text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Agência de inovação quer aproximação com indústria

      

Por Bruno Loturco

Depósitos de pedidos de patentes por ano na USP


No Brasil

2000: 10 pedidos
2001: 16 pedidos
2002: 23 pedidos
2003: 33 pedidos
2004: 37 pedidos
2005: 40 pedidos
2006: 36 pedidos
2007: 84 pedidos
2008: 77 pedidos
2009: 27 pedidos (71 ainda em andamento)

Quantidade de licenciamentos

Até dezembro/2007:
Patentes: 11
- Outros direitos: 2

Em 2008:
Patentes: 2 (não exclusivas)
- Outros direitos: 1

Receita de royalties

Até dezembro/2007:
- Patentes: R$ 590 mil
- Outros direitos: R$ 20 mil

Em 2008:
Patentes: R$ 70 mil
- Outros direitos: R$ 20 mil

Distribuição das receitas de licenciamento na USP

- Pesquisador: 50%
- Departamento: 40,5%
- Reitoria: 5%
- Unidade: 4,5%

O objetivo da Agência USP (Universidade de São Paulo) de Inovação é fazer com que o conhecimento gerado na instituição possa ser transferido para a sociedade e, assim, promova o desenvolvimento cultural e sócio-econômico. "O intuito é fazer com que o conhecimento se traduza em oportunidades para a sociedade a tal ponto que a inovação seja guiada para a ciência. Por isso, agimos na prospecção da inovação do conhecimento gerado na universidade", explica o coordenador da agência, professor Oswaldo Massambani.

De acordo com dados fornecidos por Massambani, é responsabilidade da agência monitorar a produção científica de toda a USP, o que corresponde à atuação de milhares de pesquisadores em sete campi e à publicação anual de 5,7 mil artigos em revistas indexadas. "O estoque de capital intelectual da universidade é alto. A produção científica é de qualidade e compatível à classe mundial e a formação de mestres e doutores também é significativa", analisa ele.

Segundo Massambani, cem patentes, em média, são geradas por ano na USP. Embora as patentes depositadas no Brasil sejam pagas com recursos destinados pela USP para a Agência, quando as submissões são feitas no exterior é necessário agir em parceria com empresas. De acordo com ele, o desafio para os próximos anos é oferecer isso para o mercado e a sociedade. "Também estamos interessados na criação de empresas para aumentar o impacto sócio-econômico da nossa atividade e atrair investimentos públicos e privados", revela ele ao citar a atuação como incubadora de empresas . Na avaliação do coordenador, essa seria uma forma de promover a criação de empregos.

Justamente para fomentar e estreitar esses relacionamentos, a agência mantém o portal I3. "? o espaço onde a empresa encontra a USP para inovar. Permite que as empresas acessem o site e postem determinado projeto quando não têm capacidade intelectual para desenvolver sozinhas", explica Massambani. Segundo diz, participam da rede empresas do setor de equipamentos, de máquinas, desenvolvimento de turbinas, de processos, filtros de gases, para geração de energia, empresas voltadas para o aprimoramento, produtos de higiene infantil, indústria de perfume, dentre outras.

Além do portal, a Agência mantém, em parceria com o Sebrã (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), um programa de capacitação de gestores de inovação na indústria. "A finalidade é prover os gestores de conceitos de inovação e ajudá-los a desenvolver projetos inovadores no âmbito de atuação da empresa", resume o coordenador. Até hoje, gestores de 23 empresas já foram capacitados por meio dessa iniciativa. "? um programa importante porque é preciso que a indústria desenvolva capital intelectual e social, sem perder mercado, o que ocorre por meio da inovação", atesta Massambani.

No sentido oposto, a Agência USP de Inovação procura estimular o caráter empreendedor dos pesquisadores da instituição. Por isso, Massambani conta que a Agência promove a criação de clubes de empreendedorismo em várias unidades da Universidade com o intuito de criar oportunidades de inovação voltadas ao mercado. "Estamos criando desafios, como a 1º Olimpíada USP de Inovação, que pretendia transformar conhecimento em renda e oportunidades", exemplifica ele.

A Agência também atua no âmbito internacional por meio da rede de cooperação Emprendia, que reúne universidades ibero-americanas que incubam empresas. "? a atuação dos NITs (Núcleos de Inovação Tecnológica) que transcende o patenteamento e a proteção intelectual e promove a inovação empreendedora, guiada pela ciência e pelo mercado", afirma Massambani. Segundo ele, a RedEmprendia é importante para a troca de experiências e de conceitos de boas práticas entre os países.

  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.