está na realização da prova e, sim, na sua avaliação. "? importante fazer um diagnóstico do seu desempenho e separar as questões erradas nas seguintes categorias: não sei; 'não caiu a ficha', errei por um detalhe; e me distraí", classifica.

Segundo ele, os indicadores dessa análise vão direcionar os próximos passos dos seus estudos. E existe até uma escala para ajudar o estudante a rever as questões que perdeu. Se os erros são mais freqüentes no campo "não sei", é hora de estudar mais. Caso o resultado aponte uma maior tendência no "não caiu a ficha", a probabilidade de aprendizado com o teste é bem maior. "Foi bom você ter errado, porque mesmo ao assistir as aulas, estudar bastante e fazer todas as tarefas, o ensino não foi suficiente. E, após esse erro, a probabilidade de errar novamente questões referentes ao mesmo assunto será mínima", alerta o professor. Quando as maiores falhas estão descritas em "distração", o problema do aluno está na concentração.

A prova pode apontar ainda as áreas de maior deficiência do estudante. Por isso, é importante se questionar: quais foram as matérias em que tive mais dúvidas? E as de menor nota? Para Birner, com essas respostas será mais fácil identificar qual é o campo que precisará de uma dedicação especial nos seus estudos. "O simulado não serve para medir se você está no céu ou no inferno. ? um ensaio para o vestibular. ?, portanto, o momento em que se pode errar e, para quem leva a sério, a hora de aprender e crescer mais", alerta. "Fazer um simulado e não tecer este diagnóstico não adianta nada", enfatiza.

Aquecendo os motores

A simulação também é um excelente exercício para você aprender como fazer uma prova, ou seja, por onde começar, o que resolver primeiro e o que deixar para o final. "Cada um deve identificar a forma que melhor se adapta na resolução das questões. E só com o treino poderá se descobrir isso", defende o professor da UnB. Mas o tempo é limitado, e você deve estar preparado para correr contra o relógio. "O ideal é responder primeiro as perguntas que possuem maior peso na nota do vestibular e deixar para o fim as questões que geraram dúvidas", recomenda.

Na opinião do coordenador do Anglo, o vestibulando deve responder primeiro as questões mais fáceis e depois, partir para as mais trabalhosas. "Leia o primeiro parágrafo de cada questão, aquelas que você souber, pare, releia atenciosamente e responda. Caso contrário, pule para a próxima. No fim da prova, retorne às perguntas em branco", sugere ele. Outra dica dada pelo professor é: "se tiver de chutar questões por falta de tempo, que sejam as mais difíceis".

As emoções também podem ser trabalhadas por meio dos simulados. Embora a responsabilidade e a finalidades desses testes sejam diferentes, é possível treinar o controle da ansiedade e do nervosismo. "Os sentimentos funcionam da mesma forma que uma habilidade. Ao exercitá-las periodicamente, o indivíduo acaba por se acostumar com a situação", acredita Costa Júnior. "Quem exercita a inteligência emocional nesses testes, provavelmente conseguirá passar mais tranqüilo pelo vestibular", ressalta o professor da UnB.

? hora de testar seus conhecimentos

Para transformar essa simulação em algo mais próximo da realidade dos vestibulares, muitas instituições de Ensino Superior adotaram os processos seletivos para treineiros. O programa é voltado para alunos do Ensino Médio interessados em testar conhecimentos. "Além de saber quem serão seus futuros concorrentes, o candidato poderá conhecer o perfil do processo seletivo, ou seja, o modelo da prova e o formato das questões," afirma o coordenador de comunicação da Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular), José Coelho Sobrinho. "Trata-se de uma oportunidade para que os estudantes se preparem psicologicamente e educacionalmente", completa.

A estudante de Jornalismo da USP (Universidade de São Paulo), Bruna Santos Buzzo, 18 anos, afirma que a sua participação no vestibular como treineira foi essencial para a aprovação no processo seletivo seguinte, que a colocou dentro da universidade. "Foi uma experiência muito boa porque, em geral, a maioria dos simulados está relacionada à primeira fase do vestibular, eu queria saber como funcionavam as etapas seguintes", relata. "Quando fui prestar o vestibular tradicional, apesar do frio na barriga, consegui controlar as minhas emoções e me sair bem porque já sabia o que iria encontrar pela frente," acredita.

Ser aprovado nas provas de treineiros pode servir de estímulo para o futuro candidato. "O que não pode é o aluno se acomodar e achar que a sua vaga no próximo ano está garantida. Os vestibulares tradicionais são mais concorridos e o tempo parado pode levar ao esquecimento", alerta o coordenador de comunicação da Fuvest. Se o resultado no simulado for negativo, também não adianta abaixar a cabeça e desistir da faculdade. "Seja crítico e avalie o seu desempenho no teste, aproveite para aprender com os erros e estude bastante", conclui Sobrinho.

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